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3 de abril de 2023

Filme: Tudo em todo o lado ao mesmo tempo (Everything everywhere all at once)

Esse foi o filme mais comentado desde o anúncio dos indicados aos prêmios da indústria cinematográfica do ano de 2022 para a edição de 2023.

Uma palavra define esse filme: LOUCO, muito louco, louco demais, totalmente louco!!!

Mas não se deixe enganar pela primeira impressão, porque ele tem muitas mensagens nas entrelinhas.

Quando o filme foi lançado, eu não consegui ir no cinema assistir, por causa da Covid. Depois do Oscar, o filme voltou para algumas salas de cinema (uma aposta das empresas de cinema, que eu não acho que deu muito certo, porque eu fui numa sessão de domingo, às 13h, e tinha 1 fileira para cada pessoa que comprou o ingresso) e eu decidi me aventurar na sala de cinema.

Vamos começar pelo fim: o filme foi premiado em quase todos os lugares onde havia sido indicado e quase sempre levou quase tudo.

Muita gente, como sempre, chiou, disse que o filme é uma m...., que os atores não mereciam, enfim, aquele papo de sempre. Você torce pra um filme e quando ele não ganha, você fala mal do que ganhou.

O elenco do filme levou, em quase todas as premiações, incluindo o Oscar, nas categorias de melhor atriz para Michelle Yeoh, de melhor atriz coadjuvante para Jamie Lee Curtis, e melhor ator coadjuvante para Ke Huy Quan. Também foi indicada para atriz coadjuvante, Stephanie Hsu, que não levou um Oscar, mas ganhou em alguma premiação. 

Se essa galera toda merecia ganhar o Oscar e as demais premiações por causa desse filme, também tenho minhas dúvidas, mas a premiação do Oscar, muitas vezes, é uma questão de justiça pela trajetória e política, porque nesse caso, a Michelle Yeoh não foi só pelo histórico, mas também por uma questão de justiça de minorias, ainda que muita gente não entenda isso.

Muita gente acha que minoria são só os negros, mas e os amarelos? Onde ficam nas artes? E sempre em papeis estereotipados. Isso não soa preconceito de raça? Asiático não é branco e também é excluído.

Jamie Lee Curtis não está em seu melhor papel. Aliás, ela tem importância na história, mas nem aparece tanto quanto a Hsu e ainda assim, acho que foi correto dar a ela esse prêmio nesse momento.

Quanto a ganhar o prêmio de melhor filme... pois é... assim como não entendo até hoje o porquê do filme Parasita ter ganho alguma coisa, esse prêmio deixa uma pulga atrás da orelha: afinal, o que foi avaliado para tal decisão?

Vamos à história em si.

Trata-se de um tema super em voga, pois fala de multiverso, mas de um ponto de vista diferenciado, que é partindo dessa mulher, a Evelyn (Michelle Yeoh), mulher de família chinesa, que fugiu com seu amor na juventude para ser livre das amarras da cultura oriental, para viver nos EUA, e que é a conexão na história.

O casal vive dilemas familiares de toda espécie, com a convivência de 3 gerações que não se entendem bem por falta de comunicação, uma situação comum em famílias de origem asiática, cada qual buscando aceitação da geração anterior, e o marido (Ke Huy Quan), que é considerado um intruso pelo sogro (James Hong), criando um ambiente de muitos conflitos.

Assistindo ao filme, fiquei imaginando se os ocidentais conseguem entender qual o dilema apresentado de fato, porque para o ocidental, ainda mais para o norte americano, esse vínculo com a família, as raízes, os pais, não é tão forte como é na cultura oriental, que ainda mantém o formato patriarcal e machista, de dar inveja para qualquer família europeia do século XV. E esse é um ponto de partida muito sensível e importante para o grande problema apresentado pelo filme.

Outro detalhe importante a se considerar, além da questão cultural, é o problema do idioma. A Evelyn, o Waymond e o Gong Gong são imigrantes, como tantos outros que existem por toda parte, e que enfrentam essas dificuldades de comunicação retratadas, o que gera ainda mais confusões e eventuais conflitos.

Como uma amiga comentou, talvez esse filme seja melhor compreendido por quem passa pelas dores "amarelas". Chineses, japoneses, coreanos, entre outros, e todos os seus descendentes.

Um filme muito louco, mas com reflexões sérias que, talvez, você não vá entender, porque não faz parte da sua realidade, mas que traz uma mensagem de esperança, relações familiares, amorosas, de amizade, e o mais importante: SEJA GENTIL, porque você não sabe o que o outro está passando, a despeito da aparência de família perfeita e sorrisos forjados.

6 de novembro de 2017

Filme: O Quarto de Jack (Room)

Esse filme é daqueles que você assiste com uma caixa de lencinhos e o coração na mão, porque é um filme baseado em milhares, senão milhões, de histórias de abusos e sequestros ao redor do mundo.

Por esse filme, a atriz Brie Larson ganhou muitos prêmios, entre eles o Oscar de melhor atriz e o pequeno Jacob Tremblay, uma indicação.

Eu assisti ao filme num dos dias do feriado prolongado passado, que eu decidi, ia ficar só na preguiça depois de semanas trabalhando de domingo a domingo.

Zapeando os canais, descobri que estava passando esse filme, mas perdi o começo, então não sei bem como foi que Joy, a protagonista, foi parar no cativeiro e muito menos em que momento ela engravida ou onde foi o parto de Jack, que nasceu e sempre viveu dentro daquele quarto.

Mas sei que o filme mostra o dia a dia de Joy, que foi sequestrada e precisa manter suas esperanças para seguir viva e tentar tirar ao menos Jack de lá.

O pequeno Jack cresce conhecendo somente o mundo entre aquelas quatro paredes e o amor de sua mãe, mas ela sonha em mostrar o mundo que existe para ele. Ele acredita que o mundo que ele vê através de uma TV é só ficção, já que ele nunca viu uma árvore ou um gramado de verdade.

Então elaboram um plano para enganar Nick, o homem que os mantém presos, para que pelo menos Jack possa fugir e conhecer o mundo fora do quarto.

Uma história que mostra a maldade que pode existir nas pessoas, a diferença que pode fazer a manifestação de alguém que suspeita de alguma situação atípica e a necessidade de amor ao próximo.

26 de junho de 2017

Filme: Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)

O filme, que teve seu título traduzido como Estrelas Além do Tempo, quando o título original significa algo como "figuras ocultas", traz como protagonistas as lindas e talentosíssimas Taraji P. Henson, de Person of Interest, como Katherine Johnson, Octavia Spencer, de Histórias Cruzadas, como Dorothy Vaughn e Janelle Monáe, cantora americana, como Mary Jackson.

A história é baseado em fatos reais, ocorridos dentro da agência espacial americana, NASA, nos anos 60, quando os Estados Unidos vivia aquela coisa horrorosa da segregação racial, onde negros eram vistos como pessoas à margem da sociedade e não podiam frequentar ou usar coisas destinados a pessoas brancas.

Claro que em 2 horas de filme, não dá para o longa abordar com toda a riqueza de informações que seriam necessárias para ilustrar todas as atrocidades que essas mulheres sofreram para chegar lá, muito menos para sobreviver num ambiente tão hostil, mas dá para se ter uma pequena noção de como foi ser negro e mais, mulher, num ambiente que, ainda hoje, é considerado tão masculino, como a área de exatas, num momento em que Rússia e Estados Unidos disputavam uma acirrada "guerra" para ver quem tinha o domínio das tecnologias mais avançadas.

Se bem que, foi essa batalha que abriu espaço para essas corajosas negras com mentes privilegiadas, se destacarem, no meio de um monte de homens brancos, que se sentiram rebaixados duplamente, mas que não conseguiam fazer o mesmo que elas.

Em vários momentos do filme, nós que já vivemos numa sociedade um pouco melhor (longe de estarmos num mundo ideal, mas melhor do que naquela época), ficamos chocados com a ideia das pessoas brancas não suportarem a ideia de sentar num banco onde esteve sentando um negro, ou que banheiros tenham placas de "para pessoas de cor", entre tantas outras aberrações. Bem como é gratificante ver o personagem de Kevin Costner, Al Harrison, marretando uma dessas placas de "colored" e dizendo "nós mijamos todos da mesma cor"!

Aliás, no site da NASA (em inglês) tem um Q&A sobre a participação da NASA e a história por trás do longa, intitulado "Modern Figures", bem interessante.

Se você não assistiu, assista. O filme mostra que precisamos nos libertar das amarras do preconceito, seja ele de qual natureza for, para evoluirmos como sociedade. Mostra que quando unimos forças, podemos ser e fazer melhor em prol do coletivo.

6 de março de 2017

Filme: Para Sempre Alice (Still Alice)

Esse é um daqueles filmes que você precisa de um lençol para usar de lencinho e assistir o filme sem alagar sua casa. Típico filme que eu não assisto numa sala de cinema, para não ficar com a cara roxa de chorar em público.

Destaque para a atuação vencedora do Oscar de melhor atriz, de Julianne Moore, que faz você imergir de cabeça no drama da protagonista, Alice, uma mulher forte, inteligente e independente, que vê sua vida virar de ponta cabeça após um diagnóstico precoce de Alzheimer, doença degenerativa das funções cognitivas da pessoa.

Como o filme retrata, essa doença costuma acometer pessoas de idade avançada, mas em casos raríssimos pode ser herança genética.

Essa notícia muda não só a vida de Alice, mas de toda sua família, pois a doença, que já foi constatada como genética, pode ser detectada via exame e coloca os filhos no dilema de descobrirem precocemente suas chances de terem o mesmo problema ou não.

Com o tempo, fatos, coisas e pessoas começam a não serem lembrados, o que gera problemas, inseguranças e mudanças de planos para os que cercam Alice.

Uma história humana, baseado num romance, que mostra a realidade e as dificuldades que vivem famílias com pessoas acometidas por essa doença e até por quem tem pessoas muito idosas no convívio do seu lar.

Recomendadíssimo, não só pela beleza das interpretações, mas para conhecimento de como são as fases e as dificuldades que passam o paciente e a família.

29 de fevereiro de 2016

Filme: Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância

Seguindo o tema da última semana, vou comentar sobre um filme que foi muito falado na premiação do Oscar 2015.

Em mais uma das minhas zapeadas, dei de cara com esse filme passando na TV e parei para assistir ao filme que tanto falaram e que levou o Oscar de melhor filme e melhor roteiro original, e que chamou mais atenção pela cara de nhaca que fez o Michael Keaton quando perdeu o Oscar de melhor ator para o novato Eddie Redmayne.

Na internet, dando uma olhada no site que é minha referência sobre informações de cinema, o AdoroCinema.com, as opiniões sobre o filme divergem bastante. A crítica especializada, na grande maioria, deu 5 estrelas para o filme. Já o público é bem dividido, algo do tipo "ame-o ou odeie-o".

Eu achei a história do filme muito perturbadora, no melhor estilo "os podres de bastidores das celebridades", tornando o filme interessante. Quem disse que o filme dá sono, não deve ter entendido nada mesmo, mas não acho que ele merecia o prêmio de melhor filme. Acho que tinha melhor na concorrência.

Quanto as atuações, não dá para negar que são intensas e muito boas, bem como a direção, que tem um ritmo diferente dos filmes que contam histórias.

Daí ao Michael Keaton ter certeza de que ele ganharia o Oscar, é um bocado pretensioso. Acho que ele entrou tanto no personagem prepotente que ele atuou, que ele ficou se achando o supra sumo geral. Não disse que ele não está muito bem no papel, mas o Eddie esteve impecável no papel de Stephen Hawking.

Enfim, vale a pena assistir o filme pela viagem que é a história, mas assista com a mente bem aberta, porque não é um filme trivial, muito menos sessão da tarde, apesar de não ter cenas obscenas, uma raridade em Hollywood.

23 de novembro de 2014

Filme: O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook)

O Lado Bom da Vida tem como destaque o casal de queridinhos de Hollywood do momento, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, que mandam bem no filme, ainda que eu não seja fã de nenhum dos dois.

A história é baseada num livro, que já pode ser encontrado em todas as livrarias com a mesma imagem usada nos cartazes do filme e só entrou para a lista dos best sellers depois do filme.

Duas pessoas que se conhecem por acaso e que compartilham de um histórico de passado problemático, com transtornos psicológicos e psiquiátricos, se encontram naquele esquema "coisas do destino" e um passa a influenciar a vida do outro.

É um desses filmes que valem alguma reflexão, mas no final, acho que foi muito mais marketing do que um filme de conteúdo.

Eu só assisti, porque está passando no Telecine e numa daquelas tardes de zapeada decidi que ia matar minha curiosidade sobre o filme que rendeu um Oscar para a JLaw.

21 de janeiro de 2013

Teatro: As Mentiras que os Homens Contam e
Filme: Histórias Cruzadas

Que eu saiba, já não é a primeira adaptação feita para o teatro do livro homônimo, de Luis Fernando Veríssimo, mas foi a primeira vez que eu fui assistir.

Na verdade eu não sou muito de ir ao teatro. Não é por não gostar, acho que é mais por preguiça, já que é muito mais cômodo ir ao cinema, que fica dentro do shopping e me permite fazer várias coisas antes e depois de uma sessão.

Voltando ao teatro, a peça está em cartaz no teatro Juca Chaves, localizado dentro do Extra Itaim Bibi, na Rua João Cachoeira, no final do corredor do 2° piso.

As instalações são confortáveis, mas eu não sei se quem senta além da 3ª fileira consegue ouvir as falas, já que não há microfone para os atores. É tudo no gogó! Por sorte, eu ganhei ingressos para a 1ª fila. E duplamente sorte, porque se eu tivesse pago estaria morrendo de raiva até agora.

Quem leu o livro, sabe que se trata de uma boa coletânea de crônicas sobre as histórias que os homens contam, seja para se proteger ou proteger seus interlocutores, e que pode fazer o leitor passar vergonha em público por causar risos espontâneos.

A peça, ao contrário, custa a tirar uma risadinha da plateia. Sim, não chega aos pés da introdução do livro.

Antes do início da peça, durante os avisos, acho que rimos mais do que durante a peça toda. O elenco parecia estar num ensaio de seleção. Acho que só 2 deles podem ser chamados de atores, os demais, só de amadores.

O comentário de uma moça que estava sentada atrás de mim ao final da peça foi "eu preciso mesmo aplaudir isso?". Juro que não estou inventando, nem aumentando. Foi quase essa a sensação. Foi a primeira peça que eu fui na qual a plateia só aplaudiu e sentada, porque as luzes ascenderam e o elenco apareceu vestido nos trajes da abertura, o que nos deu a dica de que a peça terminou.

A única coisa boa é que o estacionamento, que sairia por pelo menos R$20,00, sai na faixa por 3 horas para quem apresenta o ingresso no caixa do estacionamento.
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O filme Histórias Cruzadas (The Help) foi indicado ao Oscar em 3 categorias diferentes e levou 1 estatueta na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.

Na época, mesmo sem ter assistido o filme, pela quantidade de comentários já achava que a Viola Davis merecia ter levado o Oscar de Melhor Atriz, mas infelizmente quem levou pela enézima vez o prêmio foi a Meryl Strip. Não que eu ache que Meryl não seja merecedora do prêmio, o detalhe é que as chances da Viola conseguir um outro papel que possa lhe render a indicação é bem menos provável do que a veterana Meryl que já havia ganho as honras em outras ocasiões.

Premiações a parte, o filme é muito intenso e retrata como foi parte da história dos negros nos Estados Unidos. Preconceito que até hoje permanece, em menor intensidade, é claro, mas que causa sensações de repulsa aos brancos americanos.

Emma Stone, que me surpreende em cada atuação, faz o papel de Skeeter, uma branca interessada na causa das negras e que não compreende como podem existir pessoas que tratam com tamanho desprezo pessoas que cuidam de seus filhos, ou que por vezes foram criados por elas e se voltam contra as mesmas quando crescem.

Viola Davis faz o papel de uma das domésticas, única profissão que as negras conseguem ter naquela época, quase como uma sina.

Tudo roda em torno da vontade de Skeeter ajudar os outros a conhecerem a vida das domésticas da pequena Jackson, uma cidadezinha do interior que se mantinha preconceituoza, enquanto cidades maiores já começavam a reconhecer os direitos dos negros.

Ao começar a fazer as entrevistas com 2 domésticas, ela descobre a dor, o sofrimento e toda a sorte de preconceitos que elas tinham que enfrentar, além dos trabalhos pesados, em jornadas pesadas e com valores irrisórios pagos pela hora trabalhada.

Vale a pena assistir para refletir e continuar sem compreender como, por tantos anos, seres humanos viam outros seres humanos como outra espécie de criaturas.

16 de julho de 2012

Filme: Priscilla, a rainha do deserto (The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert)

Eu sempre tive curiosidade de assistir ao filme emblemático, com a trilha sonora hino da comunidade GLBTS, Priscilla, a rainha do deserto, mas nunca me ocorreu alugar o filme.

Eis que estava buscando alguma coisa entre os canais da TV a cabo quando vi que o filme estava começando. A primeira tentativa foi frustrada pela queda do sinal, acredito que por culpa das chuvas excessivas. A segunda parecia que ia ser frustrada, mas o sinal estabilizou e eu consegui assistir até o final.

Não consigo lembrar como foi a receptividade do filme no seu lançamento em 1994, mas deve ter sido no mínimo interessante. A única coisa que eu lembrava era que o filme ganhou um Oscar (melhor figurino).

O tema é colocado como poderia ser abordado ainda hoje: preconceito. Mostra a jornada das 3 drag queens, que tem, cada qual, sua história de vida, e que ao longo de uma viagem vão se conhecendo melhor e vivendo as aventuras de quem tem coragem para assumir a que veio ao mundo.

Divertido foi ver o ator Hugo Weaving, o agente Smith do filme Matrix, que eu conheci assim, com cara de mal, num personagem super masculino, vestido de drag com uma maquiagem super espalhafatosa e fazendo caras e bocas para dublar Gloria Gaynor.

As cores da maquiagem e figurino são ótimas, mas as coreografias são fracas e o final é esquisito. Deixou uma sensação de filme inacabado.

Não que o assunto pudesse ter um final naquele filme, já que até hoje, com toda a educação e conhecimento que temos, muitos ainda associam a AIDS com homossexualismo, e que quem não curte o que se considera "normal", não merece respeito.

Tirando uma parte ou outra, e a trilha sonora que eu sempre gostei, eu não morri de amores pelo filme, porque no final não serve nem como educativo, por ser muito caricato (ok, o filme é classificado como comédia), nem como comédia.

Essa é só minha opinião. Peço desculpas aos que tem outra impressão sobre o filme e, apesar de tudo, recomendo aos que nunca assistiram que assistam ao menos 1 vez.
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IX Festival Brasileiro de Taiko
                     Comemoração aos 10 anos de Wadaiko da ABT

O IX Festival Brasileiro de Taiko em Comemoração aos 10 anos de Wadaiko da Associação Brasileira de Taiko (tambores japoneses), será realizado na manhã deste domingo, dia 22, no Grande Auditório do Bunkyo.

Serão 13 grupos da categoria junior, 10 grupos na categoria livre, 2 grupos na categoria master, 2 grupos na categoria especial (campeões de 2011) e 12 tocadores na categoria Oodaiko (os tambores gigantes).

Local: Grande Auditório do Bunkyo - Rua São Joaquim 381 (próximo ao metrô São Joaquim)
Horário: a partir das 9h

18 de junho de 2012

Filme: O Discurso do Rei (The King's Speech)

O filme que levou 4 Oscars e uma porção de outros prêmios, me deixava na dúvida se valia a pena assistir ou não, porque eu não me empolgo muito com os filmes premiados, principalmente esses com cara de documentário ou muito dramáticos.

Agora posso dizer que vale a pena pelas atuações.

A história é baseada no drama real do irmão mais novo do herdeiro ao trono britânico que, além de ter que encarar os problemas familiares e políticos, tinha que lidar com um problema gravíssimo se considerarmos a figura que ele representava para uma nação, a gagueira.

Imagina, se um mortal normal que tenha problema de fala é considerado fora do padrão, ele, uma figura que deveria ser imponente, não conseguia se pronunciar em público.

Para tentar contornar a situação, sua mulher busca um especialista em fala, indicada por uma amiga. Eles começam as sessões e, aos poucos, o rei começa a conseguir controlar seu problema e a falar melhor em público.

É emocionante ver os conflitos internos do rei, como a própria monarquia já se percebia naquela época, quão importante foi o apoio da mulher, e a arrogância tipicamente britânica.

Destaque para as atuações de Colin Firth, Geoffrey Rush e a camaleoa, Helena Bonham Carter, que me impressiona sempre. Eu só a conhecia por personagens "desenhados" por seu marido, o excentrico Tim Burton, mas aqui, no papel de uma dama, parece uma mulher normal.

Não diria que vale o ingresso do cinema, mas vale uma sessão pipoca no sofá de casa.
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47º Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa (Gueinosai)

O Gueinosai é um Festival ótimo para quem curte as artes japonesas mais tradicionais, que tem previsto cerca de 140 apresentações entre dança, teatro e música.

No domingo, além dos shows, haverá a sessão solene de homenagens aos imigrantes idosos, que tem ou completam 100 anos em 2012, num total de 41 homenageados.

Confira a programação completa do sábado  e do domingo

Datas: 23 e 24 de junho de 2012
Horários: sábado das 9 às 18h e domingo das 10 às 18h
Homenagem aos Idosos de 99 anos: domingo, às 9h
Local: Grande Auditório do Bunkyo - Rua São Joaquim, 381, São Paulo/SP (próximo ao metrô São Joaquim)
Entrada Franca - contribua no dia do evento com a doação de um quilo de alimento não perecível, que será encaminhado a uma entidade beneficente

27 de fevereiro de 2012

Truco no Carnaval! e Festa do Oscar na TV

Pensa numa pessoa frustrada! Essa era eu, porque depois de 2 faculdades, uma coisa que eu não aprendi foi a jogar Truco. E não é por falta de gostar de cartas, era por falta de oportunidade.

Relembrando, na faculdade de Contábeis éramos poucos alunos (o período da manhã não é muito populoso) e quando a gente descia para a lanchonete, ficávamos conversando e só. Na faculdade de Direito eram alunos demais e eu não era da turma do bar, então, de novo, nosso passatempo era comer e conversar.

Uma vez uns amigos tentaram me ensinar, mas tinha tanta gente jogando que, sem graça em atrapalhar, só consegui aprender que no Truco não se usam todas as cartas e que tem umas alterações na sequência das cartas, além da sequência de naipes.

Não faz muito tempo encontrei um app criado pela LG, gratuito, chamado Smart Truco, para Android e baixei. Nem lembro o que eu estava buscando para aparecer o jogo.

O app tem instruções para começar a jogar e aceita até os blefes. Não foi totalmente esclarecedor, porque lá você chuta e não tem os sinais, afinal, está jogando sozinho.

Eis que no carnaval, os amigos que ficaram na cidade decidiram marcar um churrasco com Truco. Eu fui para comer, mas jogar não estava bem nos planos, exceto que muita gente deu o cano no encontro e faltava 1 pessoa para fechar a mesa, então, com instruções rápidas, uma cola com os sinais e sequência, fui para a mesa.

Fui embora realizada, após umas 5 horas de jogo (se não mais), muita carne e um sorvete de limão divino. Agora é só treinar melhor no app para memorizar os melhores jogos e os sinais para poder participar dos próximos encontros.
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Eu não entendo direito o por que da minha insistência em assistir essas premiações. Os discursos são quase decorados e nunca tem nada demais, além das muitas decepções quando você torce para um ou outro vencer e ganha um outro que nem era melhor que aquele pelo qual você torcia.

A melhor parte da noite foi a apresentação do Cirque du Soleil, um show lindo (como sempre) para quebrar a sequência de piadinhas fracas do Billy Crystal e dos discursos que sempre são "I'd like to thanks the Academy..." e a premiação de ator coadjuvante para Christopher Plummer, que entrou para o livro dos recordes por ser o ator mais velho (82 anos e em atividade total) a ser premiado com um Oscar. Mas eu queria que o Max von Sydow também ganhasse, afinal, ele também tem 82 anos e não deve ter tantas oportunidades de estrelar um papel que possa lhe render uma indicação.
 
Também achei engraçado a apresentação que fez o Chris Rock, apresentador da categoria animação, dizendo que os atores que discursam ser difícil fazer animação estão mentindo, porque esse é o trabalho mais fácil do mundo, afinal, alguém vem e diz qual a frase, ele fala e, pronto, pagam 1 milhão de dólares por isso.

E, apesar de ser fã da Disney e ver a Warner/Dreamworks como uma rival, pela primeira vez estava torcendo pelo inimigo na categoria "melhor canção original"... e deu Disney! Eu não curti muito a animação Rio, porque mostra pros gringos o que eles acham que o Brasil é: mato, bundas, favelas, traficantes (e todo o tipo de contraventor penal) e carnaval, mas, de coração, queria que o Brasil tivesse subido ao palco para fazer um discurso em português para gringo ver.

Fora isso, não queria que a Merryl Streep tivesse ganho de novo. Não que ela não mereça, ela é divina, mas porque ela já ganhou bastante e seria interessante ver novos talentos levando o prêmio.

Enfim... the Oscar goes to... quem eles querem e não quem o público acha que merece.
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 Nikkei Matsuri 2012

O evento com entrada gratuita é organizado por oito associações nikkeis da Zona Norte de São Paulo, tem muitas atrações e já entrou para o calendário de eventos culturais da colônia japonesa, com shows diversos, praça de alimentação, workshop de origami, kirigami, artesanato, venda de produtos e taikô.

Data: 31 de março e 01 de abril de 2012 - sábado e domingo
Horário: 10 às 20h 
Local: Clube Escola Jardim São Paulo - Rua Viri, 425 (metrô Jardim São Paulo)
Infos: yoshioimaizumi@gmail.com / (11) 9553-5753
Entrada Franca