2 de abril de 2018

Livro: O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder

Eu comprei esse livro em 1997, quando ele aparecia como destaque em todas as listas de livros, além de estar sempre nas vitrines e ilhas das livrarias.

Eis que eu comecei a ler lá atrás e... nunca tinha terminado, porque eu não conseguia seguir a leitura como num livro de literatura qualquer. Eu precisava entender todo seu conteúdo e como sou, predominantemente, leitora de cama, isso era uma tarefa complicada.

Contei isso a uma amiga leitora e ela me fez uma proposta: vamos ler juntas.

Coitada, ela já leu uma vez e vive com uma fila enorme de livros, mas jurou que ela gostaria muito de reler o livro e essa era uma oportunidade para fazê-lo. Claro que eu aceitei.

Combinamos de ler pelo menos 3 capítulos por semana e sentar para comentar a parte lida. Tem sido uma experiência bem legal, porque cada uma fala o que achou, o que entendeu, e eu costumo ter sempre um comentário sobre a influência daquele filósofo no nosso Direito, que é de onde eu conheço a maioria dos nomes mencionados (por questões de agenda, as discussões ainda não estão na metade do livro, mas eu consegui terminar de ler o dito).

O livro é ótimo, me ganhou desde a primeira vez, o problema era eu e essa minha vontade de absorver o conteúdo dele nos mínimos detalhes (até parece DR rs).

A história conta o dia em que um garota chamada Sofia passa a receber cartas de alguém desconhecido com a proposta de lhe ministrar um curso de filosofia por correspondência. As cartas chegam de forma misteriosa e endereçada a ela que, mesmo sem entender a razão para ter sido escolhida para receber o curso, decide entrar de cabeça no desafio.

Ao longo do curso são apresentados os pré-socráticos, o trio de filósofos gregos mais famosos da História, os pós-socráticos e as teorias mais modernas, até chegar aos anos 90.

A leitura abre mentes e faz refletir sobre muitos aspectos sociais como, por exemplo, a ausência de mulheres entre os pensadores do passado, porque naquela época a mulher não era considerada um ser capaz de pensamentos complexos.

Se você curte uma boa fantasia com muita filosofia, vai amar essa leitura!

26 de março de 2018

Dica Cultural: Biblioteca do Parque Villa Lobos

Pensa num lugar com ambientação bonita, seguranças, muitos livros para leitura, banheiros limpos, bem ventilado e iluminado, com sala silenciosa para quem quer estudar em paz?

Estamos falando da Biblioteca Parque Villa Lobos!!!

Eu já tinha lido a respeito, visto fotos de uma "ilha" que fica bem no meio da biblioteca, com tatamis (esteiras de palha de bambu) que serve para as pessoas descansarem, jogarem jogos de tabuleiro ou se esticarem para ler, mas nunca tinha ido até lá, porque fica absurdamente longe de onde eu moro.

Como eu precisava ir para a Lapa e o caminho envolvia a estação de trem de mesmo nome, eu decidi que era hora de dar uma parada.

A biblioteca fica bem no meio do parque, ao lado do Orquidário professora Ruth Cardoso.

Um espaço menos amplo do que eu esperava, mas bem confortável, com 3 pisos, sendo o térreo destinado ao café, revistas, jornais e livros infanto juvenis, o 1° andar com livros de literatura de diversos países (tem 3 títulos em japonês, sendo que 1 deles é o 1Q84 do Murakami) e computadores com acesso à internet e no 2° andar mesas e poltronas para leitura, além da sala silenciosa, onde estão dicionários diversos e, de fato, as pessoas não fazem barulho, a maioria sozinhos em busca de um canto para estudar ou trabalhar, como eu.

Em todo o espaço é possível encontrar muitas tomadas no chão para carregar seu laptop, tablet ou celular, e acesso ao wifi gratuito com um rápido e simples cadastro no sistema interno.

O que eu mais gostei é o fato de você poder entrar com todos os seus pertences, sem necessidade de deixar suas coisas num armário e ter que carregar tudo o que você quer usar dentro da biblioteca no braço, como costuma ser em todas as bibliotecas que eu conhecia até então. Isso ajuda muito uma pessoa que, como eu, precisa levar seus próprios livros, cadernos e apostilas para estudar/trabalhar.

Claro que por conta disso, há seguranças aos montes na biblioteca, mas isso dá uma sensação boa para ficar tranquila, apesar de que eu nem sou doida de largar meus pertences, nem para correr até o banheiro, que fica no térreo.

Se você estiver mais perto, recomendo muito utilizar essa biblioteca, porque é muito agradável ficar lá.

Uma dica importante é que se você quer ter certeza que consegue uma mesa, chegue cedo, porque depois de um determinado horário a sala ficou lotada.

Mais infos no site bvl.org.br e se precisar de mais informações, pode enviar email que eles respondem em até 1 dia útil (pelo menos responderam para mim).

12 de março de 2018

Filme: Pantera Negra (Black Panther)

Acho que uma única palavra resume bem o que eu (e todo mundo) achou desse filme: UAU!!!

O que não amar nesse filme?

Um filme que trata de minorias, liderança, política, problemas sociais, relações internacionais, contrabando, educação, economia, ética, democracia, crenças, cultura, tradições, ideologias, enfim, é um pacote completo, junto a todos os possíveis efeitos especiais e super produção da Disney e Marvel.

A história mostra um país, chamado Wakanda, conhecido internacionalmente pela imagem que eles mesmos vendem para o mundo, de uma nação de 3° mundo, de economia rural, que na realidade seria o país mais avançado tecnologicamente e mais próspero do mundo.

Toda a bonança interna se deve a um tal de vibranium, um metal especial e que só existe em Wakanda, mas que foi descoberto por algumas pessoas de fora do povoado, por conta da traição de um enviado de Wakanda, e agora toda a nação corre riscos por esse vazamento.

Esse filme começa com a recordação do evento ocorrido no último filme de Os Vingadores, quando o pai de T'Challa (Chadwick Boseman), foi assassinado por Ulysses Klaue (Andy Serkis). T'Challa, que é herdeiro do trono, retorna a Wakanda para ser coroado, numa cerimônia tensa.

Após a coroação, ele tem a missão de buscar Klaue e levá-lo para Wakanda para julgamento por seus crimes, mas no meio dessa missão ele descobre um rapaz que trabalha com Klaue e vai se apresentar como um grande inimigo da identidade pacífica de Wakanda.

Além de toda a questão da representatividade da comunidade negra no filme, que menciona as tristezas ocorridas por conta da escravidão e seus reflexos, o filme também tem um lado super feminista que não pode ser deixado em segundo plano, quando mostra que a mente tecnológica de Wakanda, é uma mulher, Shuri (Laetitia Wright), irmã do rei, que o exército, composto de mulheres, de Wakanda tem como chefe Okoye (Danai Gurira), e que o grande amor do nosso herói, Nakia (Lupita Nyong'o), é uma guerreira totalmente badass!

Aliás, dizem os boatos de que a armadura do Iron Man em Guerra Infinita será construído por Shuri, o que indicaria que ela é mais avançada do que o Tony Stark!

Talvez soe spoiler, mas eu acredito que vale ressaltar a mensagem final do filme, de que quando nos omitimos, podemos causar mais mal do que quando tomamos uma postura ativa sobre um determinado assunto, no qual podemos ser a diferença entre o resultado positivo e o negativo.

E por fim, traz uma clara crítica às políticas separatistas e individualistas dos países avançados em relação aos países em desenvolvimento quando fala das barreiras, na cena pós-crédito do filme.

Se ainda estiver em tempo, vá ao cinema, porque esse filme mega vale o ingresso absurdamente caro.

12 de fevereiro de 2018

Filme: Um Senhor Estagiário (The Intern)

Esse filme vale a pena ser assistido para reflexão. Ele mostra tudo o que acontece no cenário atual, tanto na vida dos jovens, das mulheres e dos idosos.

Jules (Anne Hathaway) é uma empresária de sucesso num e-commerce de moda feminina. Ela cuida pessoalmente de vários detalhes e conta com uma equipe engajada que se mostra muito fiel a ela.

Junto à vida de empresária, ela tem um casamento moderno, com um marido do lar, que cuida da filha do casal e dos afazeres domésticos.

Nessa loucura, de uma empresa que começou na sala de casa, para uma empresa com 200 funcionários, ela precisa ampliar seu quadro de pessoal e, por uma falha de comunicação, eles promovem um programa de estágio para idosos.

Ben (Robert de Niro) é um viúvo que quer se sentir incluso e vê no anúncio uma oportunidade para voltar ao mercado de trabalho. Ex-executivo, foi um dos selecionados e descobre que o mundo corporativo mudou, principalmente no quesito tecnologia.

O filme mostra esse mix de jovens da geração 100% digital, com seus iGadgets, e um senhor que viu seu negócio de listas telefônicas morrer, trocando experiências. Ele aprendendo com os jovens como mexer num computador e os jovens aprendendo regras de convivência social no mundo real.

Também mostra a resistência do mercado em aceitar os idosos como valiosos, só porque não entendem de tecnologia, quando eles têm muito a ensinar pela vivência nesse mundo presencial.

Problemas de relacionamento, os conflitos de interesses entre casamento e carreira, inclusão dos idosos no mercado de trabalho, experiências criativas e de negócios, tudo isso aparece num filme leve e encantador com dois atores sensacionais.

Vale a pena assistir seja por mera diversão ou para reflexão para o mundo moderno dos negócios e seus atores.