10 de setembro de 2018

Filme: O Pequeno Príncipe (The Little Prince)

Fala sério, quem é que chora assistindo a animação infantil?

O filme usa de tema o conto de Antoine Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe, mas não se trata de um filme sobre o livro e sim, da história de uma garotinha que tem uma vida ultra regrada pela mãe, mulher de negócios, rígida, divorciada, que deseja que sua filha seja uma garota com educação de ponta e uma carreira de sucesso.

Até aí, nada demais.

Elas se mudam para uma cidade, claramente grande, representada por casas cinzas, todas iguais, de paredes altas e janelas pequenas, mostrando o mundo moderno, com pessoas distantes e cada vez mais submersas em seus problemas.

O que dá cor a história é o vizinho, um senhor que diz conhecer o Pequeno Príncipe e mostra para a menina o lado colorido da vida.

Os dois viram grandes amigos e vivem aventuras até a ocorrência de alguns revezes, naturais na vida de qualquer pessoa.

Uma história que mostra que nem tudo se aprende nos livros, na escola e que nem tudo pode ser programado por um calendário cronometrado.

Lindo para ser assistido por crianças, se bem que eu acho que os adultos irão se emocionar mais que os pequenos, pelas referências do mundo adulto que muitos deixaram tomar conta de seus corações.

Nunca se esqueça "o essencial é invisível aos olhos".

27 de agosto de 2018

Livros: MMMMM de Manuel Filho, Maurício de Souza e Ziraldo e O Pequeno Príncipe - a história do filme

Depois da jacada da Bienal, está na hora de comentar sobre o que eu já li. Os próximos posts devem demorar muito mais, mas eu comecei pelo que era mais rapidinho.

Para esse post vou comentar 2 livros infantis que eu comprei pra mim, porque livro infantil não precisa ser só para menores de 12 anos, pode muito bem ser para uma balzaquiana adoradora de livros! rs

Pensa num livro fofo. Pensou?

Junte os personagens mais amados. Juntou?

Imagina uma parceria mágica, entre 2 ilustradores e criadores de histórias infantis amadas por todos. Imaginou?

Deu liga! A Melhoramentos uniu dois grandes autores infantis numa história sobre amizade, com ilustrações lindas e lançou na Bienal do Livro de São Paulo a obra MMMMM - Mônica e Menino Maluquinho na Montanha Mágica, escrito por Manuel Filho em parceria com Maurício de Souza e Ziraldo.

Não sei vocês, mas a minha infância remete ao menino que andava com uma panela na cabeça e tinha macacos no sótão, e a garota do vestido vermelho que não aceitava desaforo e descia o coelho em quem ousasse mexer com ela.

Esse livro junta o melhor das duas turmas numa história de encher o coração de alegria e que te faz lembrar como é bom ser criança e conseguir ver a beleza das pequenas coisas.

O outro livro é bem mais infantil, mas a história me fez ficar com vontade de assistir ao filme: O Pequeno Príncipe - a história do filme, de Vanessa Rubio-Barreau, cuja história começa com uma garota que se muda para a casa vizinha de um senhor  solitário que conta como conheceu o Pequeno Príncipe e suas aventuras, numa amizade que faz a pequena garota enxergar além do quadro de horários que sua rigorosa mãe impõe.

Quem não gostaria de ouvir histórias de um velho aviador que conheceu o Pequeno Príncipe?

Se você tiver crianças pequenas em casa, vale muito a pena comprar esses livros, porque as histórias são fofas e as ilustrações são de encher os olhos da grande aqui, imagina dos pequenos?!

Boa leitura!

6 de agosto de 2018

Bienal do Livro de São Paulo 2018

O evento mais lindo e emocionante para os amantes de livros acontece, em São Paulo, entre os dias 03 e 12 de agosto de 2018.

Com um pouco menos de autores do que em edições anteriores, os destaques são os autores internacionais e o espaço da Microsoft, que conta com diversos workshops, palestras, além de demonstrações do que o futuro da educação pode esperar no que depender da empresa.

Neste ano, no lugar do tradicional post pré-evento, vou fazer um durante, já com umas dicas de editoras e de atrações.

Ingresso

Na última edição eu consegui me divertir muito por conta de ter direito à entrada gratuita por ser professora, mas muitas outras categorias são contempladas com a gratuidade, entre eles: os idosos com mais de 60 anos, os menores de 12 anos, os profissionais do setor (é obrigatório fazer o credenciamento).

Neste ano a novidade é a gratuidade para o titular de credencial plena do SESC, que dá direito a uma entrada por dia de evento. Basta levar sua carteirinha válida, acompanhada de documento oficial com foto para poder entrar de graça!

Para os demais, o valor do ingresso é de:
R$20,00 de segunda a quinta; e
R$25,00 de sexta a domingo

Como Chegar

Claro que isso depende muito, mas o melhor meio é utilizando o transporte público, ainda que você resida muito longe.

Se você vai na Bienal só 1 dia, como a maioria das pessoas, procure lotar o carro e chegue antes da abertura dos portões para fazer valer a pena o valor do estacionamento de R$40,00 e evitar o trânsito local, além das filas para estacionar.

Se você vai vários dias, melhor não usar o estacionamento do Anhembi, já que o valor da diária multiplicado por vários dias, vai doer muito no bolso. E quem vai na Bienal quer gastar dinheiro com livros e não com o estacionamento (pensa quantos livros dá para comprar se pegar aquelas promos muito loucas de editoras mega enlouquecedoras???).

A Bienal disponibiliza ônibus que saem da estação Portuguesa-Tietê (todos os dias do evento, com início 1 hora antes da abertura e encerramento 1 hora depois do fechamento) e Barra Funda (somente aos fins de semana, nos mesmos horários), são bem organizados, confortáveis e de graça. É só entrar na fila e aguardar.

Uma dica: nos fins de semana a fila fica gigantesca, então use suas pernas saudáveis para caminhar até o local. Não é tão longe da estação Tietê (segundo meu aplicativo, tem 1,8km), leva menos tempo e cansa menos do que ficar em pé na fila que se forma. Andando calmamente, podendo observar a praça 14 Bis e o aeromodelo que está na rotatória, com direito a selfie na passarela de travessia de pedestres, você não vai gastar mais do que 20 minutos.

O Que Levar

Talvez aqui fique uma das dicas mais importantes para sobreviver na selva de livros.

Meu kit de sobrevivência tem:
1 - carteira pequena com documento, dinheiro, cartões de crédito e débito
2 - mochila grande
3 - bolsinha tiracolo para carregar carteira e o celular (pode ser uma pochete)
4 - álcool gel
5 - garrafa de água
6 - lanchinho: sucos em caixinha, frutas, barrinhas de cereal, bolachinhas
7 - remédios básicos
8 - bala e chiclete

Agora eu explico o porquê dos itens acima.
1 - acho que dispensa explicações
2 - mochila grande com alças bem confortáveis e a menor quantidade de coisas dentro possível para carregar os livros comprados. Se você for como eu, não vai aguentar carregar as sacolas nos braços e pendurar nos pulsos tem o mesmo efeito de um suicídio. Não sou adepta da mala de rodinhas, porque no dia da muvuca é bem complicado conseguir sequer entrar em alguns estandes com esse acessório.
3 - a bolsinha mantém seus pertences mais à mão, o que facilita na hora do pagamento e ainda te dá a segurança de não ter sua carteira ou celular subtraídos da mochila, que está nas costas.
4 - o álcool é um TOC meu, mas depois de enfiar a mão num livro que todo mundo enfiou a mão ou depois de ter pago por sua comida, eu acho prudente dar uma higienizada. E não dá para ir toda hora no banheiro, já que ficam longe, porque tudo é longe dentro do pavilhão do Anhembi.
5 - considerando o preço da água (R$6,00), leve uma garrafa vazia e abasteça nos bebedouros disponíveis no pavilhão. Tem horas que faz uma fila, mas acho que vale a pena.
6 - acho essencial deixar levado lanchinhos, primeiro porque a fila na hora do almoço, que vai das 11h30 às 14h, é insana e o preço de qualquer coisa é caro. Se você levar crianças, o lanchinho será ainda mais necessário, porque criança com fome ou sede fica muito chata (eu fico muito chata com fome, imagina se for criança! rs).
7 - ainda que um evento para um público deste tamanho seja obrigado a ter ambulatório, não dispenso uns remédios emergenciais.
8 - bala e chiclete são itens básicos em toda bolsa/mochila, não?

Além desses itens, convém conferir a previsão do tempo e, se for o caso, levar uma blusa (esses dias, 2), porque lá fica bem gelado à noite, e um guarda-chuvas, porque é São Paulo.

Aplicativo para celular

Tem um app bem útil, com a lista de todas as editoras e a programação. Dá para montar sua lista pessoal de editoras favoritas e ser informado das atrações especiais de cada uma, por data e horário, além da localização do stand que dá destaque para aquelas que você favoritou.











Acredito que com essas dicas básicas, dá para aproveitar muito e se divertir à beça no que eu chamo de a "Disney" dos amantes de livros.

Todas as informações necessárias você encontra em www.bienaldolivrosp.com.br

23 de abril de 2018

Livro: Todos contra todos: o ódio nosso de cada dia de Leandro Karnal

O professor de História da UNICAMP virou uma celebridade num grupo de pessoas que eu classifico como pensadores modernos e, entre tantas atividades que acumula no momento, é autor de algumas obras que se tornaram bestsellers no Brasil.

Nessa publicação ele faz uma provocação dizendo “Só eu e você, caro leitor, cara leitora, não odiamos nem somos violentos, muito menos preconceituosos” e assim segue, em textos cheios de ironia e cutucadas para chamar a atenção do leitor que somos todos cheios de preconceitos e ódio, mas nunca assumimos, pois não conseguimos admitir nossos erros e defeitos.

Como sempre, Karnal escreve de forma direta, objetiva, sem floreios para quem queira ler, não para agradar aos demais, eventualmente, se autocriticando quanto aos temas abordados.

Vale a leitura reflexiva.