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24 de março de 2024

Feira de Livros da UNESP

Eu, que nem gosto muito de livros, tenho 2 feiras universitárias de livros que acontecem durante o ano, na cidade de São Paulo, para visitar: a da UNESP e a da USP.

Antes eu só sabia da Bienal do Livro, que eu frequento desde criança. Depois de velha grande mais experiente (rs) eu descobri outros 2 lugares muito mais legais para comprar livros do que a Bienal, que são essas feiras universitárias, onde a condição para uma editora participar é disponibilizar suas obras com, no mínimo, 50% de desconto!

Essas feiras não tem praça de alimentação, banheiros bonitinhos, brindes ou autógrafos. Elas existem para vender livros baratos ou, pelo menos, mais acessíveis.

Ano passado eu fui, absolutamente, sem muita fé que encontraria livros para comprar, porque a feira da UNESP é bem menor, no que diz respeito a espaço físico, comparada a da USP, mas não se deixe enganar, tem muita coisa e muita editora. Algumas que nem participam da USP.

O estande da Companhia das Letras acaba decepcionando um pouco, porque, de novo, o espaço físico é menor, então eles levam menos títulos, mas em compensação outras parecem levar até mais coisas do que na USP.

A feira da UNESP, assim como a da USP, não cobram entrada e você consegue estacionar nas ruas próximas. Salvo engano há opções de estacionamento para quem não é fã de largar na rua, mas ficam fora do galpão da UNESP.

E se você não é de São Paulo e ainda assim gostaria de aproveitar as promoções especiais para o período da feira, pode entrar no site da feira de livros da UNESP e verificar qual o desconto (não são 50% necessariamente) e o frete para envio.

A lista com as editoras e o mapa interno já estão disponíveis no site.

Obs: eu fui no dia 03 pela manhã e descobri que muita gente pensa que tem estacionamento no local, mas o galpão onde é feito a feira de livros da UNESP não tem estacionamento. Quem vai de carro precisa dar sorte de achar uma vaga na rua que fica em frente ou usar um dos estacionamentos que ficam próximos ao local.

Divirtam-se!!!



4 de março de 2024

Evento: Semana da Mulher no Pavilhão Japonês

Esse ano eu pretendo colocar os eventos que eu organizo e aqueles em que eu participo de alguma forma.

A Semana da Mulher é meu primeiro evento de 2024 no Pavilhão Japonês e foi pensado para ilustrar um pouco das artes japonesas pelas mãos de mulheres.

Além disso teremos 2 palestras por dia (sábado e domingo) falando sobre a saúde mental da mulher, com a psicóloga Dra. Patrícia Lima, do Hospital Nipo Brasileiro, e a palestra intitulada "Saihou Gakko, a educação feminina japonesa no Brasil", com a Cristiane Sato da Abrademi, falando sobre a importância das mulheres na imigração japonesa.

Nas artes, o que não falta é opção de workshops (todos terão o valor de custo do material utilizado), com inscrições pelo Sympla.

Temos o ORINUNO (dobradura em tecido) com a Thais Kato que faz peças com tecido sem uso de cola. Ela tem uma carteira super interessante e uma rosa que foi trabalho de um matemático no Japão! Mas não se preocupa. Você não precisa saber matemática para fazer orinuno, eu garanto!

Tem OSHIBANA com a Sanae Tatsumi, artista que vai representar o Brasil numa exposição no Japão no próximo mês e arranjou esse espaço na agenda dela para ensinar um pouco sobre essa arte que faz uso de flores e plantas desidratadas para criar desenhos diversos. Meu irmão usou os serviços dela para imortalizar o bouquet de noiva (da esposa dele, não dele rs) e que ficou incrivelmente lindo.

Tem KANZASHI, que são os enfeites típicos usados com kimono. No workshop da Nice Miyamoto serão feitos numa versão simples com elástico para que você possa usar todo dia. Cada uma das pétalas são feitas com pequenos pedaços de tecido, colados 1 a 1.

Tem o FUROSHIKI, que são os panos decorados, usados originalmente para carregar as roupas limpas para ir às casas de banho, no Japão, mas que ganharam outros ares em tempos de 3R's (reduza, reuse, recicle) e podem virar a embalagem de um presente, uma bolsa ou a capa de um livro. Quem vem ministrar esse workshop é a Susan Eiko, da Ohayo.

Pra quem curte docinhos, o WAGASHI, um doce típico que acompanha a cerimônia do chá será ensinado pela chef e patisserie Cristiane Sampei, proprietária do Nanaya, a cafeteria do Pavilhão. Ao final do workshop os alunos poderão comer seus docinhos acompanhados de chá.

E, por fim, para quem quer a experiência de se vestir com um autêntico kimono japonês, pode procurar a Mayumi Kimonos e Revista Mundo OK, onde cada uma pode escolher um kimono entre as opções disponíveis no dia e ser vestida pela Mayumi Takahashi e com direito a foto pelo fotojornalista Daniel Yonamine. Essa é a única atividade que não tem inscrição prévia. É só chegar e agendar com eles.

Os workshops tem duração média de 30 minutos (furoshiki e wagashi 60 minutos) com valores entre R$20,00 e R$80,00.

Como houve umas mudanças nos horários (somente a parte da tarde de domingo) em relação ao que foi colocado no Sympla ou nas divulgações prévias, eu vou deixar aqui como ficou.

E, seguidores nos perguntaram se os workshops são só para mulher. NUNCA!!! O dia pode ser das mulheres, mas o Pavilhão é para todos curtirem com a família toda, não importa gênero, raça, credo ou idade.

Espero vocês no Pavilhão!

Serviço: Semana da Mulher no Pavilhão
Dias: 08 a 10 de março de 2024
Pavilhão Japonês no Parque Ibirapuera: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – São Paulo/SP
Entrada R$15,00 (R$7,00 para quem tem direito a meia entrada por lei, mediante apresentação de documento)

Cronograma

Sexta - 08/03/2024
10:00 - 16:00Kimono com Mayumi Takahashi e Revista Mundo OK
10:30 - 11:00Workshop de Orinuno
11:00 - 11:30Workshop de Kanzashi
11:30 - 12:30Workshop de Furoshiki
13:30 - 14:00Workshop de Orinuno
14:00 - 14:30Workshop de Kanzashi
14:30 - 15:30Workshop de Furoshiki

Sábado - 09/03/2024
10:00 - 16:00Kimono com Mayumi Takahashi e Revista Mundo OK
10:00 - 10:30Workshop de Kanzashi
10:30 - 11:00Workshop de Oshibana
10:30 - 11:30Palestra HNipo - Dra. Patrícia Lima
11:00 - 11:30Workshop de Orinuno
11:30 - 12:30Workshop de Wagashi
14:00 - 14:30Workshop de Kanzashi
14:30 - 15:00Workshop de Oshibana
14:30 - 15:30Palestra Saihou Gakko com Cristiane Sato
15:00 - 15:30Workshop de Orinuno
15:30 - 16:00Workshop de Wagashi

Domingo - 10/03/2024
10:30 - 11:00Workshop de Oshibana
10:30 - 11:30Palestra HNipo - Dra. Patrícia Lima
11:00 - 11:30Workshop de Orinuno
11:30 - 12:30Workshop de Wagashi
12:30 - 13:30Workshop de Furoshiki
14:00 - 15:00Palestra Saihou Gakko com Cristiane Sato
14:00 - 14:30Workshop de Oshibana
14:30 - 15:00Workshop de Orinuno
15:00 - 16:00Workshop de Wagashi
15:30 - 16:30Workshop de Furoshiki

3 de julho de 2023

Evento: 24° Festival do Japão de São Paulo

 
Ano passado o maior festival de cultura japonesa fora do Japão foi realizado de forma mais tímida e ainda assim teve adesão do público, que estava com saudades desse evento cheio de experiências culturais, educativas e gastronômicas.

Este ano, o evento retoma a sua programação mais completa e cheia de novidades, como o espaço para os fãs de anime e manga, com a presença de influencers desse universo.

Para quem curte compras, todo tipo de artesanato, alimentos, brinquedos, utilidades domésticas, entre tantos outros itens para uso, consumo ou presente estarão na área do bazar.

Para os idosos, como sempre, haverá espaço para cuidados com a saúde, palestras e workshops de culinária.

Para as crianças, uma área com diversas atividades típicas, como o kamishibai, origami, desenho, gincanas, kendama, entre outros. Os pais precisam ficar junto no espaço durante a permanência dos menores, ok.

Para quem curte a programação, o palco principal estará repleto de shows de música, dança, teatro, com homenagem aos 115 anos da Imigração Japonesa no Brasil, e convidados especiais, além do concurso de Miss Nikkey e de Cosplay.

Os stands dos patrocinadores também merecem suas visitas, seja pelo visual, para fazer aquela fotinho pro Instagram, para ganhar um brinde ou alguma degustação.

Claro que o destaque fica por conta da área gastronômica, que conta com a participação das associações de cada província em São Paulo, com pratos típicos de suas regiões no Japão. Vale a pena ir cedo e de barriga bem vazia, porque essas comidinhas só podem ser apreciadas durante o Festival e, em sua maioria, não são encontrados em restaurantes, mesmos os tradicionais da Liberdade.

A informação destaque para esta edição, é a alteração do local de saída do transporte gratuito entre metrô e o Festival do Japão.

Por determinação da CET (Companhia de Engenharia de Trânsito) foi proibido a parada dos ônibus de traslado no metrô Jabaquara.

Para quem desejar fazer o traslado em ônibus, deve se dirigir à estação Santos Imigrantes do metrô da linha verde (aquela que faz ZL, passa pela região do Ipiranga e vai sentido Imigrantes).

Para quem tem pique para caminhar, o trajeto entre o metrô Jabaquara e o Festival tem pouco menos de 2km e é descida!!! Arrume um grupo de pessoas que o caminho é fácil.

Recomendação, evite ir de carro até o local do Festival do Japão, porque, além do trânsito caótico, o estacionamento custa R$70,00 (sim, setenta reais) por dia. A não ser que você vá com uma galera e de carro cheio, acho muito salgado esse estacionamento.

Fora esses pequenos percalços, o evento é show, os voluntários sabem praticar o "omotenashi" como nossos ancestrais nos ensinaram e tem muita coisa boa de ver, comer e fazer.

Serviço:
Data: 07 a 09 de julho de 2023
Horário: sexta das 11 às 21h, sábado das 9 às 21h, domingo das 9 às 18h.
Local: São Paulo Expo - Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - São Paulo/SP
Ingresso: sexta R$30,00, sábado ou domingo R$35,00
Mais infos: www.festivaldojapão.com

10 de abril de 2023

Feira do Livro da UNESP

E lá vamos nós para mais um evento com muitos livros e cheio de descontos!!!

Agora é a Feira do Livro da UNESP (Universidade Estadual Paulista), universidade que tem boa parte de seus cursos no interior de São Paulo, cuja editora fica num dos prédios antigos nos arredores da Praça da Sé, marco histórico e turístico muito conhecido.

Uma pena que no centro da capital não tenha lugar e espaço para acontecer um evento desses, então ele acontece lá na Barra Funda, local acessível pelo Metrô.

A Feira que está em sua 5ª edição também parte do princípio do "mínimo de 50% de desconto", ou seja, é muito melhor do que comprar em qualquer site e com a vantagem de levar na hora, fora a festa que quem é louco por livros faz num evento desses.

O diferencial da Feira do Livro da UNESP é que ela acontecerá na modalidade híbrida, ou seja, haverá o evento presencial para quem é da capital, mas pode ser aproveitada por pessoas de qualquer lugar desse Brasilzão, pela modalidade virtual. Mas atenção, o desconto de 50% é só no presencial, para a versão online o desconto é de 40%, o que ainda vale a pena na maioria dos casos, considerando o desconto médio de 20%, quando muito, nos sites que vendem livros.

O site tem informações sobre localização, como chegar (metrô, sem dúvida, a não ser que você esteja por perto e possa ir a pé ou de busão), lista de editoras e outras informações importantes para quem for até lá.

Além disso, estão programadas palestras, que terão transmissão por canais do Youtube da Editora UNESP e da Editora Aletria, além de palestras no auditório do local. Para saber quais palestras acontecem online e quais precisam de inscrição prévia para participar, veja no link Programação Cultural.

Serviço
Local: Campus da Unesp em São Paulo
Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 (ao lado da estação Barra Funda do Metrô)
Data: 12 a 16 de abril de 2023
Horário: quarta a sábado, das 9 às 21h, domingo das 9 às 18h

27 de fevereiro de 2023

Aplicativo: BibliOn a biblioteca digital do Estado de São Paulo

Eu jurava que tinha escrito esse post faz um tempão, mas fui procurar e cadê?

Antes tarde do que nunca, vou escrever sobre esse aplicativo incrível que eu tenho instalado no meu celular e no meu tablet, porque eu gosto de tê-lo sempre à mão, mas quando possível, prefiro ler numa tela maior.

O aplicativo BibliOn é um projeto do governo do estado de São Paulo, que integra o cadastro dos usuários das bibliotecas do estado paulista, iniciado com outro nome um tempo antes da pandemia e que, durante a pandemia, foi usado como forma de permitir que os usuários das bibliotecas públicas seguissem tendo meios de emprestar livros pensando em permitir acesso a um recurso tão importante que é o livro de forma gratuita.

Claro que para isso a pessoa precisa ter um celular e acesso a internet, coisa que muita gente não tem por falta de recursos financeiros, ainda assim, permite a uma gama de pessoas que tem recursos reduzidos a ter um mínimo de acesso à leitura variada.

O acervo do BibliOn é incrível, porque conta com clássicos, mas tem muito best seller recente na lista.

O cadastro é bem simples e rápido. Eu lembro disso, mas não sei dizer se dá para ser feito direto pelo aplicativo ou se precisa ser feito pela internet. Mas eu lembro que é fácil.

Com o cadastro feito e que pode ser aproveitado nas bibliotecas físicas, mediante apresentação de documento e comprovante de residência (em São Paulo, claro), você terá acesso a muitos livros legais. Lembrando que para usar as bibliotecas físicas não precisa de cadastro, somente apresentar um documento na entrada. O cadastro é somente para pegar livros físicos emprestados e levar para casa.

O prazo de empréstimo no aplicativo é de 15 dias, renováveis dependendo da fila de espera para o exemplar. Se não houver fila, você consegue renovar várias vezes.

Você também pode entrar na fila dos livros mais concorridos que costumam ter só um exemplar digital. Para isso basta apetar a opção "reservar" que você entra na fila.

As informações sobre quantos exemplares há disponíveis ou quantas pessoas aguardam na fila aparecem na tela do livro, onde também tem o resumo, autor (que pode ser seguido), quantidade de páginas e editora.

Você também pode configurar tamanho de fonte, cores e fundo, que pode ser branco, bege, marrom ou preto. Eu gosto de usar fundo preto com letrar brancas sempre. Cansa menos, já que o brilho do branco na tela do celular me incomoda.

Mas não são somente livros escritos. Você também encontra audiobooks, esses em menor quantidade e variedade, mas ainda assim acho que tem bastante coisa legal. Novamente, os livros da moda costumam ter filas grandes de espera. Outros menos populares você consegue pegar para ouvir na hora.

Na descrição dos audiobooks você vai encontrar um resumo, o autor, o narrador e o tempo total do áudio.

Eu nunca fui muito de audiobooks, mas descobri que pode ser bem legal ouvir a interpretação de um texto por atores ou pelo próprio autor do livro, então ouço no banho. Entre me preparar para entrar no banho, tomar banho, separar a roupa do dia seguinte, as coisas que eu preciso levar e me arrumar para dormir, consigo ouvir algo em torno de 1 hora de áudio, o que faz livros de 300 e poucas páginas durar, no máximo, 1 semana.

O app não permite print de tela por questões de direito autoral, mas ainda assim vejo muita vantagem usar o app, porque você pode baixar o arquivo na sua rede wifi (casa, trabalho, escola ou qualquer lugar com wifi) e depois ler no ônibus, no metrô, no trem, no táxi, na sala de espera do médico ou numa fila de supermercado (sim, eu leio nesses lugares ou qualquer lugar que tenha fila de espera e em São Paulo, onde não tem fila?).

Pra quem costuma reclamar que livro é caro, que não lê porque é ruim carregar um livro de papel, acabaram as desculpas, uma vez que você pode usar o seu celular de todo dia para ler livros no lugar de ficar espalhando fake news ou de ficar só perdendo tempo rolando as redes sociais (eu gosto de jogar tempo fora nas redes sociais também, mas amo ler também).

E aí, tá esperando o que pra baixar esse app maravilhoso?

Mais informações em www.biblion.org.br

20 de fevereiro de 2023

Crônicas de uma motociclista zero quilômetros: abordagem policial de motos na cidade de São Paulo

Eu quero contar como foi a última ocasião em que fui parada numa blitz de rotina da polícia militar nas ruas de São Paulo, para que você, colega de trânsito e de 2 rodas não cometa os mesmos erros que eu.

Calma, não aconteceu nada de errado ou de mal, foi só coisas que eu fiz e a policial deu a dica que não era pra fazer daquele jeito. Da próxima eu acerto! rs

Não foi a primeira vez que fui parada na rua por policiais para verificação de documento, mas quem anda de moto, principalmente na cidade de São Paulo, sabe que isso pode acontecer em qualquer dia da semana, em qualquer lugar, dos mais inesperados, mas sempre de forma pacífica e tranquila.

Mais ou menos.

A gente leva um sustinho dependendo do local e do quantidade de policiais que estiverem fazendo o "bate", como é apelidado os bloqueios policiais que fazem essa verificação, muito justificada e necessária, diga-se de passagem.

Foi a primeira vez que eu vi uma abordagem ser feita com um policial, no meio da rua, com uma metralhadora para intimidar quem pensasse em fugir da blitz. Isso eu achei bem exagerado, considerando que era uma bairro onde não se tem notícias de criminosos atacando em massa e é um bairro muito mais comercial do que residencial, além de ser um bairro chique. Eu estava na Rua da Consolação para entrar na Avenida Brasil, uma parte bonita, bem arborizada.

Eu verbalizei em voz audível "nossa, precisa mesmo de tudo isso?" Nem sei se o policial da metralhadora ouviu o que eu falei, mas o outro que estava em pé, próximo de onde encostei minha motinho deve ter ouvido e fez uma carinha amigável, bem provavelmente por conta disso.

Enfim, qual foi a minha surpresa? De 3 abordagens nesses 5 anos de habilitação, foi a primeira vez que eu fui vistoriada por uma por uma policial MULHER! Verdade, sempre só tem homens nas abordagens e eles costumam ser bem gentis quando a gente é mulher.

Aqui que eu quero contar o que aconteceu, para você saber que não é assim que deve se agir na abordagem.

Bem, como nas vezes anteriores eram policiais homens, descobri que essa é a razão pela qual das outras vezes, eu fui abrindo baú e jaqueta, pegando documento e estava tudo certo.

Qual a diferença aqui?

Como a policial era mulher, ela tem pode me tocar! Não violentamente ou abusivamente, mas fazer a vistoria corporal. Aquela que costumam fazer nos meninos para ver se tem arma, drogas, enfim. Como se vê na foto ao lado (fonte: Estadão).

Aliás, em homem faz-se assim mesmo: "abre as pernas, levanta as mãos..." e começam a apalpar e a perguntar se tem arma, com o que trabalha etc. Não é gritando como se vê nos filmes ou nas novelas. É em tom normal, como numa entrevista. Sem violência. Sério mesmo. Pelo menos eu nunca vi numa blitz policial gritando e como os meninos devem estar mais acostumados a serem parados, eles já sabem como se portar para não dar problema com um policial que possa estar num dia não muito bom.

Voltando à policial mulher, que falava num tom calmo e muito gentil o tempo todo. 

Eu já estava abrindo a jaqueta quando ela chegou do lado (eu não sei onde ela estava, mas alguém deve ter dito "olha, aquela moto é uma mulher, vai lá) e disse. "Senhora, calma! Eu vou falar como proceder, ok?" 

Então eu parei de fazer o que eu estava fazendo, virei para ela e então ela se apresentou, eu vi que ela usava a câmera de corpo, ela pediu que eu tirasse o capacete, me avisou que iria me apalpar. Eu acenei afirmativamente com a cabeça e ela me perguntou: "você tem alguma coisa no corpo?"
Eu: Sim, tenho uma pochete na cintura (e estava colocando a mão no zíper da jaqueta para abrir e puxar a tal pochete).
Policial: Calma! Eu falo como vamos proceder, ok! O que tem dentro?
Eu: Meus documentos e meu celular.
Policial: Licença, isso é procedimento, ok? (e começou a apertar onde eu apontei que estava as coisas). Ok, pode me mostrar os documentos?
Eu: Ok... claro, agora entendi qual o ponto (pensando, é óbvio, eu poderia estar armada e por isso não posso colocar a mão dentro do que ela não pode ver)

Então eu tirei os documentos, confirmei que a moto está no meu nome e que os pagamentos de IPVA e licenciamento já foram feitos, mas que eu comprovante deste ano estava somente no digital, mas ela avisou que não havia problemas porque eles têm como verificar no sistema as informações.

Entreguei meus documentos e fiquei aguardando ao lado da minha motinho, olhando o trânsito e as pessoas nos carros olhando a ação policial indiferentes, afinal, quem é da cidade está mais do que acostumado a ver essas cenas. Mas é tudo muito tranquilo. Não tem voz alta, todos são educados, mesmo que não houvessem câmeras de corpo. Pelo menos eu nunca presenciei nada desrespeitoso nessas blitz.

Um tempinho depois o policial devolveu meu documento, eu guardei tudo e sai do local.

E é isso que eu gostaria de deixar comentado aqui para quando você, mulher, for parada numa blitz e, principalmente, quando houver uma mulher policial no grupo de policiais da blitz.

ABORDAGEM POLICIAL: COMO AGIR

Quando você avistar uma abordagem, primeiro, diminua a velocidade e vá encostando para o lado onde você, provavelmente vai ver outras motos paradas.

O policial vai indicar o local se tiver muita gente parada ou veja onde tem espaço para você parar. Pare com a traseira para a calçada, desligue a moto, tire o capacete e aguarde um policial falar com você.

Aqui é importante não fazer movimentos suspeitos ou bruscos, muito menos pegar o celular. Isso pode causar reações indesejadas nos policiais, porque eles podem pensar que você está armado ou que está tentando avisar cobre a blitz*.

Aguarde as instruções e responda de forma educada e objetiva às perguntas do policial que estiver te vistoriando.

Apresente o documento da moto se não estiver em seu nome e sua CNH. Se a moto está em seu nome eles conseguem ver pelo sistema, porque a CNH tem o CPF que o identifica perante o Detran do seu estado e vai confirmar se está tudo regular ou se você vai ter algum problema nessa blitz.

Caso seja verificado que está tudo ok, eles irão te devolver os documentos e você já estará liberado para seguir seu caminho.

Não precisa se assustar nem ter medo das blitz (pelo menos em São Paulo eu posso afirmar isso). Basta ser educado, porque os policiais costumam ser.

* é sumariamente proibido avisar sobre as blitz. Se você for pego avisando outros sobre o local da blitz pode ser multado e até levado à delegacia para esclarecimentos para dizer o mínimo. Evite dores de cabeça, NÃO MEXA NO CELULAR NO LOCAL DA BLITZ a não ser que o policial peça para ver o documento da moto ou a CNH e você só tenha na versão digital e o policial autorize você a abrir somente o aplicativo do documento!!!

26 de dezembro de 2022

Bienal do Livro e Festa do Livro da USP

Primeiro era para ter escrito um post sobre a Festa do Livro da USP antes dela ter começado e, pelo menos, antes dela ter terminado.

Como os 2 momentos foram esquecidos no furor da Festa, eu tinha pensado em escrever um depois da Festa para contar como foi.

Já que faz tempo que a Festa aconteceu, decidi que, antes de terminar 2022, eu precisava ao menos comentar como foi e decidi complementar contando qual os prós e contras de ir em cada uma delas para você se programar para as próximas.

Essa postagem se deve ao fato de eu fazer uns cursos EaD com encontros ao vivo por Zoom, Teams, Meet ou qualquer coisa parecida com isso, além de ter participado de algumas reuniões e, no geral, o faço do meu espaço de estudos, que inclui uma parte dos meus livros, organizados em estantes que aparecem no fundo das videoconferências.

E isso gerou um monte de perguntas e comentários do tipo "você mora numa biblioteca?"

Por um tempo, eu ainda estava com as pilhas de livros no fundo e eu explicava o porquê da bagunça: Bienal do Livro ou Festa do Livro da USP.

A Bienal é um evento literário com diversas atividades, shows, palestras, apresentações, sessões de autógrafos, estandes decorados, muitos espaços para seflies, uma praça de alimentação variada (e cara) e uma estrutura de evento de grande porte.

A maioria das editoras, principalmente aquelas que vendem os best sellers internacionais e nacionais, estão presentes, com estandes temáticos com suas principais obras e a eventual presença dos principais autores publicados por elas. Isso inclui presenças internacionais, com filas gigantescas para sessão de autógrafos que, claro, rendem uma boa venda para essas editoras, já que só com a compra do livro no estande você terá direito a ficar na fila do autógrafo.

O evento vale a pena para quem curte palestras, também. Entre autores conhecidos do grande público e aqueles que são conhecidos somente pela classe acadêmica de cada área de conhecimento, muitos vêm lá apresentar seus trabalhos, suas histórias.

Eu diria que um dos contras são os preços da entrada, o do estacionamento (para quem vai de carro, é claro), a fila para quem não acorda cedo ou não aguenta ficar até mais tarde e o fato da maioria dos livros ser vendido sem qualquer desconto, o que acaba fazendo a compra pela internet ser mais vantajosa.

A grande vantagem é que muitas editoras menores ou autores independentes estão lá e você pode conhecer obras que não estão nas livrarias ou que você não sabem que existe, então não buscaria na internet para comprar.

Por sua vez, a Festa da USP acontece dentro da Cidade Universitária, numa estrutura bem simples, que lembra um barracão montado com lonas, com ventilação feita pelas aberturas em alguns pontos do enorme corredor, que no calor fica um verdadeiro forno e na chuva, pode ter goteiras. Não há estandes propriamente ditos. São mesas com as obras colocadas em cima. Uns mais arrumadinhos, outros, o caos!

Mas esse caos atrai uma multidão de loucos por livros, porque a condição para qualquer editora participar da Festa do Livro da USP é levar as obras com, no mínimo 50% de desconto, o que em alguns casos você não vai encontrar em site algum e muitas vezes sai mais barato do que comprar usado no sebo.

Obras acadêmicas, valem muito a pena! Uma coleção de dicionários de Libras que eu procurava custa R$300 na internet e eu vi usado por uns R$200, sendo que lá saiu por R$150 (um pouco menos, mas estou arredondando, porque não lembro 140 e quanto era o preço exato).

Mas não são só as obras acadêmicas que valem a pena. Em muitos casos, mesmo livros de literatura, como da Companhia das Letras, uma das mais, se não for a mais disputadas das editoras, valem a pena. No caso específico da Companhia, tem todo um esquema especial para a compra. Eles te entregam uma lista com todos os livros disponíveis na Festa (em 2022 eles levaram tudo, mas tem anos que só vai uma parte) e os respectivos preços. Você marca um X em todos os livros que você quer, entrega a lista com seu nome para um atendente, ele vai separar para você e seu nome será chamado no caixa na ordem que os atendentes vão terminando de separar as listas. É uma bagunça razoavelmente organizada.

Só não vale se estressar. Tem que ir com tempo, muita disposição e uma mala de rodinhas! rs

Você não paga para entrar, se for de carro tem bastante lugar para estacionar e não paga para estacionar (não tem nem flanelinha, porque dentro da USP tem seguranças da própria universidade), mas o banheiro é montado (não é químico, ufa!), tem uma pracinha de alimentação quebra-galho e uns vendedores ambulantes de comes, bebes e artesanato na porta.

Aliás, apesar de ter um setor destinado a editoras com publicações infantis, se tem um lugar que não é muito legal levar criança, deve ser na USP, porque não tem atrativos visuais e as crianças ficam entediadas e os adultos acabam não conseguindo comprar direito, porque é uma montoeira de gente em filas, em volta de mesas enormes. Ah, e não tem onde sentar.

Qual é melhor?

Aí depende do seu foco.

Você só quer comprar livros em conta? USP com certeza.
Você quer uma experiência literária para todas as idades? Bienal do Livro sem dúvida.
Você quer tudo? Vai nos dois e seja feliz!!!

12 de dezembro de 2022

Review: Serviço de Renovação de CNH pela Internet

 

Por causa da pandemia de COVID, diversos serviços públicos foram levados para o ambiente virtual e muitos prazos foram prorrogados.

Nós temos o hábito de reclamar da má qualidade dos serviços público, da má vontade dos servidores, mas quando algo é melhorado ou funciona, nós temos que elogiar também.

Desde que foi criado o Poupatempo em São Paulo, nós, paulistanos, não podemos reclamar muito, já que o atendimento por lá é muito ágil e costuma funcionar muito bem.

Quem precisava renovar a Carteira Nacional de Habilitação - CNH, por exemplo, tinha todos os serviços centralizados num único local. Você só precisava fazer o agendamento prévio, com data e hora marcada, já pagava lá dentro mesmo e resolvia o exame médico e a emissão do documento.

Porém, com a pandemia, o serviço de renovação foi suspenso por um período e no retorno, com a impossibilidade de dar conta de todo o volume de pessoas que precisavam renovar ao mesmo tempo, criou-se um calendário prolongado para a renovação.

Nesse meio tempo ainda teve mudança na legislação de trânsito e tantas outras coisas que fica até difícil lembrar de tudo, mas a renovação ficou mais simples.

Site do DETRAN-SP https://www.detran.sp.gov.br/

Você entra nesse site e faz o login. Se ainda não tiver cadastro, faça, que é rápido e vai ser útil para usar outros serviços do Detran.

Clicando em CNH - Habilitação você vai encontrar as instruções e o aviso de quando vence sua habilitação.

MAS ATENÇÃO: se ela já estiver vencida no calendário novo, você não pode solicitar a renovação pela internet.

Caso você esteja dentro do prazo, você só precisa seguir as instruções.

O agendamento do local para o exame médico é feito pelo sistema automaticamente, com base no CEP que você indicar, usando a data disponível mais próxima e o horário que você indicar. Eu coloquei um CEP do centro e fui parar numa clínica na Avenida Santos Dumont, perto da Avenida do Estado, mas no dia que eu fui, outra pessoa disse que era da Vila Mariana, então eu imagino que tenha muito a ver com o horário que você selecionar.

A taxa do exame médico você vai pagar direto na clínica na forma de pagamento que a clínica aceitar. Onde eu fui era dinheiro ou pix.

Na sequência a/o médica/o já vai enviar para o sistema do Detran o resultado do exame, então você só precisa pagar a taxa de emissão + a taxa de envio nos Correios ou pelos bancos conveniados ao Detran. Assim que você pagar a taxa, ele já aparece no site que em até 3 dias é liberada a CNH digital (a do app que você pode baixar na loja de aplicativos do seu celular) e em até 1 semana, a CNH chega no endereço que está cadastrado no sistema do Detran.

No dia que foi liberada a CNH eu recebi uma mensagem dizendo que já podia acessar meu documento digital e 1 semana depois, estava com a CNH física em mãos.

Achei muito prático, porque o único deslocamento que eu precisei fazer foi para o exame médico, que ainda não dá para ser feito online, já que não tem como simular a máquina das letrinhas e as luzes, nem o aparelho que mede a força das mãos. Quem sabe um dia...

Então, fica a dica! Facilite sua vida, separe o dinheiro e bora renovar a CNH pela internet.

11 de julho de 2022

Bienal Internacional do Livro de São Paulo - Edição 2022

Depois de 4 anos aguardando, enfim, a Bienal do Livro de São Paulo voltou a acontecer!!!

Um misto de ansiedade, receios e alegrias afloravam conforme a data se aproximava e chegou o dia de ir ao novo local, que havia sido anunciado ao final da última edição, em 2018, para ver como seria estar num lugar que eu chamo de "a Disney dos amantes de livros".

O Expo Center Norte, fica, como sugere o nome, na zona norte da cidade de São Paulo, na ponta oposta de onde eu resido (eu moro nos fundos da zona sul), mas tem o acesso facilitado por ampla opções de transporte e não difere a estação de metrô onde sempre acessamos o ônibus que faz o traslado gratuito entre estação e local da Bienal.

Para quem não conhece a cidade, o Anhembi, onde era feito até então, fica equidistante da estação do metrô Tietê, porém para o lado contrário de onde está o Expo Center Norte (se tiver muita curiosidade, coloque no Google Maps o metrô Tietê e veja que a esquerda do mapa estará o Anhembi e a direita, o Expo).

A Bienal no Expo Center Norte ficou com uma configuração esquisita e muita gente (eu principalmente) ficava perdido e girando o mapa para tentar identificar onde estava e onde queria ir. Eu só fui entender o que causava a confusão no meu 2° dia de visita (eu tenho acesso gratuito por ser professora), pela primeira vez, a praça de alimentação estava bem no meio da Bienal, e não no fundo como de costume.

Além disso, só havia a sinalização de teto com as letras dos corredores na entrada, o que não ajudava depois que você já estava no meio do "labirinto".

Não sei se essa impressão foi geral, mas a Bienal diminuiu de tamanho e várias editoras grandes e habituais não estiveram presentes. As que eu senti mais falta foram a Martin Claret, que publica obras clássicas com ótimas traduções, em versões pocket, simples e luxo, além da editora da Folha, que sempre trazia as suas coleções com preços promocionais entre outras tantas publicações ótimas.

Uma coisa bacana que fizeram são os pontos de informação, espalhados em vários cantos da Bienal, o que ajudava os perdidos a se encontrarem ou descobrirem que uma editora não estava lá.

O uso das máscaras era opcional, mas muita gente estava usando a máscara e haviam lugares com totens de álcool gel para higienização.

Eu fui somente durante a semana e ainda assim estava bem cheio, muito por ser época de férias escolares, mas quem foi no primeiro fim de semana disse que estava impossível de cheio, já que os ingressos são vendidos pela internet e na porta. No fim de semana de encerramento havia um aviso nas redes sociais e no site da Bienal dizendo que não haveria mais venda de ingressos por canal algum por estarem esgotados.

Foi a primeira vez que isso aconteceu e deve ser por causa da muvuca da semana anterior, para não se tornar ponto de disseminação maciça de Covid. rs

Com a muvuca, com o risco de Covid no ar, calor e editoras faltantes, quem gosta desse ambiente não pode reclamar.

A Bienal estava bonita e lotada, o que prova, mais uma vez que o livro de papel não vai acabar, não vai morrer e não está obsoleto.

Era de deixar o coração quentinho ver a quantidade de crianças e jovens atrás de livros, com sacolas cheias, pais incentivando a leitura e gente encarando filas quilométricas nos caixas para levar as obras desejadas, algumas com ótimos descontos, outras porque depois não acha.

Com muito livro ou pouco livro, usando máscara e álcool gel (eu não sei nem quando vou deixar de usar esse combo na rua), confesso que foi muito bom estar de volta à Bienal do Livro.

Até 2024!!!

23 de agosto de 2021

Relatos de uma jacaré: a vacinação na cidade de São Paulo

Vou começar esse post com um alerta: se você é da turma negacionista ou antivacina, por favor, feche seu navegador agora e evite se aborrecer com o texto abaixo. Você não é obrigado/a a ler um texto que vai contra tudo o que você acredita. Agradeço a visita e até um post de assunto que não lhe seja contrário.

Agora, se você quer saber como foi a vacinação das 2 doses de alguém do grupo de comorbidades, eu te conto abaixo.

Uma coisa que eu acho necessário exaltar, ainda que eu não goste de várias ações dele, é que se não fosse o governador do estado de São Paulo, João Doria, a vacinação do nosso país não teria começado. Muita gente nem quer tomar a vacina do Butantã, mas se o Doria não tivesse dado o início das ações com o Instituto para pressionar os outros a se moverem e providenciar vacinação, a gente estaria esperando até agora. Nesse sentido, obrigada governador, por respeitar o nosso direito à vida.

Demorou, mas chegou a tão esperada hora. As agulhadas mais aguardadas da vida de (quase, infelizmente) todo mundo!

Pela faixa etária, minha 1ª dose seria somente no final de junho de 2021, mas por ter problemas de pressão (passou dos 40 começa a dar pau em várias coisas rs), eu consegui antecipar a minha 1ª dose em 1 mês!

Foi simples, porque no meu caso bastava levar um receituário com a medicação diária para comprovar a condição. Claro, tive que passar no médico, porque receita velha não seria aceita.

Antes da vacinação, eu fiz meu cadastro no site do VacinaJá, porque já dava para imaginar que com base nisso, eles poderiam saber quantas pessoas tem em cada faixa etária e onde as pessoas estão para distribuir melhor as doses de vacina entre os postos de vacinação.

A ESCOLHA DO POSTO

Receita em mãos, no dia da minha 1ª dose, por ser o dia de abertura da faixa de vacinação, tinha locais extras para ser vacinada. Como eu trabalho no centro da cidade, eu escolhi o Mega Posto da Galeria Prestes Maia, que eu considero um ponto turístico da cidade de São Paulo. É uma passagem que liga a Praça do Patriarca (onde tem uma UBS também) e o Vale do Anhangabaú. Na passagem, toda de granito, tem esculturas e um enorme relógio.

No posto em questão estava tudo bem organizado, mas preciso contar que vi muita gente indo embora só porque a vacina do local não era aquela americana. A grande maioria ficava, mas tinha um ou outro que perguntava qual era a vacina, a equipe respondia e o povo ia embora.

A Galeria é bem ventilada e espaçosa, então todo mundo conseguia ficar bem espalhado, o que deu uma sensação de segurança. Além disso, tinha bastante pessoal de apoio para organizar a fila, o que mantinha a ordem e a agilidade. Sinceramente, eu fui preparada para aguardar até 2 horas para tomar a vacina e não gastei mais que 30 minutos entre entrar na fila, preencher o cadastro e tomar a vacina.

Pouco tempo depois, a prefeitura de São Paulo criou um site chamado "De Olho na Fila", o filômetro do VacinaSampa. O site é bem simples e muito útil, porque ele mostra como anda a fila num determinado local e se o posto em questão está funcionando ou não, já que em alguns momentos, tivemos problemas de abastecimento em alguns locais. Então a pessoa chegava e não tinha vacina.

Outro problema era o pessoal que buscava a 2ª dose e não encontrava. Muita gente relatava uma verdadeira via crucis para encontrar determinada vacina. Para resolver esse problema também, o site passou a informar onde tem ou não cada vacina para a 2ª dose. O alerta para os "sommeliers de vacina" é que a informação das vacinas disponíveis para a 2ª dose não eram necessariamente a vacina disponível para a 1ª dose, já que as da 2ª dose são reservadas.

Então, para a 2ª dose eu usei as informações desse site.

Como minha data era uma sexta-feira, eu passei a semana inteira monitorando os locais. A Galeria Prestes Maia passou a semana inteira impossível! O aviso de fila grande já me dava a dica de que eu iria para outro lugar. Sem contar que no começo da semana a vacina que eu tomei na 1ª dose esteve indisponível. Para minha sorte, na quarta, ela apareceu em todos os lugares que eu estava monitorando a fila.

Chegou a sexta, abri o site e a atualização dizia que o posto montado dentro do Extra Aeroporto estava sem fila e tinha a vacina que eu precisava. Fui lá.

Fica a dica: escolha locais marcados como sem fila. Não é brincadeira, é sem fila mesmo!!!

Eu demorei mais para andar de onde parei minha moto até o local onde o posto estava montado do que para tomar a vacina. Não tinha NINGUÉM tomando vacina. Foi muito rápido. Até aproveitei para fazer umas compras no supermercado antes de ir embora.

A VACINA E AS REAÇÕES

E qual vacina você tomou? Eu recebi a Astrazeneca envasada pela Fiocruz, no Rio de Janeiro, mas eu tomaria qualquer uma que me oferecessem.

Eu já estava ciente de que haveriam reações, porque eu conhecia pessoas que já tinham tomado e relataram reações diversas, por isso fiquei feliz que a data inicial da minha faixa etária seria numa sexta-feira, assim eu teria o fim de semana inteiro para ficar de cama se necessário. Tinha providenciado tudo: comida, remédios e muita água.

A reação mais prolongada foi a dor no braço. Foram 10 dias de dores de ter que lavar o braço fazendo carinho para não doer. Fora isso, uma moleza e dorzinha de cabeça na noite da vacinação, corpo cansado durante o dia seguinte e uma febrinha de 37° e uns quebrados na noite de seguinte e... só! No domingo eu já estava ok e mesmo mole, eu lavei roupas no sábado. Eu só tomei 1 analgésico na sexta e outro no sábado, além de anti-histamínico, porque eu tive um pouco de reação alérgica, mas nada muito sério.

Para a 2ª dose eu já estava preparada para encarar as mesmas reações, mas foi bem mais leve e esquisito. Se na 1ª dose as primeiras reações só apareceram umas 10 horas após o horário da aplicação, na 2ª dose as reações começaram 2 horas depois.

Uma dorzinha leve no braço e um sooooooonooooo inexeplicável. Fazia muito tempo que eu não ia tão cedo pra cama, mas eu não aguentava ficar com os olhos abertos. No dia seguinte eu estava meio aérea, mas nada demais. De novo, lavei roupas e ainda trabalhei o dia todo num projeto de pesquisa.

Se seu medo são as reações, para com isso!!!

Eu sou uma pessoa mega alérgica e meio sensível a medicação. Nunca tive reação a qualquer vacina, mas nessa até deu. Só que já eram esperadas e foi tranquilo. Melhor do que correr o risco de ficar entubada. A dorzinha no braço passa e você não vai morrer disso.

Só não esqueça que mesmo vacinados, nós precisamos seguir usando máscara, mantendo distanciamento social e higienizando as mãos.

Se cuidem!!!

APP DA CARTEIRA DE VACINAÇÃO

O SUS - Sistema Único de Saúde, tem um app chamado ConecteSUS, que usa o cadastro feito no gov.br para disponibilizar dados cadastrado no SUS.

Esse app tem o intuito de reunir todas as informações de saúde do SUS no futuro, mas nesse primeiro momento ele serve para você ter os dados da sua vacina da COVID à mão. Ele mostra a data das doses tomadas, os dados de posto, código do aplicador, tipo e lote das vacinas.

E se você precisa apresentar o certificado de vacinação para viajar, você consegue emitir o certificado com QRcode direto do app. Bem legal.

O app é gratuito, mas preste atenção na hora de baixar. Quem faz esse app é o gov.br, sistema eletrônico do governo para acesso a informações junto à Receita e Previdência.

No estado de São Paulo existe a opção do app do Poupatempo e na cidade de São Paulo você pode baixar o app e-Saude SP, que também tem a carteirinha de vacinação, nesse caso, de todas as vacinas tomadas na rede pública (as que eu tomei em 2018 apareceram no app).


Imagens: Secretaria da Saúde de Salvador/BA e Terra.com.br

3 de fevereiro de 2020

Dicas para o dia do Exame de Ordem Unificado (agora vai!)

Postagem atualizada em 30/11/2020

Estava dando uma olhada no blog e a última vez que eu escrevi minhas dicas para o Exame de Ordem foi em 2017! 

Acho que está na hora de escrever um post novo, até porque da última vez, o Exame ainda era realizado na Uninove Vergueiro (aqui na cidade de São Paulo).

No geral, as dicas são para os candidatos de qualquer cidade do país, mas algumas, como traslado, diz respeito somente a cidade de São Paulo, porque eu sou da capital e não teria como saber como é o trânsito ou o trajeto em outras localidades para dar pitaco.

Aviso: o post é gigante... mas está separado por tópicos, então, se não quiser ler tudo, procure o que te interessa. =)

CALENDÁRIO

O calendário com as datas previstas para as provas de 2020 estão no site da OAB e da FGV como segue:

XXXI EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 02/12/2019 
Período de Inscrição 02/12/2019 a 09/12/2019 
Prova Objetiva - 1.ª fase 09/02/2020
Prova prático-profissional - 2.ª fase 05/04/2020 31/05/2020 28/06/2020 30/08/2020 04/10/2020 06/12/2020¹

XXXII EXAME DE ORDEM UNIFICADO ¹
Publicação do Edital de Abertura 01/04/2020 
Período de Inscrição 01/04/2020 a 08/04/2020 
Prova Objetiva - 1.ª fase 14/06/2020
Prova prático-profissional - 2.ª fase 09/08/2020

XXXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO ¹
Publicação do Edital de Abertura 10/08/2020 
Período de Inscrição 10/08/2020 a 17/08/2020 
Prova Objetiva - 1.ª fase 11/10/2020
Prova prático-profissional - 2.ª fase 06/12/2020


Por tudo o que é mais sagrado nessa vida, presta atenção nessas P#$%@ dessas datas!!!
Não adianta chorar que perdeu prazo para pedir isenção de taxa, que perdeu prazo para fazer ou efetivar inscrição, porque o próprio edital prevê que não há desculpas nem exceções.
Perdeu, está perdido! Ponto! Finito! Já era!... até a próxima.

Aliás, LEIA O EDITAL!!! Inteiro!!! Completo!!! Tudo!!! E no momento, leio o complemento, que traz as regras de saúde e segurança, com a obrigatoriedade de uso de máscara por exemplo. Você não vai querer perder a prova por causa da falta de máscara!

Sua vida será ler edital nessa vida. Não me venha com preguiça. Se disser que não gosta de ler vai procurar outra coisa para fazer nessa vida, por favor.

NA VÉSPERA DA PROVA

Sabe o que acontece com quem deixa para a última hora e vai fazer a prova da OAB?

Esquece documento oficial com foto, esquece material, esquece de comer (é sério isso). Depois? Depois vai ficar chorando na prova, xingando o pessoal da FGV e da OAB porque não conseguiu fazer a prova.

Sério? Você faz errado e a culpa é dos outros??? Seja responsável pelos seus atos!!!

Ai que preguiça que eu tenho de gente que deixa tudo para depois, para a última hora. 

Não estou dizendo que sou a perfeição em prazos, mas quando algo é muito importante para mim, eu sempre faço com a maior antecedência possível para evitar ou, pelo menos, minimizar imprevistos e problemas.

Check list básico:
 
 Máscaras de proteção (pelo menos 2, recomendo 4: 1 para ir, 2 para trocar durante a prova, 1 para ir embora)
 

Se vocês soubessem quanta gente eu vi ficar do lado de fora do prédio da prova por falta de documento é de cortar o coração. Mas o edital é muito claro e qualquer prova nessa vida você precisa levar documento para se identificar, então qual a dificuldade?

Uma coisa que muita gente ainda pergunta: não posso usar documento digital? É óbvio que NÃO!!!

Gente, se vocês precisam desligar o celular antes de entrar no prédio e enfiar num saquinho antes de entrar na sala, como é que você acha que vai se identificar durante a prova com algo que é proibido o uso e é recomendado que nem se leve para o local de prova?

* lembra que carteirinha de estudante, carteirinha do clube e mesmo o crachá funcional não valem como documento oficial com foto.
** você até pode levar o saco de Cheetos comprado no supermercado, mas te garanto que você vai ficar mais em paz se levar o Cheetos dentro de um ziplock ou tupperware.

O que eu levei na minha prova que eu fiz no século passado (ok, não faz tanto tempo assim, porque eu fiz nesse milênio, mas ainda era Estadual).
- RG, carteira de motorista, CRC (sim, eu era técnica em contabilidade na época)
- 1 garrafa de água
- 3 caixinhas de suco (sou viciada nesse veneno)
- 3 barras de chocolate (quem vive sem?)
- 3 barras tipo goiabinha (farofada mesmo, afinal a prova era às 8h, horário de Brasília)
- 5 canetas BIC
- 5 canetas Faber Castell (eu gosto mais da caneta da Faber, acho mais macia)
- lapiseira (outros tempos... a gente podia usar lápis)
- grafites
- borracha (sim, a gente podia usar essas coisas. Você NÃO PODE!!! Lembra disso.)

Tirando os 3 últimos itens que são proibidos para você, o restante fica de sugestão. A quantidade exagerada de canetas não é necessária, mas eu sou meio neurótica com essas coisas e prefiro levar uma caixa de BIC comprada na Kalunga do que descobrir que levei canetas que não funcionam, ainda que testasse TODAS as canetas antes de colocar na bolsa.

Para a 2ª fase, não esqueça de acrescentar na lista seu Vade mecum limpo (aka sem anotações pessoais, mais conhecidas como COLA). Como sempre sugerido por um professor muito querido, leve um Vade mecum grande completo, outro específico da sua área. Eu falo melhor sobre material abaixo.

PENSE COMO FISCAL

Faça uma pergunta quando estiver separando seu material para a prova: isso parece suspeito?

Se você responder sim, deixa em casa. Se não, pode levar. Simples assim.

As pessoas acham que é perseguição, algo pessoal, mas veja bem, o histórico dos candidatos não ajuda. É muito comum pegar cola e material não permitido, quando não estão usando itens ilegais mesmo, então o que você acha que é o padrão de suspeita dos fiscais? Alerta vermelho, sempre!

Aqui não tem essa de "é inocente até que se prove o contrário", todo mundo é visto como um colador em potencial. rs

Não quer ficar na mira do fiscal?

Leve garrafa sem nada desenhado ou escrito e que permita a visualização do conteúdo interno.

Leve sua caneta BIC padrão, nem usa a que o cursinho deu na porta, porque a BIC comprada na loja não tem nadinha no corpo, então ela é a mais perfeita para a prova.

Leve sua comidinha em potinhos e saquinhos lisos transparentes, sem nadinha escrito. 
Não leva BIS, por exemplo, porque eles são embalados em papeizinhos, que estão dentro de uma caixa, que estão dentro de uma embalagem plástica metálica. Pode ter certeza que o fiscal vai ficar montado em você enquanto você estiver comendo isso, não porque ele queira pegar 1 (talvez até queira), mas porque ele quer ter certeza de que isso não é cola! 
Que tal comprar uma barra de chocolate, colocar em filme plástico e levar na prova. Se for um dia muito quente, o chocolate nem é a melhor ideia. Derrete e pode manchar sua folha de respostas, o que pode dar erro de leitura, porque o chocolate pode "pintar" uma alternativa errada. Já pensou?

(Nossa, como você é dramática! Como diria o prof. Cortella, "será?")

MATERIAL PARA 2ª FASE

Na segunda fase, em que há a possibilidade de usar material, todo cuidado é pouco.

As salas, não têm mais candidatos de uma única área. Estão todos misturados! O seu vizinho da frente está fazendo Penal, o de trás, Administrativo, o do lado esquerdo Trabalho e o do lado direito Constitucional.

Sabe o que eu quero dizer com isso?

Se antes, o/a advogado/a que ficava na sala (antigamente era da OAB, hoje são contratados da FGV) era especialista em Tributário, todos os candidatos da sala estavam fazendo Tributário. Ou seja, a pessoa sabia que material era permitido, qual não era, que tipo de anotação seria considerada cola e o que não tinha problema.

Você saberia identificar anotações de outra área como cola ou não? Eu não!

Então pensa, você faz remissões, que segundo o edital são permitidas se não estruturarem peça, daí passa o/a advogado/a (que pode ser o da sala, contratado da FGV, ou um dos advogados da Comissão do Exame de Ordem, da OAB) e vê aquilo. Essa pessoa não é da sua área e fica desconfiada, porque encontra um monte disso ao longo do seu Vade.

Ainda que não seja cola, os/as advogados/as que estão acompanhando o exame tem autorização para verificar seu material a qualquer momento da prova.

Então, ela pede licença, pega seu material e começa a folhear. Na dúvida, chama o/a advogado/a da sala para perguntar se ele/ela sabe dizer com certeza se aquelas anotações estão ok. Se a resposta for não, esse Vade vai passear lá na sala da Comissão do Exame de Ordem para que alguém da área faça a verificação. Se estiver tudo ok, o Vade volta para você. Se não, já sabe... já era!

Agora pensa na hipótese de não ser cola. Vale a pena esse estresse todo? Os Vades já não tem remissões o bastante? Se o seu não tem, que tal comprar um mais bem elaborado?

Minha sugestão é para que você se limite a usar marca texto. Evite o simples grifo e se for sublinhar texto, faça com lápis/canetas coloridas. Traços pretos, seja de caneta ou lápis, dão uma péssima impressão para quem olha de longe. Sim, tudo parece cola aos olhos dos fiscais.

Aliás, não há limite de cores. Você pode fazer seu Vade virar um arco-íris. Só não pode desenhar.

Ah, e cuidado para não pintar demais seu Vade. Não vai parecer cola, mas também não vai te ajudar a localizar o que você precisa na hora da prova.

Desenhos, símbolos, marquinhas, setinhas: NÃO PODE!!! Isso é considerado cola, exatamente porque não tem como alguém além do candidato saber o que significam as marcas. Não faça, porque seu material será retirado. E, se não for retirado, será todo lacrado nas partes onde forem encontradas as marcas, para que não possam ser utilizados durante a prova, ou seja, seu Vade não vai servir para mais nada, sem contar o tempo que isso leva para ser feito e registrado em ata e você não ganha tempo extra para repor esse tempo da parte burocrática.

Continua a proibição de usar post-its em branco, não importa a cor, ok.

O que é permitido usar são aquelas etiquetas da Marca Fácil já escritas. As que vem sem texto também não podem ser usadas. Você não pode pegar uma etiqueta e escrever à mão "CPC, "CC", "Lei xxx". Se o fizer, vai ter que tirar.

Mas pode usar clipes. Quantos você quiser, da cor que você tiver, do tamanho e formato que mais lhe agradar. Pode ler, está no edital!

COMO CHEGAR NO LOCAL DE PROVA (dica para São Paulo, capital)

Pessoal, vamos deixar de ser teimosos! A organizadora tem a decência de escolher um local que tem fácil acesso por metrô, o melhor meio de transporte da cidade e vocês insistem em ir de carro para um lugar que não tem onde estacionar na rua, nem estacionamento por perto?

Você vai dizer "eu vi no Google Street View e tem um estacionamento do lado'.

Verdade, tem sim. E que fica fechado aos domingos! Legal, não? Quem avisa, amigo é.

Gente, quer ir de carro, porque o metrô fica longe da sua casa?

Sugestão: procure uma estação que seja mais fácil do que a Barra Funda, claro. Deixe seu carro por lá e siga o restante da viagem de metrô.

"Ah, mas teve uma vez que o metrô deu pau e muita gente chegou atrasada".

Sim, mas pergunta que horas essa galera saiu de casa? E sabe por que eu digo isso? Porque eu fui pra lá de metrô naquela ocasião e eu cheguei com tranquilidade.

Sabe qual a minha sugestão especial para o dia?

Os shoppings em São Paulo abrem às 14h aos domingos, mas a praça de alimentação costuma abrir às 11h, o que significa que às 11h já dá para entrar. O local da prova fica bem próximo de um shopping.

Quer paz e tranquilidade? Saia cedo de casa, não precisa madrugar. Confira se está levando tudinho que precisa e vá direto para o shopping. Calcule para chegar às 11h, não antes, porque senão vai ficar sentado na rua. Entre, coma (cuidado, não vai comer feijoada com 1 litro de chopp que não vai dar certo) e depois siga para o local de prova. A porta já estará aberta, você pode entrar com toda a tranquilidade do mundo, procurar sua sala, ir ao banheiro e se o portão fechar, você já estará lá dentro.

Não parece mais tranquilo?

Com certeza, se você pesquisar melhor, vai encontrar outras opções. Que tal uma padaria? Daí pode até sair mais cedo de casa e ficar sentado, matando hora, com a certeza de que já está pertinho da porta. Há 2 quarteirões (ou seria 1 só?) do campus tem uma que eu vejo famílias entrando aos domingos. Não sei o nome, mas fica bem pertinho mesmo.

Só não vai esquecer o horário!

TRAJES

Nem eu, nem ninguém estão nem aí para o que você vai vestir, até porque o edital não prevê código de vestimenta para a prova (em alguns concursos você precisa observar até isso, porque se não estiver adequadamente trajado, será colocado para fora do local de prova), mas pensa comigo: você vai ficar por, no mínimo, 3 horas sentado/a naquela carteira universitária horrorosa, naquela posição incômoda, desconfortável e vai mesmo querer sentar na postura correta, de perninha fechadinha o tempo inteiro???

Eu digo por mim. Não consigo sentar com a coluna reta por mais de 5 minutos, vivo esquecendo as pernas de qualquer jeito e preciso mudar a posição da perna com frequência para não ficar com o joelho doendo (coisa de baixinha). Eu nunca vou para esse tipo de situação com decote ou saia.

Cabelo preso é uma necessidade. Odeio cabelo caindo na cara, cobrindo a prova, atrapalhando minha concentração. Em dia de prova, não uso só elástico. Eu enrolo o cabelo para fazer coque no alto e deixar todos os fios presos. Ainda existe um detalhe, o edital diz que as orelhas devem estar visíveis durante a prova (nem preciso explicar o porquê, certo?).

Lembre-se, não tem ar condicionado no prédio onde a prova é feita em São Paulo (não sei como é nos outros lugares). Tem ventiladores de parede. Pensa seus cabelos esvoaçando durante toda a prova?

Pode fazer um calor infernal, como pode fazer frio do nada (São Paulo costuma ser assim), então, mesmo que esteja calor, leve uma manguinha, mesmo que esteja frio, vá com camadas que possam ser tiradas caso você sinta calor na sala. Coisa besta de comentar, mas que pode fazer diferença no dia da prova.

Nos pés, escolha o que te deixa mais confortável, mas lembre quão nojenta é a rua nos arredores do local de prova. Usar rasteirinha vai fazer seu pé ficar um nojo. Que tal uma sapatilha fechada ou o velho e bom tênis.

Não precisa ir vestida toda linda, com cabelo escovado, chapinha, de maquiagem top e perfume (aliás, evite perfume pelo bem da rinite alheia. Isso pode acabar com a prova do seu coleguinha, que nem é concorrência, porque o Exame de Ordem não tem vagas). Ninguém vai arrumar um peguetes aqui. O mesmo para os meninos. E terno e gravata vocês deixam para usar depois que estiverem com a vermelha em mãos, combinado?!

A HORA DA PROVA

Se você fez tudo direitinho, estudou direitinho, não tem o que dar errado agora, a não ser seu emocional. Então, na véspera e no dia, só tente manter a calma, acredite no seu empenho para esse momento e vai com fé que tudo vai dar certo!!!

Bons estudos, boa prova e até mais, colega!

¹ Esse post foi escrito no começo do ano, quando a gente ainda não estava com essa maldição da COVID-19 solta por aí. Todas as datas foram suspensas e o Conselho Federal da OAB vai aguardar a situação estar normalizada para divulgar novas e definitivas datas. Enquanto isso, aproveite a prorrogação de prazos para estudar mais e melhor.