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3 de julho de 2023

Evento: 24° Festival do Japão de São Paulo

 
Ano passado o maior festival de cultura japonesa fora do Japão foi realizado de forma mais tímida e ainda assim teve adesão do público, que estava com saudades desse evento cheio de experiências culturais, educativas e gastronômicas.

Este ano, o evento retoma a sua programação mais completa e cheia de novidades, como o espaço para os fãs de anime e manga, com a presença de influencers desse universo.

Para quem curte compras, todo tipo de artesanato, alimentos, brinquedos, utilidades domésticas, entre tantos outros itens para uso, consumo ou presente estarão na área do bazar.

Para os idosos, como sempre, haverá espaço para cuidados com a saúde, palestras e workshops de culinária.

Para as crianças, uma área com diversas atividades típicas, como o kamishibai, origami, desenho, gincanas, kendama, entre outros. Os pais precisam ficar junto no espaço durante a permanência dos menores, ok.

Para quem curte a programação, o palco principal estará repleto de shows de música, dança, teatro, com homenagem aos 115 anos da Imigração Japonesa no Brasil, e convidados especiais, além do concurso de Miss Nikkey e de Cosplay.

Os stands dos patrocinadores também merecem suas visitas, seja pelo visual, para fazer aquela fotinho pro Instagram, para ganhar um brinde ou alguma degustação.

Claro que o destaque fica por conta da área gastronômica, que conta com a participação das associações de cada província em São Paulo, com pratos típicos de suas regiões no Japão. Vale a pena ir cedo e de barriga bem vazia, porque essas comidinhas só podem ser apreciadas durante o Festival e, em sua maioria, não são encontrados em restaurantes, mesmos os tradicionais da Liberdade.

A informação destaque para esta edição, é a alteração do local de saída do transporte gratuito entre metrô e o Festival do Japão.

Por determinação da CET (Companhia de Engenharia de Trânsito) foi proibido a parada dos ônibus de traslado no metrô Jabaquara.

Para quem desejar fazer o traslado em ônibus, deve se dirigir à estação Santos Imigrantes do metrô da linha verde (aquela que faz ZL, passa pela região do Ipiranga e vai sentido Imigrantes).

Para quem tem pique para caminhar, o trajeto entre o metrô Jabaquara e o Festival tem pouco menos de 2km e é descida!!! Arrume um grupo de pessoas que o caminho é fácil.

Recomendação, evite ir de carro até o local do Festival do Japão, porque, além do trânsito caótico, o estacionamento custa R$70,00 (sim, setenta reais) por dia. A não ser que você vá com uma galera e de carro cheio, acho muito salgado esse estacionamento.

Fora esses pequenos percalços, o evento é show, os voluntários sabem praticar o "omotenashi" como nossos ancestrais nos ensinaram e tem muita coisa boa de ver, comer e fazer.

Serviço:
Data: 07 a 09 de julho de 2023
Horário: sexta das 11 às 21h, sábado das 9 às 21h, domingo das 9 às 18h.
Local: São Paulo Expo - Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - São Paulo/SP
Ingresso: sexta R$30,00, sábado ou domingo R$35,00
Mais infos: www.festivaldojapão.com

1 de julho de 2019

Evento: 22° Festival do Japão

O maior evento de cultura japonesa fora do Japão chega a sua 22ª edição!

Se você aprecia a cultura, as artes e, principalmente, a culinária japonesa, não pode deixar de ir neste evento especial, feito com carinho por milhares de voluntários empenhados em proporcionar a melhor experiência para seus visitantes.

O Festival do Japão é realizado pelo Kenren, a Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil, e tem entre suas atrações a culinária representativa de cada uma dessas províncias, uma oportunidade única para comer pratos que não estão nos cardápios dos restaurantes.

Além disso, cada província tem espaço reservado nos palcos de atrações, onde trazem algo especial de suas regiões, como o show de Kagura, o Zeni Daiko entre tantas outras atrações de dança, música e artes marciais. São 2 palcos repletos de shows.
 e apresentações diversas.

Para quem curte mais imersão, diversos workshops acontecem, gratuitamente para os visitantes, e incluem shodo (caligrafia japonesa com pincel), origami, oshibana, furoshiki, desenho no estilo mangá e muito mais.

Aos que curtem compras, também não faltam opções. Meu destaque sempre para o stand do Yuba, uma comunidade agrícola nikkei, que traz os produtos produzidos na comunidade, com aquele gostinho de interior e comida de avó.

Para quem curte flores, tem a cooperativa de flores que traz vasos lindos a preços super convidativos e que reverte toda a arrecadação para entidades beneficentes. Todos os senhores e senhoras que trabalham no espaço trabalham os 3 dias voluntariamente também. E você pode comprar no começo do feira e eles deixam guardado para você retirar quando estiver saindo. Recomendo fazer isso, porque não há reposição durante o evento.

Para os amantes de cosplay, tem o concurso no final do domingo, e o concurso de Miss Nikkei no final do sábado.

É um evento para a família inteira, com atividades para os pequenos, para os adultos e para a terceira idade. Se tiver alguma deficiência, peça auxílio para a equipe de voluntários, pois há pessoal treinado para recebê-los, seja você deficiente físico, visual ou auditivo.

Serviço:
Sexta: 05 de julho: das 11:00 às 21:00
Sábado: 06 de julho: das 09:00 às 21:00
Domingo: 07 de julho: das 09:00 às 18:00

Entrada Antecipada: R$22,00 (R$14,00 a meia)
Bilheteria: R$28,00

Estacionamento Terceirizado: R$50,00
Transporte gratuito do metrô Jabaquara das 8 às 22h (circular exclusivo do evento)

Local: São Paulo Expo - Rod. dos Imigrantes, Km 1,5
Cep: 04029-900 - São Paulo
www.festivaldojapao.com

24 de julho de 2017

Evento: 39ª Festa da Azaleia

A Festa da Azaleia que já está em sua 39ª edição é mais um evento para curtir com toda a família.

Com entrada gratuita, o visitante terá acesso as barracas de comidinhas gostosas, artigos de artesanato e presentes, flores e frutas, além de atrações diversas como shows de taiko, dança, música e radio taiso.

Aos que preferem não ir de carro, haverá transporte direto, saindo da Liberdade para o local, em Guarulhos, por apenas R$5,00 por pessoa.

Lembrando que o evento, organizado pelo Enkyo, é beneficente para o Yassuragui Home e Akebono Home, 2 das instituições beneficentes assistenciais da comunidade nikkei de São Paulo.

Data: 30 de julho de 2017
Horário: das 9 às 17h
Local: Rua Anézio Ruivo, 377, Sítio São Francisco, Guarulhos, SP
Infos: enkyo.org.br/evento/39-festa-da-azaleia-a70d/
Entrada e Estacionamento Gratuitos

Transporte: ônibus saindo da R. da Gloria, 400, das 9 às 10h, R$5,00 por pessoa.

20 de fevereiro de 2017

Comida: Rede de fast food japonês, Sukiya

Vamos começar o post ensinando a pronúncia do nome: "su qui iá".

Eu nem sabia que nunca comentei sobre a maior rede de fast food japonesa que desembarcou no Brasil há uns bons anos e já conta com diversas unidades na cidade de São Paulo.

Estava ouvindo a rádio Band News FM e um colunista gringo que fala os lugares que descobriu por São Paulo, comentou sobre a rede, pronunciando do jeito que dói em ouvidos japas, "su quí a" e me ocorreu de corrigir umas coisas que ele falou.

Sim, japa não come sushi e sashimi em seu dia a dia. Isso seria o equivalente a dizer que brasileiro come churrasco ou feijoada todo dia. Mas japa tem opções melhores do que Mc Donalds quando o assunto é comida ligeira, e um dos exemplos é esta rede. O Mathew (nome do colunista da Band) comentou que ficou surpreso ao descobrir que aquilo era fast food japonês e que a rede só tem comida quente, nada de peixe cru.

No Japão, esse não é o único exemplo de comida rápida e mais saudável do que sanduíche. Nas lojas de conveniência você encontra o bento (se lê "ben tô"), que são pratos prontos para comer frio (aqui na Liberdade, em São Paulo, você também encontra várias opções) ou onigiri com ou sem recheio (se lê "ô ni GUI rí", tendo o R som do r em laranja e também vende nas lojas da Liberdade), e em quiosques de rua, o oden (um cozido de legumes variados no shoyu, esse só conhecendo alguma família japa que te convide para comer num dia comum), entre tantas opções rápidas.

O prato chefe do Sukiya é o Gyudon, que custa a partir de R$11,00 e pode ser pedido com o combo de saladinha e refrigerante ou outras opções e acompanhamentos.

Trata-se de uma tigela de arroz branco tipo japonês (é um arroz de grão mais curto e gordinho) coberto com uma porção de carne cortada em fatias finas que são cozidas em molho de shoyu levemente adocicado com cebolas.

Sou suspeita, mas para mim é o melhor PF (prato feito) para comer quando se está com pressa e querendo gastar pouco. Um Gyudon GG* com refrigerante sai mais em conta do que o número 1 do Mc Donalds e alimenta bem melhor.

Tem umas opções que consideramos meio bizarras e só existem no cardápio brasileiro, como molho de tomate e queijo ralado, mas tem gosto para tudo e de repente, você possa gostar mais dessa combinação.

Eles têm o kare raisu (a gente fala "ka rê ra i çú", com todos os Rs sempre pronunciados como r de laranja) ou Curry com Arroz, mas à moda japonesa e não indiana. Ele é bem suave e dá para uma criança comer com tranquilidade, diferente do Kare de uns restaurantes japoneses mais típicos, que tem até grau e são beeem ardidos.

A última novidade do cardápio (mentira, a penúltima) foi o Lamen (que a gente pronuncia "ráá men", sempre com o R de laranja) que não é da mesma qualidade de restaurantes especializados no prato, mas considerando que custa só R$15,00 na versão tradicional, não decepciona e satisfaz bem até demais.

Minhas sugestões são Gyudon com ontama e combo de refrigerante com karaage (traduzindo, uma tigela de arroz com carne e ovo de gema mole + refrigerante e frango frito à moda japonesa), kare com fukujinzuke e o mesmo combo de refri e karaage (arroz com curry e porção de conserva de legumes em shoyu adocicado) ou o Tokyo Shoyu Lamen que tem caldo feito com shoyu.

Não deixe de pegar uma casquinha na saída. É igual a do Mc Donalds, mas não tem a fila que forma no quiosque do Mc**.

* O GG eu nunca pedi. Na verdade, quando eu estou morrendo de fome, eu arrisco um M, mas no geral eu peço um P e quem me conhece sabe que eu como bem.
** Esse comentário é porque, na Liberdade, o Mc é o vizinho de parede do Sukiya. Estranhamente, o quiosque do Mc está sempre lotado e o do Sukiya, dificilmente tem mais de 1 pessoa aguardando. Talvez seja a mania de paulistano gostar de um fila. rs

As imagens são do site oficial da rede Sukiya Brasil

20 de julho de 2015

Festival do Japão 2015: 120 anos de Amizade Brasil-Japão

O Festival do Japão chega a sua 18ª edição, sempre com mais atrações, muitas atividades para todas as idades e muita comida gostosa.

Esse post começa com umas broncas e depois vem um "manual de sobrevivência" para quem quiser curtir o Festival.

Ano passado fiquei chocada com a quantidade de comentários que o pessoal deixou no Facebook do Festival e, apesar de não fazer parte da organização, fiquei revoltada com alguns, porque o evento é feito com muito carinho, SEM FINS LUCRATIVOS e quase todo por voluntários.

O problema é que o Festival não anuncia isso, e as pessoas ficam pensando que aquilo é uma fonte de renda do Kenren, mas não é.

Sabe aquele monte de gente que está trabalhando nas barracas de comidinhas das províncias? Eles são todos voluntários!

Sabe aquele monte de gente vestindo happis coloridos do evento? São voluntários!

Sabe aquelas apresentações maravilhosas que passam pelos palcos, dançando, cantando e fazendo shows lindos? São todos VOLUNTÁRIOS!

Sabe o que é um voluntário? Uma pessoa que doou/cedeu seu tempo e fez somente por amor, sem receber nenhum retorno financeiro, muitas vezes arcando com despesas diversas para estar lá, como o estacionamento (sim, aquela facada do estacionamento explorado pelo Expo e não pelo evento, sai do bolso dos voluntários que decidirem ir de carro próprio), o transporte e a própria alimentação!

Já que o Festival não fala, eu falo. Eles contam com muita boa vontade das pessoas para fazer o Festival do Japão acontecer.

As províncias são entidades assistenciais e culturais, e não empresas com fins lucrativos. Isso explica a razão delas não terem máquina de cartão para receber os pagamentos.

Elas, em suas atividades diárias, não usam esse instrumento. Somente nessa ocasião e para um fim maior, que é ajudar o Festival acontecer, é que eles mobilizam pessoas para pensar num cardápio e vender coisas gostosas para o público que deseja comparecer ao evento. Ou seja, vão seguir sem aceitar cartão!

Eu já posso ouvir alguém questionando "mas lá no Pavilhão coberto, todo mundo aceita cartão". Sabe por que? Porque lá dentro ficam empresas! Os stands que comercializam itens, com exceção de stands de entidades culturais e assistenciais que também participam do evento, são lojas físicas ou virtuais que aproveitam o Festival para divulgar seu negócio e fazer vendas. Esses aceitam cartões.

O estacionamento é uma loucura? Com certeza! Mas isso é culpa do Centro Imigrantes, que é o único explorador do espaço e não tem concessão nem para os organizadores. Todo mundo que vai de carro paga o que o Centro cobra. Quem não quer pagar pelo estacionamento, tem que ir com o ônibus que sai do metrô Jabaquara, gratuitamente.

Vi gente reclamando da demora para encontrar uma vaga. Ficar 30 minutos rodando no estacionamento do shopping que cobra uma facada ninguém reclama, mas para ir num evento e rodar os mesmos 30 minutos por uma vaga é um absurdo?

Entrar no Facebook para reclamar que não sabia que tinha que levar dinheiro, por falta de caixa eletrônico, entra, mas para ver antes os inúmeros avisos que o Festival do Japão deixou em sua página antes do evento e no site, informando que só haveria caixa eletrônico do banco patrocinador do evento e que as pessoas deveriam levar dinheiro para as compras, porque não se aceita cartão, ninguém viu!

Isso só pode ser coisa de quem tem por hobby reclamar de tudo!

Mas como o Festival é festa e cheia de alegria, vamos falar sobre a parte boa. =)

Ano passado um amigo sugeriu que eu escrevesse um "guia de como sobreviver e se divertir no Festival do Japão" e eu vou tentar deixar algumas dicas aqui.

Dica número ZERO: chegar muito muito cedo!!! Você vai se arrepender de chegar no pico do almoço, porque a partir das 13h, as filas são gigantescas e depois das 16h, os melhores doces e salgados já terão acabado.

Dica 1: Levar DINHEIRO vivo!!! Como o Centro de Exposições não tem caixas eletrônicos, somente o banco patrocinador do evento é que disponibiliza o dele (não é o 24horas). E daí, se você não for correntista, dançou. E mesmo sendo, ano passado o caixa que eles colocaram não funcionou até o sábado a tarde. Como eu já expliquei, associação de província não tem maquininha de cartão! E, se der, leve trocado, principalmente no começo do dia, porque troco é coisa complicada o dia inteiro.

Dica 2: Vá de ônibus! Pegue o ônibus direto que sai do metrô Jabaquara com o letreiro especial. Não paga nada para usar e ele te deixa na porta do evento.

Dica 3: Use tênis! Nem chinelo, nem rasteirinha, nem sapatilha. O chão do local é esburacado (parece que vai ser diferente este ano, mas nunca se sabe), uma parte de pedrinhas e areia, e várias partes são desniveladas. Roupas confortáveis, óculos de sol, chapéu e protetor solar devem fazer parte do seu traje, a não ser que você curta desconforto.

Dica 4: Saiba que as filas para o banheiro são grandes, então não deixe para ir somente no momento final de aperto. Até o ano passado existiam banheiros químicos localizados na parte alta da arquibancada que não haverá mais, mas nos disseram que vão colocar banheiros químicos em alguma área para facilitar a vida de quem vai ao Festival. No desespero é bom saber onde eles estarão, porque é sempre mais vazio.

Dica 5: Se pretende fazer compras, leve uma sacola ou mala com rodinhas. Vai ser mais fácil de carregar suas compras.

Dica 6: Não leve crianças de colo ou muito pequenas. O local é muito lotado e não tem área para amamentar ou trocar fraldas. Se quiser muito ir, recomendo deixar a criança com alguém, no conforto e segurança do lar.

Dica 7: Evite se separar muito de seu grupo. Como o evento fica super lotado, o sinal do celular fica congestionado e é comum o celular não conseguir completar a ligação. Eu não consegui responder mensagens no Facebook, porque o sinal estava instável e várias pessoas que disseram ter tentado me ligar não conseguiram.

Dica 8: Relaxe. Se você decidiu sair de casa para curtir o Festival, vá ciente dos contratempos que isso significa e tente apreciar o que o Festival tem de bom. Se está numa fila enorme, é porque a comida é boa. Se está muito quente, agradeça por não estar chovendo. Se está cansado, aproveite para encostar na arquibancada e apreciar algumas apresentações. Ainda tem gás, participe dos workshops de bon odori, ginástica ou de artesanato. Tem dúvidas sobre alguma coisa lá dentro? Procure um voluntário de vermelho, porque todos estão lá de boa vontade para ajudar de verdade.

Espero que você se divirta muito, porque eu vou lá para trabalhar como voluntária, na maior correria e sempre dou um jeito de aproveitar tudo na maior alegria, ainda que seja na canseira! =)

Datas: 24 a 26 de julho de 2015 - sexta a domingo
Horário: sexta das 12 às 20h, sábado das 10 às 21h, e domingo das 10 às 20h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center (Expo Imigrantes)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5
Entrada: R$15,00 (Menores de 8 e maiores de 65 anos não pagam)
Estacionamento pago à parte R$35,00 (preço único)
Ônibus gratuito saindo do metrô Jabaquara (tem voluntários na estação indicando o local de embarque)
Infos: www.festivaldojapao.com

9 de janeiro de 2012

Começando o ano com o pé direito e um cinema para variar: Missão Impossível - Protocolo Fantasma

A primeira semana do meu ano até teve alguns imprevistos não muito agradáveis, mas foi muito mais recheado de coisas boas que de coisas não boas (nada nessa semana pode ser classificado como ruim).

No primeiro dia útil recebi uma super boa notícia: uma oportunidade de trabalho e um encontro com alguns amigos queridos que renderam altos papos, alguns desabafos e muitas risadas para começar o ano em alto astral!

A coisa ruim do encontro? A comida!!! Fomos ao Musashi que fica na R. dos Estudantes. Eu já o havia apelidado de "defumado" após minha única visita ao local, porque você sai de lá cheirando a óleo.

Quem não sabe, o Musashi funciona da seguinte maneira: no térreo tem um caixa, onde você escolhe o que quer, paga e deixa seu nome. No mesanino tem as mesas, onde a gente tenta se acomodar (só tenta, porque é super desconfortável e apertado) e aguarda pelo garçom que grita pelo seu nome e leva o seu pedido na mesa.

O que impressionou (no mal sentido) nesta ocasião foi a demora para o preparo da comida que, no meu caso, chegou parcialmente crua, e o fato de só ter 1 atendente para um salão lotado. Mas era 8 ou 80, porque o que o meu okonomiyaki veio cru, os takoyakis que meu amigo pediu estavam para lá de ultra passados.

Para terminar bem o nosso encontro fomos ao Frans Café da Aclimação, que continua super povoado por orientais de todas as raças, para tomar um café e comer um doce.

No meio da semana, após o caminho da roça, fui ao cinema para assistir ao Missão Impossível IV - Protocolo Fantasma (M:I - IV - Ghost Protocol), que retornou sua sequência após 5 anos do último filme da franquia.

Estava dividida entre acreditar na boa crítica da Revista Veja, o que não é comum, os comentários de um amigo sobre o filme, e a incerteza de que o Tom Cruise ainda servia para o papel.

Vamos começar pelo Tom. Gente, ele continua lindo na telona. Aquele mesmo corpo atlético das franquias anteriores está lá, para o nosso deleite.

Outro colírio (eu gostei) é o agente Brandt, interpretado por Jeremy Renner. Eu não faço ideia de quais outros papéis ele fez na vida, mas aquela carinha de inocente mesclado com o jeito másculo do personagem me deixaram encantadas.

Para quem não está interessado no Tom, nem no Jeremy, eles escolheram uma morena muito bonita, Paula Patton, para contracenar e fazer as vezes de uma nova agente. E, para quem prefere loiras, tem a Léa Seydoux, que faz uma agente do mal russa.

Quer mais? As paisagens do filme são de tirar o fôlego e se tiver uma sessão 3D, deve ser muito show, principalmente nas cenas de Dubai. Tem carros, que aparecem pouco, mas impressionam na tela. O modelo do carrão, um BMW futurístico, está na última edição da Revista 4Rodas.

Resumindo, vale o ingresso e se você se interessou vai ter que correr, porque já são poucos os horários e salas disponíveis, o que indica que vai sair de cartaz em breve.

9 de fevereiro de 2009

Rodízio de Sushi: Restaurante Yokozuna

A foto de mau-gosto ímpar, publicada na revista Época, que aponta o Yokozuna como melhor rodízio de sushi da cidade, não peca só pela imagem, mas pela escolha. 

Concordo que o atendimento é super simpático e a casa, apesar de pequena, é bem jeitosa, inclusive na decoração delicada. 

Os meus elogios vão para o corte do sashimi, realmente muito bem cortados e peixes de boa qualidade, e para o temaki de atum com tudo que se tem direito, feito com nori (folha de alga) muito bom. 

Razoáveis estavam também a anchova, o yakisoba, o guiozá e o misoshiru, que teria ficado melhor sem o aguê (massa de soja). 

O resto, é resto. O arroz do sushi está mais para um simples oniguiri (bolinho de arroz comum) de shirogohan (arroz branco típico japonês) do que para o verdadeiro niguirizushi. O único acerto do sushi é que eles não vem "comprimidos" como fazem as churrascarias e alguns lugares que vendem algo com o nome de sushi, ou seja, os do Yokozuna são macios e no tamanho certo para comer. 

O tarê (molho à base de shoyu adocicado) é excessivamente doce, o que estragou o temaki de skin (pele de salmão frito), e o shimeji vem excessivamente temperado e lambuzado, o que o torna enjoativo. Talvez seja para agradar o paladar brasileiro, que gosta de coisas mais temperadas, mas que fique claro que comida japonesa de verdade não é assim. 

Para beber, além de chá (comida japonesa pede chá), pedi uma caipirinha que era qualquer coisa, menos caipirinha. As frutas não foram socadas e, acho eu, esqueceram que tinham que colocar açúcar no preparo. Em compensação, o copo veio cheio de saquê. 

Veredito? Se você mora na região de Pinheiros, muito pertinho, não é de todo uma má opção, já que o preço é bom para um rodízio. Se você vai ter que se deslocar mesmo e quer comer um rodízio de verdade, vá até a Liberdade. É mais caro, mas pelo menos não é fingimento de comida japonesa.