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17 de abril de 2023

Livro: Talvez você deva conversar com alguém de Lori Gottlieb


 Desde que eu entrei num grupo de estudos do PPG em Psicologia da UFMA (programa de pós-graduação da Universidade Federal do Maranhão) e comecei a fazer terapia, assuntos sobre psicologia e terapia passaram a me interessar mais.

Já assisti palestras diversas com psicólogos especialistas nas mais diversas áreas, sobre os principais teóricos para além do mais conhecido, Freud, e quando li a sinopse desse livro, decidi ler.

O livro é super gostos de ler e apresenta os bastidores da vida de uma terapeuta americana, chamada Lori Gottlieb, que vai contando o dia a dia do seu trabalho, com a apresentação de alguns casos que ela atendeu em seu consultório, além das suas próprias sessões como paciente.

O "talvez você deva conversar com alguém" que dá nome ao livro, é a frase dada como sugestão por uma colega de profissão, quando ela se vê com problemas que ela saberia resolver se fosse um paciente falando com ela, mas não acontecendo com ela.

Então, ela vai em busca de alguém com quem ela possa contar os seus problemas e as dificuldades para encontrar tal profissional, sendo ela mesma uma, e por isso sabendo exatamente o que não lhe serviria.

Enquanto ela tenta lidar com seus problemas, aparecem pacientes novos com questões complicadas, um dilemas éticos na sala de espera, outra questão com marido e mulher desesperada para ser salva, outra que buscava conforto para lidar com seu prazo final.

O mais interessante é ela discorrendo sobre a necessidade que o terapeuta tem de também fazer terapia, afinal, quem lida com tantas questões sensíveis de tantas pessoas, também precisa de cuidado e atenção para não explodir no final, pois são todos seres humanos, com sentimentos e uma vida que, pode ou não, estar passando por um período complicado e que não pode transparecer isso para seus pacientes.

Eu entendo que quem cuida precisa ser cuidado, pois enquanto fui cuidadora principal dos meus avós (já falecidos, ela aos 74 e ele aos 97) esse cuidado comigo foi negligenciado, mas eu tive a oportunidade de buscar, por mim (e para mim) mesma, ajuda para seguir a vida mesmo depois das mortes.

Um livro que todos devem ler, independente de fazer ou não terapia ou gostar de assuntos relacionados à psicologia. Mostra que todos temos problemas, mas que buscar ajuda sempre será o melhor remédio.

Super recomendado!!! Boa leitura!

25 de maio de 2020

Livro: Pós-F - para além do masculino e feminino, de Fernanda Young

A autora Fernanda Young teve uma passagem breve por esse mundo, deixando esse plano aos 49 anos após uma parada cardíaca em função de um forte crise de asma.

Mas deixou sua marca nas artes e na literatura.

Com ideias muito bem posicionadas, em Pós-F: para além do masculino e feminino, ela explora temas que ainda causam polêmicas de uma forma aberta, clara, direta e sem firulas.

Aborda a questão de machismo, do feminismo, das suas descobertas sexuais, entre tantos temas que tornam esse livro, além de um bom ponto de partida para reflexões acerca do mundo em que vivemos, trata do ser humano, do ser que ela foi.

Algumas passagens são auto biográficas, outras são reflexões da sociedade.

Além de ser um livro (o objeto) muito bonito, é de leitura rápida, mas extremamente interessante, instigante.

Confesso que nunca tinha lido nada escrito por ela, só conhecia o trabalhado dela como atriz e roteirista (ela é a responsável pela série e filme, Os Normais), mas adorei essa leitura fora da caixinha.

Se você estiver vendo esse post em 2020 (no meio da crise da pandemia da COVID-19), aproveite para ver as promoções da editora Leya no site Casa dos Mundos (não, eu não ganho nada com isso). Eu mesma comprei um combo da Fernanda Young com direito a ecobag.

3 de junho de 2019

Livro: Minha História de Michelle Obama

Encantadora é um bom adjetivo para descrever essa história autobiográfica da ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

Ela abre sua intimidade, sua trajetória, sua vida, numa simplicidade, como se ela fosse uma pessoa comum, o que, definitivamente, ela não é. Ela é especial, muito especial.

Ela conta a infância pobre no subúrbio americano, em bairro tipicamente negro, sempre consciente de que a educação podia mudar sua vida, sua história.

Filha de mãe dona de casa e pai assalariado, que apesar de não terem muita educação formal, não mediram esforços para que seus 2 filhos tivessem as melhores oportunidades dentro de suas possibilidades (e impossibilidades).

Saída dos guetos, conseguiu provar para muita gente que a desencorajou ao longo da vida, que mesmo tendo origem humilde, quando se quer, se pode ir longe.

Muito dedicada, conseguiu entrar numa universidade da conhecida Ivy League, cobiçada por todos os estudantes do mundo, a Harvard. Cursando Direito, vivendo com pouco dinheiro, teve a "sorte" de estar rodeada de pessoas boas e que serviram de modelo para moldá-la como profissional e ser humano.

Já destacada dentro de um bom escritório de advocacia, recebe a incumbência de ser mentora de um novo candidato, o jovem charmoso e inteligente, Barack. Mas nem pense que Michelle caiu nos encantos do belo havaiano de cara. Muito focada, ela só pensava na carreira.

Com o passar dos anos veio o noivado, o casamento, a frustração de um aborto espontâneo, a nova responsabilidade como mãe, esposa de um político e, de repente, a função como primeira dama.

Ela nos abre as portas da Casa Branca, das amizades, da rotina, das janelas blindadas e seguranças a seguindo o tempo todo, a tentativa de proporcionar uma vida "normal" a duas crianças, e as impossibilidades de fazer muitas coisas que gostaria, até o retorno à vida comum, ilustrado por uma xícara de chá, vestindo roupas confortáveis, no jardim sem seguranças, numa manhã qualquer.

Leitura deliciosa, que vai fazer qualquer um ficar apaixonado por essa mulher incrível!

26 de junho de 2017

Filme: Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)

O filme, que teve seu título traduzido como Estrelas Além do Tempo, quando o título original significa algo como "figuras ocultas", traz como protagonistas as lindas e talentosíssimas Taraji P. Henson, de Person of Interest, como Katherine Johnson, Octavia Spencer, de Histórias Cruzadas, como Dorothy Vaughn e Janelle Monáe, cantora americana, como Mary Jackson.

A história é baseado em fatos reais, ocorridos dentro da agência espacial americana, NASA, nos anos 60, quando os Estados Unidos vivia aquela coisa horrorosa da segregação racial, onde negros eram vistos como pessoas à margem da sociedade e não podiam frequentar ou usar coisas destinados a pessoas brancas.

Claro que em 2 horas de filme, não dá para o longa abordar com toda a riqueza de informações que seriam necessárias para ilustrar todas as atrocidades que essas mulheres sofreram para chegar lá, muito menos para sobreviver num ambiente tão hostil, mas dá para se ter uma pequena noção de como foi ser negro e mais, mulher, num ambiente que, ainda hoje, é considerado tão masculino, como a área de exatas, num momento em que Rússia e Estados Unidos disputavam uma acirrada "guerra" para ver quem tinha o domínio das tecnologias mais avançadas.

Se bem que, foi essa batalha que abriu espaço para essas corajosas negras com mentes privilegiadas, se destacarem, no meio de um monte de homens brancos, que se sentiram rebaixados duplamente, mas que não conseguiam fazer o mesmo que elas.

Em vários momentos do filme, nós que já vivemos numa sociedade um pouco melhor (longe de estarmos num mundo ideal, mas melhor do que naquela época), ficamos chocados com a ideia das pessoas brancas não suportarem a ideia de sentar num banco onde esteve sentando um negro, ou que banheiros tenham placas de "para pessoas de cor", entre tantas outras aberrações. Bem como é gratificante ver o personagem de Kevin Costner, Al Harrison, marretando uma dessas placas de "colored" e dizendo "nós mijamos todos da mesma cor"!

Aliás, no site da NASA (em inglês) tem um Q&A sobre a participação da NASA e a história por trás do longa, intitulado "Modern Figures", bem interessante.

Se você não assistiu, assista. O filme mostra que precisamos nos libertar das amarras do preconceito, seja ele de qual natureza for, para evoluirmos como sociedade. Mostra que quando unimos forças, podemos ser e fazer melhor em prol do coletivo.

5 de setembro de 2016

Filme: Grandes Olhos (Big Eyes)

O filme Grandes Olhos é uma obra de Tim Burton com uma aparência irreconhecível, já que não leva aquele típico tom sombrio dos filmes dele.

Com 2 atores ganhadores de Oscar nos papeis principais, conta a história real de Margareth, uma artista plástica que cria obras, cuja principal característica são os grandes olhos de crianças tristes.

Ela conhece um encantador homem chamado Walter Keane, depois de ter se separado de seu primeiro marido e com uma filha para criar. Com promessas românticas, Walter a conquista e na tentativa de fazer dinheiro vendendo seus quadros ou de sua esposa, que assina como Keane, decide assumir a autoria das obras da mulher como sendo suas, sob o argumento de que ninguém compraria quadros pintados por uma mulher.

Muito bom de lábia e com bom senso de marketing, ele consegue tornar as obras sucesso mundial e fazem fortuna com isso.

Enlouquecido pela fama, Walter começa a abusar de sua mulher até o limite, quando Margareth decide fugir com sua filha.

Quando ela pede o divórcio, ele ainda quer abusar do talento de sua ex-mulher que decide processá-lo a fim de ter sua vida de volta.

Uma história poderosa, num filme muito previsível, ainda que seja verídico.

Vale muito a pena ver o poder das mulheres, seus talentos e a força que elas têm quando unidas. E como existem homens manipuladores, que sabem como dobrar uma mulher solitária em seu momento de vulnerabilidade e sugar tudo o que ela tem de melhor.

Mas já aviso que o filme passa longe de ser algum clássico ou "master piece" de Tim Burton.

4 de julho de 2016

Livro: O que sei de verdade de Oprah Winfrey

O livro que foi lançado em 2014 no Brasil sob o título "O que eu sei de verdade" (What I know for sure) de uma das figuras mais influentes dos EUA, Oprah Winfrey, é uma coletânea de textos sobre temas diversos, classificados como autoajuda, dos quais, alguns foram publicados numa coluna de uma revista feminina.

Além de trazer belas reflexões, ela conta um pouco sobre sua própria vida e emenda como superou uma determinada situação com os pensamentos descritos, além de fazer agradecimentos a pessoas especiais que sempre estiveram por perto quando ela precisou, afinal, não é só porque ela é rica e bem sucedida hoje, que ela não passou por apuros, dúvidas, inseguranças e tristezas.

O livro traz belas reflexões e mostra como é a história de vida de uma jornalista negra americana, que foi violentada na juventude, sofreu de muitas inseguranças, foi sub-julgada por professores e ex-empregadores, mas que acreditou e conquistou tudo o que desejava até aqui.

Leitura agradável e rápida, vale a pena, se não pela parte da autoajuda, pela biografia da autora que se abre para quem quiser ler.

30 de maio de 2016

Livro: Sobre a Escrita de Stephen King

Eu não curto os temas dos livros dele, simplesmente porque não gosto de histórias que dão medo, mas quando vi o título deste livro, fiquei interessada, porque eu imaginei que ele contava como você pode aperfeiçoar sua forma de escrever.

Não estava enganada. Ele começa com dicas bem básicas sobre inspiração, gramática, publicação, mas ao longo do texto ele dá exemplos dos próprios acertos e fracassos na caminhada da escrita.

É engraçado ele se auto nominando autoridade para tratar de fracassos ou erros de produção, considerando o grande autor de best sellers que ele é. Mas lendo, você entende que ele ouviu muito não e pastou bastante antes de conseguir chegar onde chegou.

Ele conta desde quando ele era criança e foi desencorajado por professores a escrever sobre a temática de terror que o consagrou e de onde surgiram várias das inspirações dele, de fatos e situações corriqueiras.

O livro também é uma auto biografia na medida que conta toda a trajetória, da formação em letras, das aulas que deu, das casas por onde passou, da sua amada esposa, que sempre o apoiou e é sua maior crítica, e do acidente que quase o tirou desse mundo antes do término desta obra.

Talvez isso possa ser considerado spoiler, mas eu acho que uma parte interessante está nas páginas finais, onde ele lista os 100 livros mais interessantes que ele leu, no julgamento dele, é claro. Você pode ou não concordar. E depois, segue outra lista com mais 80 livros, que ele adicionou a pedido dos editores, porque a versão original, pelo que eu entendi, já está na 2ª edição.

Se você curte a arte da escrita, vai gostar. Se você é fã do autor, considere esse livro leitura obrigatória.

9 de setembro de 2013

Cinema: Casa da Mãe Joana 2,
Cinema: Jobs e
Evento: Sukiyaki do Bem

Pensa num filme sem graça. Pensou? Acrescenta mais um monte de sequências sem noção. Acrescentou? Junte a isso um punhado de atores fracos. Misture tudo isso e tenha... isso, Casa da Mãe Joana 2.

Eu não assisti o primeiro filme, mas como eu consegui o ingresso de graça, fui. Sabe aquela conversa "de graça, até injeção na testa"? Então... não valia a pena.

Era a pré-estreia, com direito ao comparecimento em pessoa de parte do elenco e da produtora do filme, fotógrafos, imprensa, pipoca e refri na faixa, muita gente, muito alvoroço e... nada de conteúdo.

Não esperava nenhum filme de conteúdo propriamente dito, mas ao assistir uma comédia, eu espero conseguir dar risadas, achar engraçado. Só que o filme é tão sem graça que eu nem consigo descrever a frustração de ter aguentado até o final. Eu tinha esperanças de que pelo menos o final fosse legal, mas não era!

Eu me senti assistindo a "Dr. T e as mulheres": grande elenco e um filme nhaca.

Por favor, não perca seu tempo, muito menos seu dinheiro.
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Um filme tão falado, tão comentado, tão esperado e tão esquisito. É assim que eu sai da sessão de pré-estreia de Jobs, o filme biográfico de Steve Jobs, interpretado por Ashton Kutcher.

Apesar da semelhança física, acho que Ashton tinha que ter criado um tom diferente de voz, porque de cara você ouve e sabe que é ele falando. Não que a atuação esteja ruim, pelo contrário, é até bem convincente, mas ficou estranho.

Jobs é um filme que eu só recomendaria para quem é fã, porque eu que já não sou fã da Apple, fiquei com ainda mais raiva quando sai da sala. O filme mostra um homem que adorava um baseado na juventude, sempre se achou melhor que toda a humanidade, esnobava todas as pessoas, odiava convivência social, egocêntrico e mal agradecido.

Não li o livro, não conheci o cara, admiro a mente brilhante que ele tinha, mas não consigo admirar alguém que dá de costas para quem estendeu a mão para ele quando mais ninguém quis, ainda que tenham acontecido contratempos no caminho.

Claro que na vida real algumas coisas podem ter sido um pouco diferentes, mas acho que se não tivesse seu fundo de verdade, família e amigos teriam rejeitado o filme e publicado algo dizendo contrário, concorda?

Se tivesse que pagar, não iria assistir. Acho que fica para uma sessão HBO ou Telecine, só para matar a curiosidade.
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Sukiyaki do Bem 2013

Grandes nomes da culinária japonesa se reúnem no Tivoli Hotel, situado na região da Paulista, para fazer o Sukiyaki do Bem, realizado pelo Atelier de Cerâmica Hideko Honma, em prol do Ikoi no Sono e do Hospital Santa Cruz.

O jantar que já acontece há alguns anos, tem como atrativo o cozido japonês, chamado sukiyaki, que é servido numa cerâmica exclusivamente criada para o evento e que é levado para casa pelos que participam do jantar.

Este ano, além dos grandes chefs vindos do Japão e nikkeis, haverá um sommelier que trará opções para harmonização dos pratos com vinhos e sakes.

Por fim, um leilão com peças de cerâmica especiais, assinadas pelos chefs, completam o evento beneficente.

Data: 13 de setembro de 2013 - sexta-feira
Horário: a partir das 20h
Local: Tivoli São Paulo - Mofarrej - Alameda Santos, 1437
Convite: R$500,00 por pessoa
Infos: Atelier - 5042-4450/4459 ou Ikoi no Sono - 3208-7248/ 3209-0215

25 de março de 2013

Filme: 127 horas (127 hours)

Se fosse só uma história inventada já seria forte o bastante. Pior é saber que foi baseado na história real de uma pessoa real que teve a sorte de sobreviver para contar.

127 horas foi indicado a uma porção de filmes apesar de ter levado poucos dos prêmios, mas é daquele filmes que servem de lição, se não para os outros, pelo menos serviu para o Aron, o cara que viveu essa história.

Ele é um alpinista (ainda é) que adora uma aventura, mas nunca deu muita importância às outras pessoas, fossem amigos ou família.

Num belo dia, ele que se achava "o cara" e que não precisava da ajuda de ninguém por ser imbatível, se vê numa situação bem complicada. Ele cai numa fenda profunda num Canyon e fica com o braço preso entre as pedras.

Após alguns dias sem ter comida ou água, começa a delirar até ter uma visão que o faz criar coragem para fazer algo quase inacreditável: cortar o próprio braço. Livre das pedras, consegue caminhar até uma área de caminhadas e é salvo pela ajuda dos caminhantes.

Depois dessa, uma coisa ele aprendeu, nunca sair de casa sem avisar alguém onde ele vai para que possam dar por falta dele e, quem sabe, mandar resgate.

Vale a reflexão: será que você não está esquecendo de viver o que importa e dar atenção a quem importa? Depois pode ser tarde para se importar.

18 de março de 2013

Teatro: Camille e Rodin
Evento: Hora do Planeta WWF

Já tinha umas semanas que eu estava interessada em assistir a peça que inaugura um novo espaço do MASP - Museu de Arte de São Paulo, o Auditório do MASP.

O Auditório do MASP é muito confortável, poltronas estofadas novas e confortáveis (talvez as pessoas de maior estatura não concordem, porque eu vi uns homens que pareciam estar apertados em seus assentos), ar condicionado em temperatura agradável e boa acústica para o teatro.

Parece besteira reparar na acústica, mas eu não gosto do teatro Gazeta, entre outras razões, pela péssima acústica que dificulta muito ouvir o que os atores falam.

Sobre a peça, muitos elogios da minha parte.

Peças desse tipo são um risco para quem faz e para quem assiste, porque ou é muito bom ou é um lixo. Não tem distrações, não tem muito o que ver. Ou os atores dão conta, ou já era. E eles dão muita conta do recado. Você se envolve, se emociona, sente amor, calor, ódio e a loucura dos personagens.

A história é uma biografia dos escultores franceses Auguste Rodin e Camille Claudel. Ele, um artista que viveu muitos baixos antes de ser consagrado pela crítica e reconhecido pelos amantes de artes. Ela, uma artista nata, que sofreu por ser mulher em tempos que mulheres não tinham valor a não ser para virar esposas obedientes e mães devotas.

Uma história intensificada pela atuação do par, Melissa Vettore e Leopoldo Pacheco, uma cenografia adequada, uma boa iluminação, texto e direção alinhados.

Valeu a pena sair num domingo chuvoso de casa.

Se você se interessou, corra, porque a peça só tem 1 sessão por dia (somente nos finais de semana) e termina no final do mês*.

Local: MASP - Avenida Paulista, 1578 (próximo ao metrô Trianon)
Infos: www.masp.art.br
Ingressos: R$15,00 a R$50,00 (varia de acordo com o dia da semana, meia e inteira)

*Devido ao sucesso, a temporada foi estendida até o final de maio/2013. (atualizado em 05/04/2013)
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Hora do Planeta: apague suas luzes por 60 minutos!

Quem nunca participou ou nunca ouviu falar da Hora do Planeta anda vagueando pelas páginas erradas da internet e nunca assistiu televisão na vida!

O ato simbólico promovido pela WWF, entidade não governamental internacional, que visa conscientizar as pessoas ao redor do mundo sobre os problemas ambientais, já é realizado há muitos anos e já conta com a participação de empresas diversas, grandes redes de comunicação e até do poder público.

Nos últimos anos, durante a Hora do Planeta, que acontece às 20h30 local em cada um dos países participantes, diversos monumentos e edifícios públicos têm suas luzes apagadas por 1 hora, além de muitas residências que participam por 1 horinha, num sábado à noite (já aconteceu em domingos em outros anos).

Eles chamam este projeto de ato simbólico, porque é claro que apenas 1 hora de luzes apagadas não vai mudar os rumos da natureza, mas mostra que muitas pessoas foram tocadas pela mensagem de urgência no cuidado com o nosso planeta.

Se você quiser saber mais sobre este e outros projetos da WWF, pode acessar o site deles e ver como você pode ajudar, com pequenas medidas, a reduzir os danos causados no nosso planeta.

Data: 23 de março de 2013 - sábado
Horário: das 20:30 às 21:30
Local: em todas as partes do MUNDO!!!