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5 de fevereiro de 2024

Filme: O Homem Ideal (Ich Bin Dein Mensch)

Noite de sexta, cansada, procuro por um filme água com açúcar para assistir, vejo o título do filme, me parece o filme ideal.

A surpresa foi descobrir que o filme é alemão (na imagem do cartaz tem a indicação de que ele foi o indicado da Alemanha para o Oscar, mas no catálogo da HBO não tinha essa informação), quase desisto, porque gosto de filmes no idioma original e eu não sei alemão, mas decido colocar a legenda em português e bora assistir.

O filme parece mais antigo, mas ele foi lançado em 2021. Acho que o cenário da cidade e as roupas dos personagens me fazem confundir com tempos não modernos.

Isso logo se explica, porque a protagonista é uma pesquisadora que trabalha num Museu e veste roupas sóbrias, para não dizer muito sem graça.

O filme não começa mostrando quem ela é, mas ela entrando no que parece uma casa de dança reservada a pessoas especiais para se encontrar com um homem bonito que começa o encontro com um xaveco meio batido. Enquanto dançam ele dá pau, então descobrimos que se trata de um robô humanoide.

A trama toda está nesse "homem ideal" que na verdade é uma criação eletrônica, cuja inteligência artificial usa de informações pré-carregadas através de um questionário que pessoas convidadas a participar do experimento responderam e que vai se alimentando de informações no dia a dia, durante 3 semanas de convivência com o humanoide.

Entre situações engraçadas e outras um pouco desconfortáveis, o filme vale a reflexão de como seria a vida se todos tivessem acesso à pessoa dos seus sonhos, o ideal perfeito, sem falhas, com todas as características que vocês mais desejasse.

Que fim teria a humanidade com uma coisas dessas em casa?

Assista e tire suas próprias conclusões. Se não achar nada para pensar, pelo menos vai se divertir com as situações no desenrolar dessa relação.

15 de janeiro de 2024

Livro: Sem Coração, de Marissa Meyer (Heartless)

Eu peguei esse livro anos atrás, porque tinha gostado da capa e porque dizia contar sobre a origem da Rainha de Copas, a personagem que apareceu nos desenhos da Disney como uma mulher gorda, e na versão live action como uma mulher de cabeça enorme!

Quando comecei a ler pela primeira vez, não passei das primeiras páginas, porque parecia uma história tão sem graça de uma moça, filha de marquês, que gostava mesmo era de fazer doces e bolos, num reino, o de Copas, onde nada de muito interessante acontecia e que vivia em paz.

Então, eu o tinha deixado de lado.

Num dado momento, me vejo precisando de um livro com uma história bem tranquila para ler antes de dormir e eu lembrei desse conto de fadas, que era puro açúcar (tem cada descrição dos doces que ela fazia para cada ocasião...), seria perfeito para ler sem ter muitas emoções na cama e conseguir pegar no sono.

Já dizia o velho ditado: "não julgue um livro pela capa". 

Pois é, apesar da descrição da imagem que ilustra esse post dar a entender que estamos falando de um conto de fadas, precisamos lembrar quem é a Rainha de Copas que conhecemos antes desse livro de título ilustrativo, "Sem Coração" ou Heartless no original.

O livro que começa quase enfadonho, vai ganhando cores quando ela descobre outro amor, além de seus doces e bolos, toda emoção que acontece no pacato reino de Copas e muitos desdobramentos com o tal do espelho que a gente já conhece das histórias de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho.

Com descrições incríveis feitas pela autora, você embarca numa viagem pelo País das Maravilhas, conhece novos e reconhece velhos personagens, e de livro açucarado, ele passa por uma fase menos doce até virar amarga.

Assim como Alice no País das Maravilhas nos traz muitas analogias para a vida, Sem Coração nos mostra como a vida e seus desdobramentos podem transformar uma deliciosa mousse de chocolate em torta de jiló.

6 de fevereiro de 2023

Livro: A Biblioteca da Meia-noite, de Matt Haig

Eu estava dando uma olhada nas postagens e cadê que eu encontro um post sobre esse livro? Aliás, entre 2020 e agora, eu li tanta coisa, mas descobri que não postei nada, então vamos escrever sobre livros!

Eu encontrei esse livro ao acaso, naquelas buscas por algo diferente para ler. Eu pensei que fosse uma coisa no estilo do filme "Meia-noite em Paris", mas não tinha nadinha a ver.

O livro começa com uma mulher que está desgostosa com a vida, cheia de ressentimentos e decepções, até que num dado momento, em que ela está entre a vida e a morte, se encontra numa imensa biblioteca.

Nada mais apropriado para quem tinha nos livros sua companhia durante a vida.

Mas essa biblioteca é diferente, porque cada livro é a porta para uma vida que ela gostaria de ter vivido se tivesse escolhido outros caminhos ao longo da sua vida e ela tem a oportunidade de experimentar essas vidas para escolher em qual gostaria de acordar.

Casada, solteira, celebridade, anônima, cientista, entre tantas possibilidades, o que você escolheria?

Se você já se pegou pensando "e se..." vai adorar viajar pelos "e se..." da protagonista dessa história diferente de tudo o que eu já havia lido.

Se você já pensou que talvez a morte seja o melhor caminho para quem parece não dar sorte em nada, que tal ler esse livro e renovar suas esperanças pela vida?

Boa leitura!


22 de agosto de 2022

Livro: O Dicionário das Palavras Perdidas de Pip Williams

Foi o título do livro que me fez dar uma olhadinha pro lado e conferir o que estava escrito na sinopse do livro e fiquei, para dizer o mínimo, curiosa.

Vou começar falando da autora. A Pip é nascida em Londres e vive na Austrália, o que explica as referências usadas na história, comparando o fim do século XIX e o começo do século XX em temas políticos e sociais entre os dois países, o que torna esse romance uma aula de História, além de tudo.

A história é incrível.

Para ser bem sincera, começa meio morna, mas eu recomendo que você siga a leitura. Eu comecei como leitura de cama, aquela para pegar no sono. O começo até funcionou, mas depois, eu queria tanto saber o que vinha depois, que no final eu acabei acordada até altas horas para concluir o livro.

Aliás, na versão em português (agora eu preciso ler em inglês) a tradutora colocar observações importantes, já que havia a necessidade de se respeitar a ordem alfabética da publicação do dicionário e traduzir com palavras que significassem a mesma coisa, com a mesma proximidade de letras não foi tarefa fácil, mas magistralmente realizada. Todo meu respeito à tradutora que teve todo esse cuidado para que a história não perdesse sua essência e coerência.

Lá, depois que a história termina também tem o histórico sobre a autora e o que a levou a escrever essa história. Vale a pena ler todas as páginas, inclusive das referências utilizadas pela autora, que fez uma pesquisa de verdade para saber a história da criação do dicionário de Oxford, dos fatos concomitantes da época e juntar a isso um romance emocionante.

Agora que eu comentei tudo isso, acho que vale falar do que se trata o conto. rs

Esse é um romance baseado na história real da criação do primeiro (sim, primeiro) dicionário de Oxford, aquela instituição famosa e super conceituada da Inglaterra.

Conta sobre os personagens reais que compuseram a equipe original da elaboração do dicionário e junto a isso a autora cria uma personagem, a pequena Esme, que vai crescendo naquele ambiente de palavras, num momento em que as mulheres eram educadas, normalmente, para serem donas de casa e mães.

Tirando a Esme, que a autora diz ao final se tratar de uma personagem ficcional, as demais mulheres citadas de fato existiram e fizeram parte da equipe do dicionário, formal ou informalmente. Claro que sem qualquer protagonismo e sem que seus nomes constassem do dicionário em si, mas estão nos documentos e imagens disponíveis em Oxford sobre a história do dicionário real.

A história começa em 1880, conta como são as pessoas, a divisão da sociedade, apresenta mulheres de diferentes classes sociais, diversos temas que envolvem o papel dos homens e das mulheres.

Fala sobre as lutas feministas, incluindo a liberdade sexual, sufrágio universal (que na época não nem se discutia o universal da maneira como pensamos hoje), o direito a educação formal e reconhecimento profissional, constituição de família, a opção pela não maternidade e não casamento, independência, além das questões sobre a primeira Guerra Mundial, que ceifou a vida de milhares de jovens, jovens demais.

Esse livro vale a leitura por muitas razões para muitos públicos e todas as faixas etárias.

Se você gosta de romance, drama, História e palavras, vai curtir a viagem que nos leva Pip.

Boa leitura! 

15 de novembro de 2021

Filme: Cinderela (Amazon Prime Video 2021)

Vamos começar do começo: é muito importante destacar que se trata de um musical bem musicado. Assim, muito cheio de músicas no lugar de falas. Bastante música mesmo!

Eu chamo atenção para esse fato, porque eu tenho uma amiga que não suporta musicais e eu tenho quase certeza que ela não suportaria esse de tanta música que tem. rs

Agora vamos aos comentários sobre essa nova adaptação do conto de fadas conhecido por Cinderela que, como todos sabem, trata-se de uma linda moça que é feita de servente pela sua madrasta e que é, igualmente, maltratada pelas filhas de sua madrasta, e que é "salva" por uma fada madrinha e precisa sair da festa até meia-noite, sai correndo, perde o sapatinho e é encontrada pelo príncipe, se casam e vivem felizes para sempre.

SÓ QUE NÃO!

Algumas coisinhas foram alteradas nessa versão (muitas coisas), mas para não dar spoiler, vou me ater ao que o trailer apresenta.

O elenco é muito bom. A madrasta é a Idina Menzel, que ficou mais conhecida por ser a voz da princesa do gelo, Elsa, em Frozen. A Cinderela, como se pode ver no cartaz, é Camila Cabello que virou sensação desde que deixou o grupo Fifth Harmony, com quem fez fama ao participar do reality show musical, The X Factor.

Uma grande mudança é a fada madrinha, interpretado por Billy Porter, que na versão Disney ostentava a forma de uma vovózinha com asas e agora é um ousado fado (como fala isso em português?) padrinho quase drag totalmente fashion e estravagante. Aliás, combinou super bem com as mudanças da adaptação. Ia ser ridículo ter uma fada madrinha doce e delicadinha.

O destaque principal nessa versão é o fato de Cinderela querer ser empresária. Ela não tem aquela imagem super frágil do desenho de 1940. O sonho de Ella, apelido de Cinderela, é ter seu ateliê de costura e vender suas produções para as moças da cidade.

No reino, o príncipe não quer ser rei e tem uma irmã que quer, mas o rei deseja seguir as tradições e fazer seu filho se casar para herdar o trono. Nessa confusão toda, Ella e o príncipe vão se conhecer, mas o felizes para sempre não é do jeito Disney.

Acredito que essa versão, ainda que mantenha o romantismo do antigo conto de fadas, tenha trazido uma pitada de feminismo boa para se apresentar às novas crianças, porque o mote da história é dizer que a sociedade vai estar contra você, mas se você insistir pode acabar encontrando pessoas que te entendam e te ajudem a encontrar o caminho para a realização do seu sonho.

A mensagem de "mulher pode ser o que ela quiser" e não só isso, cada um pode ser o que quiser (vide o príncipe e a irmã do príncipe) fez com que eu curtisse o filme.

Fica um último alerta: apesar da mensagem ser dirigida para meninas por volta de uns 8 a 12 anos, as músicas usadas no filme só fazem sentido para quem tem seus 40 anos... só para dar um exemplo, uma das músicas é Material Girl, da Madonna, lançado em 1984.

É divertido, mas não passa de um sessão da tarde para assistir com as crianças e só está disponível no Prime Video da Amazon.

2 de março de 2020

Livro: Paris para um, de Jojo Moyes

Paris sempre é um bom chamariz para o título de um livro, ainda mais quando se volta a estudar francês (eu ainda estou no básico de onde eu parei rs).

A autora é conhecida de todos por causa da série que começa com "Como eu era antes de você", que virou um filme que faz chorar feito criancinha.

Aliás, nem tive coragem de ler o livro depois de assistir o filme numa tarde qualquer, na TV. O que eu chorei...

Eu nem sabia bem se queria ler algo dela, porque tinha receio de que fosse tudo no mesmo tom, mas esse livro nem é uma história inteira. São contos. Sim, românticos, mas são contos, o que torna a leitura de cabeceira mais fácil, porque você consegue terminar o conto todo antes de dormir.

Tem um tom de tragédia no conto principal, mas o desenrolar é bem interessante (não posso escrever muito, senão acabo dando spoiler).

Se você quer passar do trauma de "Como eu era..." esse pode ser um começo.

1 de maio de 2017

Filme: A Bela e a Fera (live action) com Emma Watson

Como não amar? O filme é uma adaptação de um conto de fadas francês e que foi feito para encantar os fã das histórias no estilo Disney.

O filme segue, na maior parte, a mesma história que foi apresentada pela Disney, numa das mais belas animações do estilo tradicional (que eram feitas quadro a quadro, à mão), lançado em 1991, mas teve algumas adaptações, como a aparição de personagens declarados gays (no desenho o Le Fou é só um bobalhão desengonçado e puxa-saco).

Se você ainda não assistiu, recomendo fortemente levar uns lencinhos, porque a emoção corre solta, seja por nostalgia, seja pelo encantamento causado pelos lindos efeitos e, claro, pela história sobre preconceito e aceitação, temas tão antigos e tão atuais.

Além do preconceito com o que é "feio" e "imperfeito", tem o preconceito contra a mulher, que deveria ser frágil, vaidosa e iletrada, mas tem como protagonista uma mulher decidida, ávida por conhecimento e muito independente.

Li muitas críticas negativas (exceções), mas, sinceramente, quem está criticando o filme não deveria mesmo ter ido assistir.

Gente que não gosta de musical, não pertence ao rol de público alvo da Disney, nesse tipo de filme. Quem não curte musical e ainda assim quer ter algum vínculo com a Disney deve assistir ao Piratas do Caribe ou Os Vingadores.

Quem acha Bela e a Fera infantil, não deveria ter ido assistir também. O filme é baseado no desenho lançado em 1991, esperava o que? Cenas de sexo? Violência no estilo Os Vingadores?

A Disney tem seus fãs, que amam os clássicos, não pela idade, mas só pelo encantamento.

Se você é desses que gostam de emoção inocente, belas músicas, lindos figurinos com muita emoção, vai amar com certeza.

Ah, e ouça a nova música no final, que é cantada pela Celine Dion, voz do clipe original da música tema de 1991 com Peabo Brison, que agora é cantada por Ariana Grande e John Legend.

10 de abril de 2017

Livro: Orgulho e Preconceito de Jane Austen

Essa é a capa da edição econômica que eu comprei numa promoção da Saraiva, muito tempo atrás, mas a Martin Claret está relançando seus clássicos em versões capa dura com detalhes dourados que são lindas demais.

Mas como o que importa é o conteúdo, vamos ao que interessa.

É impressionante ler Orgulho e Preconceito (não li as outras histórias do livro), pensar que o texto foi escrito em 1797 e trata de um tema tão atual: o feminismo e o poder de uma mulher com vontade própria.

Se você lembrar que a história foi escrita numa época em que mulheres eram criadas para serem donas de casa e, de preferência, absolutamente submissas e não pensantes, é um choque imaginar que uma mulher daquela época pensou em algo que só viria a acontecer muitos séculos depois, como ter vontade própria, dizer não e impor respeito perante os homens.

A personagem principal, Elisabeth, é uma dessas mulheres que não chamariam a atenção numa sala cheia de beldades, mas que se não era a mulher mais linda do salão, era sem dúvida a com mais personalidade, o que acaba encantando o todo metidinho do Darcy, que foi criado num mundo machista, apesar de ser um cavalheiro tipicamente londrino: educado, mas que achava que lugar de mulher era na cozinha ou coisa parecida, e que não existia mulher inteligente.

Leitura importantíssima para o momento que vivemos, mostrando que as mulheres devem se valorizar e que os homens (claro que não são todos) precisam entender que mulher merece respeito pelo simples fato de ser humana e não só por seu gênero.

Dica, se você for comprar a versão em português, compre as edições da Martin Claret. Eu cheguei a tentar ler de outras 2 outras editoras, mas a tradução da Martin é a mais bonita. A história é a mesma, mas a escolha das palavras faz toda a diferença e dá o tom adequado para o texto da Jane Austen.

19 de dezembro de 2016

Livro: Mar da Tranquilidade (The Sea of Tranquility) de Katja Millay

Sinceramente, esse é um daqueles livros que eu teria passado batido se visse na livraria ou numa lista de indicações, porque o título não me remete a nada e a capa faz parecer um daqueles romances bobinhos.

Para minha sorte tenho uma amiga que adora indicar livros e como ela ia se desfazer desse, me ofereceu dizendo que acreditava ser do meu gosto.

Como ela não errou até então, aceitei o livro (e quem é que recusa livro de graça?) e decidi ler.

Sabe aquele livro que te fisga na primeira página, tem tantas incógnitas que te deixa louco por saber como é que será o desfecho da história?

Para mim, Mar da Tranquilidade foi exatamente assim. Não teve uma parte que eu julgasse desnecessária na história, e o livro me fez parecer louca em público, porque eu ria, franzia a testa de preocupação com os personagens, e por pouco não chorei dentro do ônibus lendo os capítulos finais.

Os personagens principais são adolescentes, no final do colegial (o equivalente ao ensino médio brasileiro), mas não são adolescentes quaisquer.

A Nastya é uma garota que guarda um passado sombrio no seu silêncio absoluto. Ela simplesmente não fala. Ela não é muda, ela escolheu ficar muda.

O Josh é um garoto com quem ninguém mexe. Não por ele ser algum tipo de valentão, somente porque na cidade, o nome dele está associado à morte. Toda a família do garoto está morta.

E tem o Drew, o típico garoto popular, lindo, atleta, xavequeiro e melhor amigo do Josh, uma combinação bem esquisita, mas que dá muita liga na história.

A fim de evitar spoilers, eu não posso entrar em mais detalhes, mas deixo algumas recomendações.

O livro, apesar de ter personagens adolescentes, trata de um tema bem tenso: a depressão e o que a falta de comunicação entre as pessoas pode acarretar na vida de cada indivíduo. Cada um dos personagens nos mostra um problema diferente e, apesar de não apresentar uma solução, nos leva a uma profunda reflexão de como tratamos nossos problemas e os problemas dos outros, sejam eles família ou amigos.

Recomendo muito a leitura para pais de jovens e para pessoas que estejam passando por problemas com a depressão.

"Não está tudo bem, mas eu sei que vai ficar." - Nastya

4 de maio de 2015

Filme e Livro: A Teoria de Tudo (The Theory of Everything)

Eu comprei o livro no mesmo dia em que fui assistir ao filme, ou seja, é claro que assisti primeiro e terminei de ler depois.

O filme é a versão romantizada da história de amor, lutas, sofrimento, preconceitos, e tantas outras coisas que mais ninguém, além deles mesmos, pode ter sentido.

E, vou adiantar o veredito, faça os 2: assista ao filme e leia o livro na ordem que você preferir, mas não deixe de fazer os dois.

Vale a pena para conhecer não só a história de vida do casal, mas da realidade da doença que, no caso dele, por alguma razão, decidiu deixá-lo viver para mostrar a mente brilhante aprisionada num corpo paralisado. Recentemente, li um artigo que diz que os médicos ainda não sabem dizer como nem o por quê, mas a doença dele estacionou e por isso ele segue vivo.

A história mostra um casal jovem, apaixonado, que tinham toda uma vida pela frente e a prova de que por trás de todo grande homem, existe uma mulher fenomenal.

Claro que eles deram sorte de estarem rodeados por ótimos amigos e admiradores, como alguns alunos que o ajudavam a transpor escadas e degraus nos antigos campus das universidades europeias, e vez ou outra davam uma mãozinha com um ou outro cuidado que exigiam toda a força física possível na residência deles e em viagens.

Digam o que quiserem, mas esse homem não teria começado a incrível jornada de mostrar ao mundo que a doença seria somente um coadjuvante na vida dele, se ela não tivesse aparecido com toda sua paixão e coragem na vida dele.

Casaram cedo, nunca fizeram planos de longo prazo por desencorajamento dos médicos e da família dele, mas ela nunca desistiu de fazer o que se propôs: mostrar a mente brilhante de Stephen a qualquer preço.

Aos trancos e barrancos, sem dinheiro, sem financiamento adequado para os custos da doença, sofrendo com a inveja alheia pela fama do gênio, ela fez de tudo.

O filme não mostra, mas o livro também é uma crítica ao sistema britânico de previdência e assistência social, que nunca deram suporte ao doente, porque não viam razão para tal. Diziam que ele não precisava de cuidados especiais, ainda que sofresse para respirar sem aparelhos e necessitasse de cuidados médicos quase 24 horas por dia, principalmente nos períodos de frio, o que é quase o ano inteiro na Inglaterra.

Como a própria Jane relata, eles ainda tinham como se socorrer, pedindo ajuda à universidade que tinha interesses no vínculo de Stephen à instituição e vez ou outra cedia aos pedidos desesperados dela, ainda mais quando outras universidades começaram a flertar com ele em troca de melhores condições de vida e apoio financeiro. E com isso, ela criou um movimento em prol das pessoas com necessidades especiais para tornar os lugares mais acessíveis, além de mostrar que o diagnósticos de doenças como esse só é uma pena de morte àqueles que são abandonados pelo sistema.

Talvez isso seja um tipo de "spoiler", mas eu terminei o livro com um pouco de raiva do Stephen e sua eventual falta de consideração com uma mulher que, em determinados momentos, deixou sua vida em décimo plano para que ele pudesse alcançar seu auge, sendo sua esposa, mãe dos seus filhos, enfermeira, faxineira, motorista, secretária e tantas outras coisas.

Não há como não admirá-la por tudo e desejá-la felicidades eternas por tudo o que ela fez por ele e pela ciência.

20 de abril de 2015

Filme: A Culpa é das Estrelas (The Fault In Our Stars)

Esse é o tipo de filme que eu não assisto no cinema de jeito algum, porque é choradeira na certa e eu prefiro fazer isso escondida em casa.

Enquanto eu assistia ao filme A Culpa é das Estrelas, eu associei essa história com uma série japonesa, baseada na história real de uma garota com uma doença degenerativa terminal, chamada "Iti ritoru no namida", em tradução livre, um litro de lágrimas.

Quem assistiu a série (eu não quis, mas conheço a história, porque existe um blog) sempre diz que 1 litro de lágrimas é o mínimo que você chora assistindo.

Esse filme não é muito diferente, apesar de mostrar muitas partes humanas e alegres, mesmo com uma doença grave e sem esperança de cura, no caso dos personagens apresentados.

A história rola em torno do casal interpretado pela Shailene Woodley (Hazel Grace) e por Ansel Elgort (Augustus), atores que podem ser vistos na série Divergente, ela como a heroína e ele como irmão da heroína.

Eles se conhecem no grupo de apoio da igreja da cidade, onde jovens com câncer contam suas histórias e tentam se dar apoio. Hazel, a jovem protagonista de 16 anos, não queria participar do grupo, mas é forçada pelos pais que acreditam ser uma maneira de ela conhecer jovens de sua idade, uma vez que ela não consegue frequentar a escola por conta do avanço de sua doença, onde acaba conhecendo Augustus, que pensava curado de um câncer e que só vai às reuniões para apoiar seu amigo.

No desenrolar da história, os altos e baixos da doença dão o tom dramático apresentado de forma elegante, fazendo com que a doença não seja o destaque chocante da história, mas com foco nos personagens e suas histórias, suas lutas diárias e suas realidades com a doença, a família e amigos.

Gostei muito do filme e vale para uma reflexão sobre vida e morte, mas aviso, pegue a caixa de lenços, dependendo do caso, uma toalha, e assista.

13 de abril de 2015

Filme: O Quarteto Fantástico (The Fantastic Four)

Na época em que foram lançados os 2 primeiros filmes eu nem dei muita bola, porque eu lembro que nem era dos meus desenhos favoritos durante minha infância, ainda que eu sentisse alguma simpatia pelo homem de pedra. Achava legal o cara ficar em pé e do nada um monte de pedras grudar nele. rs

E foi num desses dias sem nada de bom na televisão, enquanto eu arrumava a bagunça de um pós viagem, resolvi parar num dos canais de Telecine para assistir os 2 filmes em sequência: "O Quarteto Fantástico" e o "O Quarteto Fantástico: O Surfista Prateado" (4: Rise of the Silver Surfer).

Um foi lançado em 2005 e o segundo em 2007.

Nem lembro se fez muito sucesso ou não, mas com certeza não teve o mesmo impacto que Os Vingadores (The Avengers), tanto é que o mesmo ator que faz o Johnny Storm ou homem tocha, foi escalado para fazer outro herói da Marvel, o Capitão América, o que não deveria acontecer, já que todos eles tem sequências e se eles quisessem juntar todos os heróis, não teriam como usar o mesmo cara fazendo 2 personagens importantes.

Ok, o Chris Evans é lindo e prefiro ele como Capitão América, já que como Tocha, não dá para ver o rostinho lindo dele na tela, além da diferença de caráter dos 2 personagens: o Tocha é um cara metidinho, tipo playboy, e o Capitão América é o cara todo altruísta.

O primeiro filme parece super atropelado. Eles tentam explicar tudo muito rápido e o roteiro parece perdido.

As atuações não são ruins e tem umas partes engraçadas, como quando a Mulher Invisível (Jessica Alba) está aprendendo a controlar seu poder de invisibilidade e aparece seminua (para alegria dos marmanjos, eu imagino) na ponte do Brooklin. Mas se você não conhece a origem dos poderes, assistir o primeiro é quase inevitável, apesar de ser muito fraco.

O segundo já é melhor e mostra uma versão melhorada dos próprios personagens, além dos problemas típicos de super celebridades, no que se tornam os heróis da saga após a primeira aparição em Nova York.

Vale quase uma sessão da tarde, afinal, nada mais será igual depois de Os Vingadores.

E se você acha o Senhor Fantástico digno deste nome, vai curtir assistir à atuação de Ioan Gruffudd na série policial, Forever, no qual ele é o doutor Henry Morgan.

21 de outubro de 2013

Comida: New York City e
Filme: Um dia (One Day)

O New York City Burger é um restaurante e lanchonete que fica dentro do shopping Frei Caneca, um shopping conhecido por ser mais cultural do que comercial.

O shopping tem o Espaço Itaú de Cinema, que tem foca nos filmes alternativos, além de alguns títulos mais comerciais e um confortável teatro no 7° piso.

Foi numa das minhas idas para assistir uma peça de teatro que eu conheci o restaurante, com atendimento cordial e atencioso, e um cardápio para agradar todos os gostos.

Eu fui de peixe assado no ponto, bem temperado, com purê de batata, além de ter pedido uma porção de batatas rústicas gostosas.

Eu bebi refrigerante, mas o cardápio conta com uma boa variedade de cervejas e vinhos, que por sinal foi a bebida mais pedida nas mesas ao meu redor.

Para a sobremesa pedi o cheesecake da casa com calda de de morango, que veio num prato decorado com a calda e um pedaço muito bem servido.

Vale uma visita com calma, sozinho ou, como a maioria, em casal.
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Um Dia (One Day) é um desses filmes que eu escolhi pelo elenco, sem saber do que se tratava.

Anne Hathaway (a eterna princesa de Genóvia da Disney) e Jim Sturgess (protagonista do filme Quebrando a Banca) valem a pena mesmo. O filme começa como romance e se converte num drama de tirar o fôlego.

Os 2 personagens tem origens bem diferentes e se conhecem no dia da formatura, meio ao acaso. Ele é um garoto mimado, rico, mulherengo e que sonha em ser uma celebridade. Ela é uma garota pobre, toda certinha e que sonha ser escritora.

O filme mostra uma data, 15 de julho e o que acontece nesta data durante 20 anos da vida dos 2. Sempre vivendo suas vidas separados, viram amigos inseparáveis, e todo dia 15 de julho eles se veem ou falam.

Gostei do filme que mostra que nossas escolhas podem ser a diferença entre o sucesso e o fracasso, e que sonhar é necessário.

A parte final (sem spoiler, eu juro) lembra um pouco o filme Cidade dos Anjos, com Nicolas Cage e Meg Ryan.

7 de outubro de 2013

Filme: Magic Mike,
Teatro: Intimidades e
Review: Teatro Eva Herz

Esse é um daqueles filmes que eu assisti, porque era o único que estava passando naquele horário que eu ainda não tinha assistido e calhou de estar começando. Eu não sou nenhuma puritana, mas fiquei constrangida de ver a maioria das cenas.

Fiquei imaginando se é assim mesmo que funciona a mente desses caras, se é assim mesmo que é a vida deles e se as mulheres que vão nessas festinhas ficam tão loucas e desinibidas como aparece no filme.

Magic Mike conta a história de Mike (Channing Tatum), um cara que sonha com um empreendimento e busca o financiamento para seu sonho com o dinheiro que ganha como stripper profissional.

Veterano dos palcos, decide ajudar um garoto que conhece em outra de suas atividades e acaba perdido no deslumbre do dinheiro, das drogas, da farra e das mulheres fáceis.

Nojento mesmo é o papel que faz Matthew McConaughey, no papel de dono da boate, que fala como se todas as mulheres fossem bobas e todos aqueles homens, pedaços de carne.

Como colírio, esse filme tem seu objetivo atingido. Acho o Channing um tipo camarão (como diziam uns amigos sobre mulheres feias, você tira a cabeça e...), mas que ele tem um corpão, não dá para negar. O tio Matthew também não deixa nada a desejar. E o restante do elenco completa o "prato". Mas não espere nada além de coreografias bem ensaiadas e muitos corpos sarados com bumbuns de fora, porque de conteúdo ou moral, este filme é zero!

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Para compensar a ausência de inspiração do filme, segue a dica da peça Intimidades que está em cartaz por mais 2 semanas, no Teatro Eva Herz, localizado dentro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

A peça é cheia de emoções diversas, intensa. Num momento você dá uma risada (são poucas, porque não é uma comédia) e de repente você prende a respiração de tantas emoções numa mistura de romance, drama e comédia.

Muito boa as atuações, você se envolve com o drama do casal que passa por uma crise em todos os sentidos. Entre memórias do passado, boas e más, eles gritam, se amam, nos deixam boquiabertos.

Recomendo.

Sobre o Teatro Eva Herz, que eu visitei pela primeira vez.

O teatro é novo, muito confortável, com cadeiras que inclinam levemente e não te obrigam a ficar na posição 90°. O palco é baixo, o que dá aquela sensação de estar dentro da peça e o som estava muito bom no dia que eu fui.

O porém é que o Conjunto Nacional não dispõe de estacionamento, mas não é difícil conseguir um. Na Alameda Santos, o estacionamento que fica de frente para uma das entradas do Conjunto Nacional, tem preço único a partir das 18h e fica aberto até às 2h. Existem outras opções na Av. Paulista, como o estacionamento do Caesar Business, que tem preço fixo para um período de 6 ou 12 horas, com entrada a partir das 17h.

Essas são boas opções, porque você pode sair do teatro e comer em algum lugar lá perto para não gastar duas vezes o estacionamento numa região que o valor da diária é uma facada no coração.

Intimidades
Datas: todas terças e quartas, até 16 de outubro de 2013
Horário: às 21h
Ingresso: R$40,00

24 de junho de 2013

Filme: A Garota da Capa Vermelha (The Red Ridding Hood) e
Evento: 35ª Noite de Julho Coopercotia

A Garota da Capa Vermelha (The Red Ridding Hood) é um filme baseado no antigo conto infantil conhecido como A Chapeuzinho Vermelho, mas com um foco diferente de como é a vida da garotinha que usa uma capa vermelha.

A cenografia do filme traz um tom sombrio, com o toque do romance entre a Chapeuzinho e sua alma gêmea, além do suspense para descobrir, afinal, quem é o Lobo Mau.

Uma história com um Q de conto de fadas, mas numa versão adulta muito interessante, segurando o mistério até o final do filme.

Não é minha adaptação favorita de contos de fadas para adultos, mas é uma boa opção para assistir nesse friozinho, embaixo das cobertas, com um pacote de pipocas e uma boa companhia.
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35ª Noite de Julho Coopercotia

A já tradicional Noite de Julho do Clube Coopercotia acontece este ano no mês de junho. Não sei ao certo o que aconteceu para a alteração de datas, mas o fato é que o evento manteve o nome, mesmo no mês "errado".

Entre aspas, porque a festa sempre foi com o tema de festa junina, ou seja, o mês correto é mesmo junho.

Eu acho essa a melhor festa junina de todas. Faz muito frio, porque é num clube, com muita área aberta, ou seja, prepare-se para o vento gelado cortante e prefira calçados de couro, porque o chão é de terra batida. Nada de salto, nem de tênis novo.

Leve dinheiro, porque o pagamento tem que ser em dinheiro. E leva bastante, porque com aquelas delícias todas, você vai querer comer de tudo e muito. Tudo é feito pelos diversos departamentos do clube, ou seja, comidinha caseira. Delícia!

Paralelamente, acontecem shows diversos no palco do ginásio de esportes, onde há um bazar com produtos diversos e mesas para comer pratos como udon.

Para finalizar, uma queima de fogos esperada pelos que vão até lá todos os anos.

Programa para a família toda!!!

Data: 29 de junho de 2013 - sábado
Horário: das 16 às 23h
Local: Clube Coopercotia - Rovodia Raposo Tavares, Km 19 - Rua Valentim Nicolai, s/nº
Infos: www.clubecoopercotia.com.br - 3782-1227
Convites: R$18,00 (R$23,00 no dia)

18 de março de 2013

Teatro: Camille e Rodin
Evento: Hora do Planeta WWF

Já tinha umas semanas que eu estava interessada em assistir a peça que inaugura um novo espaço do MASP - Museu de Arte de São Paulo, o Auditório do MASP.

O Auditório do MASP é muito confortável, poltronas estofadas novas e confortáveis (talvez as pessoas de maior estatura não concordem, porque eu vi uns homens que pareciam estar apertados em seus assentos), ar condicionado em temperatura agradável e boa acústica para o teatro.

Parece besteira reparar na acústica, mas eu não gosto do teatro Gazeta, entre outras razões, pela péssima acústica que dificulta muito ouvir o que os atores falam.

Sobre a peça, muitos elogios da minha parte.

Peças desse tipo são um risco para quem faz e para quem assiste, porque ou é muito bom ou é um lixo. Não tem distrações, não tem muito o que ver. Ou os atores dão conta, ou já era. E eles dão muita conta do recado. Você se envolve, se emociona, sente amor, calor, ódio e a loucura dos personagens.

A história é uma biografia dos escultores franceses Auguste Rodin e Camille Claudel. Ele, um artista que viveu muitos baixos antes de ser consagrado pela crítica e reconhecido pelos amantes de artes. Ela, uma artista nata, que sofreu por ser mulher em tempos que mulheres não tinham valor a não ser para virar esposas obedientes e mães devotas.

Uma história intensificada pela atuação do par, Melissa Vettore e Leopoldo Pacheco, uma cenografia adequada, uma boa iluminação, texto e direção alinhados.

Valeu a pena sair num domingo chuvoso de casa.

Se você se interessou, corra, porque a peça só tem 1 sessão por dia (somente nos finais de semana) e termina no final do mês*.

Local: MASP - Avenida Paulista, 1578 (próximo ao metrô Trianon)
Infos: www.masp.art.br
Ingressos: R$15,00 a R$50,00 (varia de acordo com o dia da semana, meia e inteira)

*Devido ao sucesso, a temporada foi estendida até o final de maio/2013. (atualizado em 05/04/2013)
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Hora do Planeta: apague suas luzes por 60 minutos!

Quem nunca participou ou nunca ouviu falar da Hora do Planeta anda vagueando pelas páginas erradas da internet e nunca assistiu televisão na vida!

O ato simbólico promovido pela WWF, entidade não governamental internacional, que visa conscientizar as pessoas ao redor do mundo sobre os problemas ambientais, já é realizado há muitos anos e já conta com a participação de empresas diversas, grandes redes de comunicação e até do poder público.

Nos últimos anos, durante a Hora do Planeta, que acontece às 20h30 local em cada um dos países participantes, diversos monumentos e edifícios públicos têm suas luzes apagadas por 1 hora, além de muitas residências que participam por 1 horinha, num sábado à noite (já aconteceu em domingos em outros anos).

Eles chamam este projeto de ato simbólico, porque é claro que apenas 1 hora de luzes apagadas não vai mudar os rumos da natureza, mas mostra que muitas pessoas foram tocadas pela mensagem de urgência no cuidado com o nosso planeta.

Se você quiser saber mais sobre este e outros projetos da WWF, pode acessar o site deles e ver como você pode ajudar, com pequenas medidas, a reduzir os danos causados no nosso planeta.

Data: 23 de março de 2013 - sábado
Horário: das 20:30 às 21:30
Local: em todas as partes do MUNDO!!!

12 de novembro de 2012

Filme: E se fosse verdade
II Congresso Brasileiro de Direito Empresarial e Cidadania e
Eventos no Feriado

E se fosse verdade (Just Like Heaven) é um filme de 2005, estrelado por Reese Whiterspoon, a eterna advogada de Legalmente Loira, e Mark Rufalo, o Hulk dos Vingadores, uma comédia romântica, com uma pitada de drama e uns assuntos sérios por trás da piada.

No filme, ela é uma médica, que abriu mão de sua vida social e amorosa em nome de sua carreira brilhante. Ele, um cara cheio desanimado com as perdas da vida. Seus caminhos se cruzam da forma mais inusitada possível, quando ele aluga o apartamento de Elisabeth (Reese) que se encontra em coma após um grave acidente, e ela aparece no apartamento, como uma alma perdida.

Aos poucos e fantasminha vai se encantando por David (Mark) que decide ajudá-la a descobrir onde o corpo dela está.

O filme aborda a questão de abrir mão de outras partes da sua vida em função da profissão, um dilema muito comum enfrentado pela maioria das pessoas.

Na sequência, apresenta a história sobre vida e morte, além da questão da separação entre corpo e alma (para quem acredita pode ser considerado um conto, para quem não, fica como ficção).

Acho que a parte mais intrigante do filme é a questão do desligamento dos aparelhos. No filme nós vemos o desespero da alma de Lizzie quando sabe que a família vai autorizar o desligamento dos aparelhos após 3 meses em coma. Se você tiver alguém nessa situação, vai pensar muito, porque fica a pergunta: e se for verdade???

Esse filme vai além da sessão da tarde. Não é um simples romance e, talvez, devesse ser usado em aulas sobre humanização no atendimento hospitalar, nos cursos de medicina, porque não temos como afirmar que esse filme é uma viagem total, afinal, existem pessoas que dizem ter vivido exatamente o retratado aqui.
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Imagem: Unicuritiba.edu.br
II Congresso Brasileiro de Direito Empresarial e Cidadania
V Publica Direito

Entre os dias 12 e 14 de novembro, a Unicuritiba, localizada na capital do Paraná, sedia o II Congresso Brasileiro de Direito Empresarial e Cidadania e o V Publica Direito, além de outros paineis abordando temas relacionados ao Direito Empresarial.

As inscrições para participação podem ser feitas até hoje, 12 de novembro de 2012, através do site da Unicuritiba, e abordará diversos temas relacionados ao Direito Empresarial e suas responsabilidades.

Local: Unicuritiba - Câmpus Milton Vianna Filho - Rua Chile, 1.678 - Curitiba/PR
Datas: 12 a 14 de novembro de 2012
Horários: nos dias 12 e 13, das 8:30 às 22h, e no dia 14, das 9 às 22:30

Infos: conbradec@unicuritiba.edu.br
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Exposição Bonecos do Japão – Formas de Oração, Encarnações de Amor, um passeio pela tradição milenar japonesa

Desde o dia 30 de outubro de 2012, a Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto, em parceria com a Fundação Japão, sedia a exposição que conta também com oficinas de origami e furoshiki.

As vagas para participar das oficinas são limitadas, mas o acesso a todo o evento é gratuito.

Data: até 30 de novembro de 2012
Horário: segunda a sexta, das 9 às 16h e sábados, das 10 às 16h
Local: Espaço Cultural e de Extensão Universitária - Av. Nove de Julho, 980 - Ribeirão Preto/SP
Infos: www.fmrp.usp.br

17 de setembro de 2012

Filme: Cartas para Julieta
Festival de Danças Folclóricas Internacionais

Quando lançaram Cartas para Julieta (Letters to Juliet), apesar da protagonista ser a linda e talentosa, Amanda Seyfried, não dei muita bola. A bem da verdade, se eu tivesse ido no cinema para assistir talvez não tivesse ficado muito satisfeita, mas é um filme lindinho para assistir em casa, ao lado de alguém especial e criar um clima de romance.

O filme é o romance perfeito. A começar pela ideia de que existe um lugar onde as pessoas, inspiradas pela tragédia romântica mais famosa, Romeu e Julieta, escrevem suas lamentações amorosas para Julieta e as deixam numa parede em busca de uma resposta.

As auto-intituladas "secretárias de Julieta" respondem todas as cartas deixadas, tentando consolar ou ajudar a iluminar os corações de quem escreveu o pedido de socorro.

É aí que, de repente, Sophie (papel de Amanda), uma turista na cidade italiana, encontra uma carta atrás de um tijolo que foi deixada há 50 anos. Quando mostra a carta para as secretárias, elas incumbem a jovem de responder a carta e, para a surpresa de todas, a moça que havia escrito a carta, agora uma senhora viúva, vai ao encontro de Sophie para lhe agradecer e iniciar uma divertida aventura em busca do amor adolescente.

Brigas, encontros e desencontros acontecem no meio do caminho, em cenários rurais de vinícolas e pontos que, talvez, estejam fora dos roteiros turísticos italianos, mas que dão o tom ao filme.

Para as mulheres, uma caixinha de lenços é recomendável. Para os rapazes fica a mensagem do filme sobre como se deve tratar uma mulher se você não quiser perder a sua.
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41º Festival de Danças Folclóricas Internacionais

Em sua 41ª edição, o Festival de Danças Folclóricas Internacionais traz o espírito de “Um sonho de harmonia entre os povos”.

Anualmente, os representantes de 21 comunidades estrangeiras, entre crianças, adultos e idosos, sobem ao palco para mostrar ao público o resultado do trabalho de preservação da cultura de seus países no Brasil.

Além das apresentações os visitantes poderão conhecer um pouco da culinária e artesanato destes diferentes povos.

Os convites já estão disponíveis na Secretaria do Bunkyo, sendo que estudantes e pessoas com mais de 60 anos devem adquirir a meia entrada apenas na data da apresentação.

Data: 22 e 23 de setembro de 2012 - sábado e domingo
Horário: sábado às 16h e domingo às 15h
Convites: R$10,00 (meia entrada somente no dia do evento)
Local: Grande Auditório do Bunkyo - Rua São Joaquim, 381 (próximo ao metrô São Joaquim)
Infos: 3208-1755 ou evento@bunkyo.org.br

10 de setembro de 2012

Filme: Amizade Colorida
Exposição de Orquídeas e
Trio Kagurazaka no Bunkyo/SP

O filme Amizade Colorida (Friends With Benefits) me chamou a atenção na época do lançamento mais pelos casal protagonista do que pela ideia do roteiro.

Acho o Justin Timberlake muito melhor como ator do que como cantor (é um bom compositor também, mas cantor...) e a Mila Kunis é muito natural na tela, além de ter olhos de matar qualquer uma de inveja (desculpa Angelina Jolie, mas os olhos dela são mais bonitos na minha humilde opinião).

Ela, uma jovem headhunter e ele, um jovem designer talentoso. O que era somente um contato profissional acaba virando algo mais, mas ambos, por suas experiências anteriores, não querem envolvimento afetivo e decidem criar a regra do sexo sem compromisso.

A amizade cresce e sem perceber, eles estão gostando um do outro, mas não conseguem admitir isso para si próprios e é aí que começa a confusão.

Divertido, muito bem bolado, o filme pode ser descrito como um conto de fadas da vida moderna.
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87ª Exposição de Orquídeas 
Todos os anos a Associação Orquidófila de São Paulo realiza sua exposição de orquídeas. Para os amantes desta flor delicada, o evento oferece aulas gratuitas sobre o seu cultivo e reúne produtores que trazem exemplares para venda, entre outros acessórios e livros para o cultivo.
No salão nobre haverá exposição das flores premiadas para apreciação do público. 
Data: 14 a 16 de setembro de 2012 - sexta a domingo
Horário: das 9 às 19h
Local: Edifício Bunkyo - Rua São Joaquim, 381 (próximo ao metrô São Joaquim)
Infos: 3207-5703 ou www.aosp.com.br
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61º Concerto Bunkyo aos Domingos

O trio Kagurazaka, nome de um bairro de Tokyo onde vivem muitos músicos e artistas, é Shen Ribeiro (shakuhachi), Gabriel Levy (acordeom, piano, shamisen) e Tamie Kitahara (koto, shamisen, voz) que se apresentam no 61º Concerto Bunkyo aos Domingos.

Eles interpretam o repertório clássico da música japonesa com arranjos diferenciados  unindo clássico ao moderno.

A entrada é gratuita, mas pede-se, àqueles que puderem, a doação de 1kg de alimento não perecível, que será doado a entidades beneficentes.

Data: 16 de setembro de 2012 - domingo
Horário: às 11h
Local: Pequeno Auditório do Bunkyo - Rua São Joaquim, 381 - prédio anexo - 3º andar
Entrada Franca (se puder, leve 1kg de alimento não perecível)
Infos: 3208-1755

3 de setembro de 2012

Cinema: Os Mercenários 2
Filme: Juntos pelo Acaso

Dizem que continuações de filmes não funcionam. Eu discordo e não vai ser a primeira vez.

Os Mercenários 2 (The Expandables 2 - Back for War) entrou para a minha lista de sequências que deram mais certo que o primeiro filme.

Se você não assistiu o primeiro, nem se preocupe, porque não vai influenciar o fato de não conhecer como o grupo foi formado, até porque tem muita gente que aparece do nada nesse filme.

O elenco traz todos os valentões do passado e no final uma piadinha com a "velharia" do elenco: Sylvester Stallone (Rambo), Jason Statham (Carga Explosiva), Arnold Schwarzenegger (O Exterminador do Futuro), Bruce Willis (Duro de Matar), Jet Li (filmes de Kung Fu), Chuck Norris, Jean Claude Van Damme (Kickboxer), Dolph Lundgren (He Man), Terry Crews (pra mim ele é ator de comédia, da série Everybody hate Chris) e Randy Couture (ex-lutador de MMA).

Se você pensa que, por ser um filme com os durões do cinema, o filme é só matar, bater, atirar, explodir... não está completamente errado, mas vai rir tanto que até esquece a violência que acontece no filme todo.

A tradução tem uma ou outra falha que fazem o espectador que não sabe inglês perder uma ou outra piada, mas no geral dá para entender, como a piadinha com o Exterminador do Futuro, o Chuck Norris (a parte que mais arranca risadas e até - estranhos - aplausos da plateia) e Rambo.

Vá preparado pra ver muita explosão, tiros e sangue, e para dar boas risadas.

Eu assisti numa sala XD. O som é realmente ensurdecedor, mas valeu a pena!

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De repente eu começo a achar que meu blog está virando um blog sobre filmes, acidentalmente. Talvez eu precise sair mais de casa. rs

Juntos pelo Acaso (Life As We Know It*) não é um filme recente, mas parei para assistir tão ao acaso quanto o título em português.

Na verdade eu gosto dos trabalhos que a Katherine Heigl tem feito desde que saiu da série Grey's Anatomy, onde interpretou um papel super dramático, de uma médica que pagou seus estudos fazendo bicos como modelo e até um trabalho para revista masculina, sendo que ao final, portadora de um câncer terminal no cérebro, decide se isolar para viver seus últimos dias de vida.

Nas telonas, ela tem atuado em papéis cômicos diversos, dos quais o meu mais querido é o da produtora no filme A Verdade Nua e Crua (ainda escrevo um post sobre o filme).

Sobre este filme, apesar de ser uma comédia, trata de um tema muito complexo: a maternidade inesperada. Não é inesperada porque ela engravida sem planejamento. Ela sequer tem um relacionamento!

Holly (Katherine Heigl) e Eric (Josh Duhamel... lindo!) tiveram um encontro arranjado por seus amigos em comum, mas descobrem que não tem nada a ver. Ainda assim convivem junto, em função de seus amigos, que tem a lindinha Sophie.

Numa noite, eles recebem a notícia de que o casal morreu num acidente automotivo e o advogado do casal informa que os 2 foram nomeados tutores da pequena. Uma criança de apenas 1 ano como herança? Os 2, que não se entendem, vão tentar de tudo e viver sufocos mil para honrar o último desejo dos amigos, mas será que isso funciona na vida real?

E foi isso que eu me perguntei quando terminou o filme.

Sei que é ficção, mas não é impossível. Como agir? Moralmente, pensar em deixar uma criança para adoção não é o ideal, mas como assumir uma responsabilidade dessas? Criança não é brinquedo! Você não pode pegar e se algo der errado colocar numa caixa e guardar na despensa ou jogar fora! E se você não tem condições para se sustentar direito, como sustentar outro alguém? Se você vive sozinho, como fazer quando for trabalhar? E assim seguiram as perguntas na minha cabeça, ainda sem uma resposta que pudesse ser racional e atendesse ao lado emocional.

Recomendo para a sessão pipoca romântica, mas alerto que pode causar certos danos, caso o tema vire pauta de discussão. =P

*Life as we know it!?! Who do know life this way??? I don't!!! LOL