2 de março de 2015

Review: Bike Sampa

São Paulo tem recebido muitas formas de incentivo para que as pessoas deixem de usar os veículos motorizados pelo bem do meio ambiente e pela saúde dos paulistanos que, na correria do dia-a-dia costumam deixar as atividades físicas guardadas num pensamento numa gaveta no fundo mais escuro das memória.

Já não é de hoje que 2 grandes bancos brasileiros aderiram ao patrocínio do uso da bicicleta.

O Bradesco tem o programa Conviva que empresta bicicletas em 2 rotas na capital, além de patrocinar as ciclovias que funcionam aos domingos e feriados. Em alguns pontos da cidade, eles disponibilizam até o serviço de pequenos reparos e promovem grupos para que as pessoas aprendam e acostumem a andar de bike pela cidade.

No Conviva ainda tem os "bandeirinhas" que ficam nos semáforos, para que o ciclista também respeite a sinalização, porque não adianta falar mal dos carros sem fazer a nossa parte.

O Itaú tem o Bike Sampa, que disponibiliza em diversos pontos da cidade, estações com bikes para locação. Mas se você seguir algumas regrinhas, consegue pedalar o dia todo sem pagar nada.

Eu aproveitei a ocasião da corrida, que mencionei no post anterior, para testar o serviço e dar uma esticada no shopping Ibirapuera.

Primeiro, é necessário fazer um cadastro, preferencialmente pelo site www.bikesampa.com.br e baixar o aplicativo Bike Sampa, onde você vai colocar seus dados completos e o cartão de crédito que será usado caso você ultrapasse o período de 1 hora de uso sem intervalo. Sem cartão de crédito não é possível ativar o serviço.

Feito o cadastro, tem 3 jeitos de conseguir pegar uma bike: pelo telefone, pelo aplicativo ou usando seu bilhete único, que deverá ser cadastrado para vincular à sua conta.

Chegando a uma estação com as bicicletas laranjas, você usa 1 dos 3 canais e libera sua bicicleta. Eu cheguei a cadastrar o Bilhete Único, mas desse jeito não seria possível escolher a bicicleta, então usei o aplicativo.

Você abre o aplicativo, clica em passe, indica a estação em que está (o número está no totem central), seleciona entre as bicicletas que aparecem como disponível na tela, confirma a escolha, acende uma luz verde e a bike se solta.

A minha primeira tentativa deu errado. A luz acendeu, mas a bike não saia de jeito nenhum. Liguei para a central, que me confirmou que a operação havia sido cancelada pelo tempo e, de fato, o aplicativo mostrava que eu não estava usando nenhuma bicicleta. Por via das dúvidas eu selecionei outra bicicleta e ela saiu fácil.

Ninguém vai avisar isso no ponto, porque não têm pessoas no local, mas o ideal é que você leve acessórios de segurança como capacete, luvas e outros acessórios que julgue importante para sua segurança e conforto.

As bicicletas são simples, mas tem 3 marchas, o que já ajuda quem não pedala sempre e precisa de uma ajudinha para pegar uma inclinação. Os bancos são facilmente ajustáveis e são confortáveis, mas não para longos percursos, porque o selim não é de bicicleta de passeio. Se isso te incomoda, talvez seja o caso de levar um protetor de assento de silicone.

Quando chegar num ponto para devolução, que não precisa ser o mesmo onde você retirou a bicicleta, você encosta a bicicleta num ponto vazio e espera ouvir a trava. Certifique-se de que a bike ficou presa e pode ir embora. Se quiser ter certeza, entre no aplicativo ou ligue para a central e confirme a operação.

Achei o serviço prático e muito útil. E se quiser saber quanto tempo está usando a bike é só olha no aplicativo que ele mostra. Eu fiquei 30 minutos depois de me perder para sair do local da bike para ir rumo à estação chamada Shopping Ibirapuera, que fica na Cotovia, do lado do Pão de Açúcar.

Pena que o brasileiro não seja muito respeitoso com o que ele acha que não é dele. Na Liberdade, por exemplo, o ponto foi desativado, porque roubaram as bicicletas e destruíram outras. O mesmo deve ter acontecido na Baixada do Glicério, um dos pontos mais perigosos da região, onde o ponto criado foi desativado em questão de semanas.

Espero que as pessoas parem de ser tão egoístas e irresponsáveis para que serviços como esse sejam disponibilizados sem arrependimento pelas empresas que se prestam a patrociná-los, porque é muito legal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário