Eu descobri o Mobility Day ao acaso, naquele esquema "coisas do destino", porque numa situação normal eu não teria visto.
Foi um panfleto deixado na caixa de correio de casa que eu nunca olho e se eu não tivesse visto, quem pegasse ia ver um panfleto como tantos outros, não ia prestar atenção e teria colocado junto com os outros recicláveis, ou seja, ia pro lixo sem que a interessada aqui visse.
Quem organiza é o Clube dos Amigos da Bike - CAB, que organiza outros eventos de pedalada, incluindo um outro que também é realizado em parceria com o mesmo shopping SP Market, localizado na zona sul de São Paulo.
Esse passeio que quer chamar a atenção para a questão da mobilidade urbana usando a bicicleta como meio de transporte tem uma taxa de inscrição salgada, mas que se você pensar no preço da bike, até que é em conta.
Você tinha 2 opções: 1 kit com camiseta, sacolinha e bike dobrável da marca Track & Bikes, em alumínio (R$699,00 a inscrição) e outro com bike em aço (R$549,00). A inscrição incluía o café da manhã no local de encontro e o estacionamento do shopping pelo período do evento, com quase 4 horas de duração entre concentração e término.
Nesse post vou falar da estrutura do evento e daqui 1 mês, depois de fazer mais alguns testes, eu conto o que achei da bike.
O horário marcado para a concentração no estacionamento do shopping era às 8h. A equipe do CAB já estava todo lá, com quase tudo montado. Só faltava a mesa de café da manhã.
Um pouco depois das 8h eles já começaram a distribuir os kits em 2 filas diferentes: uma para a bike e outra para a sacolinha.
Primeiro a gente pegava a bicicleta apresentando documento e assinando a lista. Na outra fila pegava uma sacolinha com (muitos) produtos dos patrocinadores e a camiseta do evento, além do selo para a saída do estacionamento.
A bicicleta a gente testava ali mesmo, no estacionamento, para ver se estava tudo ok. A minha eu acabei trocando, porque a alavanca do freio estava travando na mão. Como eram poucos participantes, tudo era tranquilo e bem organizado, diferente da experiência do World Bike Tour (vide post de 03/02/2014).
A bicicleta é bonita, fácil de pedalar, com 6 marchas e desmontada, coube no porta-malas do carro sem rebater o banco traseiro.
Quando deu 9h eles conversaram com a gente, contaram sobre o evento, sobre a fabricante da bike e logo saimos.
A entrada para a ciclovia pela estação Jurubatuba é curiosa. Você entra na estação (sem pagar), atravessa para o outro lado da plataforma e sai por uma passagem que fica no final da plataforma sentido autódromo. O caminho tem trechos mais largos e um pouco mais estreitos, passando por um pedaço cheio de mato (aparado para não atrapalhar o trajeto, mas alto) e saindo no final da Av. Miguel Yunes, onde tem ponto de parada com banheiros.
No geral o trajeto é plano e bem liso, mas precisa prestar atenção com os montinhos de coco de capivara ao longo de todo o percurso, já que eles vivem naquela nojeira do rio Pinheiros. No dia encontramos um pequeno grupo de capivaras descansando na margem da ciclovia.
No final do passeio, retornarmos para o estacionamento do SP Market onde tinha mais lanchinhos e salgados quentinhos, muito suco de latinha e caixinha, muitos papos descontraídos e sorteio de brindes.
Se não fosse a chuva, o evento teria sido perfeito!
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1 de junho de 2015
2 de março de 2015
Review: Bike Sampa
São Paulo tem recebido muitas formas de incentivo para que as pessoas deixem de usar os veículos motorizados pelo bem do meio ambiente e pela saúde dos paulistanos que, na correria do dia-a-dia costumam deixar as atividades físicas guardadas num pensamento numa gaveta no fundo mais escuro das memória.
Já não é de hoje que 2 grandes bancos brasileiros aderiram ao patrocínio do uso da bicicleta.
O Bradesco tem o programa Conviva que empresta bicicletas em 2 rotas na capital, além de patrocinar as ciclovias que funcionam aos domingos e feriados. Em alguns pontos da cidade, eles disponibilizam até o serviço de pequenos reparos e promovem grupos para que as pessoas aprendam e acostumem a andar de bike pela cidade.
No Conviva ainda tem os "bandeirinhas" que ficam nos semáforos, para que o ciclista também respeite a sinalização, porque não adianta falar mal dos carros sem fazer a nossa parte.
O Itaú tem o Bike Sampa, que disponibiliza em diversos pontos da cidade, estações com bikes para locação. Mas se você seguir algumas regrinhas, consegue pedalar o dia todo sem pagar nada.
Eu aproveitei a ocasião da corrida, que mencionei no post anterior, para testar o serviço e dar uma esticada no shopping Ibirapuera.
Primeiro, é necessário fazer um cadastro, preferencialmente pelo site www.bikesampa.com.br e baixar o aplicativo Bike Sampa, onde você vai colocar seus dados completos e o cartão de crédito que será usado caso você ultrapasse o período de 1 hora de uso sem intervalo. Sem cartão de crédito não é possível ativar o serviço.
Feito o cadastro, tem 3 jeitos de conseguir pegar uma bike: pelo telefone, pelo aplicativo ou usando seu bilhete único, que deverá ser cadastrado para vincular à sua conta.
Chegando a uma estação com as bicicletas laranjas, você usa 1 dos 3 canais e libera sua bicicleta. Eu cheguei a cadastrar o Bilhete Único, mas desse jeito não seria possível escolher a bicicleta, então usei o aplicativo.
Você abre o aplicativo, clica em passe, indica a estação em que está (o número está no totem central), seleciona entre as bicicletas que aparecem como disponível na tela, confirma a escolha, acende uma luz verde e a bike se solta.
A minha primeira tentativa deu errado. A luz acendeu, mas a bike não saia de jeito nenhum. Liguei para a central, que me confirmou que a operação havia sido cancelada pelo tempo e, de fato, o aplicativo mostrava que eu não estava usando nenhuma bicicleta. Por via das dúvidas eu selecionei outra bicicleta e ela saiu fácil.
Ninguém vai avisar isso no ponto, porque não têm pessoas no local, mas o ideal é que você leve acessórios de segurança como capacete, luvas e outros acessórios que julgue importante para sua segurança e conforto.
As bicicletas são simples, mas tem 3 marchas, o que já ajuda quem não pedala sempre e precisa de uma ajudinha para pegar uma inclinação. Os bancos são facilmente ajustáveis e são confortáveis, mas não para longos percursos, porque o selim não é de bicicleta de passeio. Se isso te incomoda, talvez seja o caso de levar um protetor de assento de silicone.
Quando chegar num ponto para devolução, que não precisa ser o mesmo onde você retirou a bicicleta, você encosta a bicicleta num ponto vazio e espera ouvir a trava. Certifique-se de que a bike ficou presa e pode ir embora. Se quiser ter certeza, entre no aplicativo ou ligue para a central e confirme a operação.
Achei o serviço prático e muito útil. E se quiser saber quanto tempo está usando a bike é só olha no aplicativo que ele mostra. Eu fiquei 30 minutos depois de me perder para sair do local da bike para ir rumo à estação chamada Shopping Ibirapuera, que fica na Cotovia, do lado do Pão de Açúcar.
Pena que o brasileiro não seja muito respeitoso com o que ele acha que não é dele. Na Liberdade, por exemplo, o ponto foi desativado, porque roubaram as bicicletas e destruíram outras. O mesmo deve ter acontecido na Baixada do Glicério, um dos pontos mais perigosos da região, onde o ponto criado foi desativado em questão de semanas.
Espero que as pessoas parem de ser tão egoístas e irresponsáveis para que serviços como esse sejam disponibilizados sem arrependimento pelas empresas que se prestam a patrociná-los, porque é muito legal.
Já não é de hoje que 2 grandes bancos brasileiros aderiram ao patrocínio do uso da bicicleta.
O Bradesco tem o programa Conviva que empresta bicicletas em 2 rotas na capital, além de patrocinar as ciclovias que funcionam aos domingos e feriados. Em alguns pontos da cidade, eles disponibilizam até o serviço de pequenos reparos e promovem grupos para que as pessoas aprendam e acostumem a andar de bike pela cidade.
No Conviva ainda tem os "bandeirinhas" que ficam nos semáforos, para que o ciclista também respeite a sinalização, porque não adianta falar mal dos carros sem fazer a nossa parte.
O Itaú tem o Bike Sampa, que disponibiliza em diversos pontos da cidade, estações com bikes para locação. Mas se você seguir algumas regrinhas, consegue pedalar o dia todo sem pagar nada.
Eu aproveitei a ocasião da corrida, que mencionei no post anterior, para testar o serviço e dar uma esticada no shopping Ibirapuera.
Primeiro, é necessário fazer um cadastro, preferencialmente pelo site www.bikesampa.com.br e baixar o aplicativo Bike Sampa, onde você vai colocar seus dados completos e o cartão de crédito que será usado caso você ultrapasse o período de 1 hora de uso sem intervalo. Sem cartão de crédito não é possível ativar o serviço.
Feito o cadastro, tem 3 jeitos de conseguir pegar uma bike: pelo telefone, pelo aplicativo ou usando seu bilhete único, que deverá ser cadastrado para vincular à sua conta.
Chegando a uma estação com as bicicletas laranjas, você usa 1 dos 3 canais e libera sua bicicleta. Eu cheguei a cadastrar o Bilhete Único, mas desse jeito não seria possível escolher a bicicleta, então usei o aplicativo.
Você abre o aplicativo, clica em passe, indica a estação em que está (o número está no totem central), seleciona entre as bicicletas que aparecem como disponível na tela, confirma a escolha, acende uma luz verde e a bike se solta.
A minha primeira tentativa deu errado. A luz acendeu, mas a bike não saia de jeito nenhum. Liguei para a central, que me confirmou que a operação havia sido cancelada pelo tempo e, de fato, o aplicativo mostrava que eu não estava usando nenhuma bicicleta. Por via das dúvidas eu selecionei outra bicicleta e ela saiu fácil.
Ninguém vai avisar isso no ponto, porque não têm pessoas no local, mas o ideal é que você leve acessórios de segurança como capacete, luvas e outros acessórios que julgue importante para sua segurança e conforto.
As bicicletas são simples, mas tem 3 marchas, o que já ajuda quem não pedala sempre e precisa de uma ajudinha para pegar uma inclinação. Os bancos são facilmente ajustáveis e são confortáveis, mas não para longos percursos, porque o selim não é de bicicleta de passeio. Se isso te incomoda, talvez seja o caso de levar um protetor de assento de silicone.
Quando chegar num ponto para devolução, que não precisa ser o mesmo onde você retirou a bicicleta, você encosta a bicicleta num ponto vazio e espera ouvir a trava. Certifique-se de que a bike ficou presa e pode ir embora. Se quiser ter certeza, entre no aplicativo ou ligue para a central e confirme a operação.
Achei o serviço prático e muito útil. E se quiser saber quanto tempo está usando a bike é só olha no aplicativo que ele mostra. Eu fiquei 30 minutos depois de me perder para sair do local da bike para ir rumo à estação chamada Shopping Ibirapuera, que fica na Cotovia, do lado do Pão de Açúcar.
Pena que o brasileiro não seja muito respeitoso com o que ele acha que não é dele. Na Liberdade, por exemplo, o ponto foi desativado, porque roubaram as bicicletas e destruíram outras. O mesmo deve ter acontecido na Baixada do Glicério, um dos pontos mais perigosos da região, onde o ponto criado foi desativado em questão de semanas.
Espero que as pessoas parem de ser tão egoístas e irresponsáveis para que serviços como esse sejam disponibilizados sem arrependimento pelas empresas que se prestam a patrociná-los, porque é muito legal.
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