16 de março de 2015

Cinema: Kingsman - Serviço Secreto

Kingsman - Serviço Secreto (Kingsman - The Secret Service) é um filme adaptado de uma história em quadrinhos, que eu nunca tinha ouvido falar até então, mas que me chamou a atenção pelos trillers.

A ideia é bem legal: um menino desajustado, que perdeu seu pai ainda menino, sua mãe decide se envolver com um cara do mal e ele acaba cruzando o caminho com um agente da Kingsman, que vê potencial no rapaz e ajuda o menino a entrar na linha.

O filme tem uma mensagem bem legal, efeitos bem interessantes mas tem uma incrível falta de ritmo e algumas características muito óbvias, apesar do elenco de primeira, personagens atraentes e uma história interessante.

Colin Firth aparece num papel bem diferente e "cool", como nunca o imaginei, já que, até então, ele era o "água com açúcar" namorado da Bridget Jones ou o incrivelmente dramático rei gago da Inglaterra, deixando bem claro que eu achei espetacular a atuação dele no filme do rei.

Samuel L Jackson está totalmente esquisito, mas até agora eu não sei se gostei da caricatura do personagem dele. Um dos personagens mais interessantes ficou com uma moça que eu não faço ideia de quem seja, cujo apelido é Gazelle, a assistente do personagem louco de Jackson.

O rapaz que faz um dos personagens principais, chamado Taron Egerton, é um desconhecido por mim, mas fez jus ao destaque no filme e é uma gracinha. Quem sabe depois desse filme ele seja visto mais vezes?

Mas e o filme?

Então... não é ruim, mas não é lá essas coisas. Se não fossem pelas cabeças explosivas, eu chamaria de um sessão da tarde, quase um "Pequenos Espiões" para gente grande.

A mensagem legal do filme é que você pode escolher seu caminho e que culpar a situação pode ser mais fácil, mas não precisa defini-lo se você tiver vontade de mudar seu destino.

Se você ler isso e ainda for no cinema para assistir a este filme, lembre-se: eu avisei.

9 de março de 2015

Corrida de Rua: WRun São Paulo 2015

Ainda com algumas "sequelas" da minha primeira corrida de rua, decidi testar uma mais curta, de 4 km, 1 mês depois, a WRun, uma corrida só para mulheres.

Eu comprei no valor do penúltimo lote, mas consegui um desconto de R$10,00, que pode ser encontrado facilmente em diversos sites de corridas e blog de corredores.

A empresa organizadora foi a Iguana Sport e é bem fácil fazer a inscrição, que na verdade é feita em um outro site para o qual você é direcionado.

A retirada do kit estava bem organizada, com muitos atendentes, divididos em entrega do número de peito com chip, um guichê para validar o chip e uma última área onde você retira o kit da camiseta.

Saindo de lá, os stands já estavam todos montados e você podia aproveitar para tirar fotinhos nos painéis e conhecer produtos dos parceiros e patrocinadores.

Até aqui tudo legal, mas uma coisa que eu conclui, numa cidade como São Paulo, retirada de kit é sacanagem. Eu queria a opção de pagar uma taxa adicional e eles enviarem o kit para meu endereço. Eu gastei 1 hora para conseguir sair do Jockey e chegar no centro na sexta, porque eu não poderia ir no sábado fazer a retirada.

No dia da corrida, senti falta de pessoal da organização para nos indicar onde ficava a largada, mas nada que "seguir o fluxo" não funcione, ainda que muita gente tenha ficado dentro do Jockey, porque era onde ficava o palco, sendo que a largada ficava do outro lado.

Achei uma falha absurda, numa corrida destinada somente a mulheres que um monte de pipoca homem tenha conseguido largar numa boa. Uma coisa é dizerem que pipoca prejudica a organização da corrida e outra é a própria organização ser conivente com os pipocas, já que era muito fácil identificar ao menos quem era homem ou mulher.

Assim como quando as corredoras de elite dos 8 km estavam chegando junto das corredoras mais lentas, como eu, eles vinham na frente, mandando a gente sair do caminho delas, eles poderiam retirar os pipocas*, certo?

Mas achei, fora isso, super organizado.

Diferente da Netshoes Fun Race, não tinha fila quilométrica para pegar gatorade ou frutas, nem para as medalhas, porque após a linha de chegada eles montaram corredores e cada parte do corredor era para uma coisa. Primeiro de tudo, bananas e maçãs, depois gatorade em saquinhos individuais, e, por fim, a medalha.

O esquema de guarda-volumes também foi interessante. Eles separaram as áreas a cada 1.000 números, então não tinha fila nem para deixar as coisas, muito menos para retirar.

O terrível é usar banheiro químico, mas eles não economizaram. Tinha banheiro químico para um verdadeiro batalhão. Pensa numa corrida que só tem mulher que loucura é usar o banheiro? Então, eles pensaram nisso e nem precisava esperar, porque tinha mesmo muita, mas muitas de verdade, cabines. Fedidas, como sempre, mas um monte!

A ideia dos foodtrucks também foi legal. Tinham várias opções para recarregar depois da corrida, com lanches, comidas e sucos.

E, por fim, uma coisa que eu achei bacana, pouco depois que você cruza a chegada, você recebe um SMS com seu tempo oficial e pace.

Apesar dos pontos fracos apontados, a Iguana está de parabéns pela corrida.

* Fui informada pela organizadora que eles não podem expulsar os caras-de-pau por ser a corrida em via pública, então o jeito é esperar que um dia esses perobas se deem conta de o que eles fazem não é muito diferente do que os corruptos fazem, afinal, participar de uma corrida sem pagar não é muito diferente do que o jeitinho que nossos políticos adoram dar para levar alguma vantagem.

Evento: Jantar e lançamento de livro em prol dos 60 Anos do Bunkyo

O Bunkyo São Paulo ou Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa no Brasil, com sede no emblemático bairro da Liberdade, completa 60 anos e inicia a programação de comemoração do seu jubileu de diamante com um jantar e o lançamento de um livro comemorativo, coordenado pelo renomado tributarista, Kiyoshi Harada, que faz parte do Conselho Deliberativo da entidade.

Com a participação de outros nomes ilustres, a obra trará um histórico sobre os desafios e conquistas da entidade para a comunidade nikkei.

Todos que desejarem participar deste primeiro evento, pode confirmar presença junto à secretaria da entidade e mediante o pagamento de R$250,00 por pessoa.

Data: 13 de março de 2015 - sexta-feira
Horário: às 19h
Local: Espaço Multiuso do Bunkyo - Rua São Joaquim, 381
Adesão: R$ 250,00 por pessoa
Infos: (11) 3208-1755 / evento@bunkyo.org.br

2 de março de 2015

Review: Bike Sampa

São Paulo tem recebido muitas formas de incentivo para que as pessoas deixem de usar os veículos motorizados pelo bem do meio ambiente e pela saúde dos paulistanos que, na correria do dia-a-dia costumam deixar as atividades físicas guardadas num pensamento numa gaveta no fundo mais escuro das memória.

Já não é de hoje que 2 grandes bancos brasileiros aderiram ao patrocínio do uso da bicicleta.

O Bradesco tem o programa Conviva que empresta bicicletas em 2 rotas na capital, além de patrocinar as ciclovias que funcionam aos domingos e feriados. Em alguns pontos da cidade, eles disponibilizam até o serviço de pequenos reparos e promovem grupos para que as pessoas aprendam e acostumem a andar de bike pela cidade.

No Conviva ainda tem os "bandeirinhas" que ficam nos semáforos, para que o ciclista também respeite a sinalização, porque não adianta falar mal dos carros sem fazer a nossa parte.

O Itaú tem o Bike Sampa, que disponibiliza em diversos pontos da cidade, estações com bikes para locação. Mas se você seguir algumas regrinhas, consegue pedalar o dia todo sem pagar nada.

Eu aproveitei a ocasião da corrida, que mencionei no post anterior, para testar o serviço e dar uma esticada no shopping Ibirapuera.

Primeiro, é necessário fazer um cadastro, preferencialmente pelo site www.bikesampa.com.br e baixar o aplicativo Bike Sampa, onde você vai colocar seus dados completos e o cartão de crédito que será usado caso você ultrapasse o período de 1 hora de uso sem intervalo. Sem cartão de crédito não é possível ativar o serviço.

Feito o cadastro, tem 3 jeitos de conseguir pegar uma bike: pelo telefone, pelo aplicativo ou usando seu bilhete único, que deverá ser cadastrado para vincular à sua conta.

Chegando a uma estação com as bicicletas laranjas, você usa 1 dos 3 canais e libera sua bicicleta. Eu cheguei a cadastrar o Bilhete Único, mas desse jeito não seria possível escolher a bicicleta, então usei o aplicativo.

Você abre o aplicativo, clica em passe, indica a estação em que está (o número está no totem central), seleciona entre as bicicletas que aparecem como disponível na tela, confirma a escolha, acende uma luz verde e a bike se solta.

A minha primeira tentativa deu errado. A luz acendeu, mas a bike não saia de jeito nenhum. Liguei para a central, que me confirmou que a operação havia sido cancelada pelo tempo e, de fato, o aplicativo mostrava que eu não estava usando nenhuma bicicleta. Por via das dúvidas eu selecionei outra bicicleta e ela saiu fácil.

Ninguém vai avisar isso no ponto, porque não têm pessoas no local, mas o ideal é que você leve acessórios de segurança como capacete, luvas e outros acessórios que julgue importante para sua segurança e conforto.

As bicicletas são simples, mas tem 3 marchas, o que já ajuda quem não pedala sempre e precisa de uma ajudinha para pegar uma inclinação. Os bancos são facilmente ajustáveis e são confortáveis, mas não para longos percursos, porque o selim não é de bicicleta de passeio. Se isso te incomoda, talvez seja o caso de levar um protetor de assento de silicone.

Quando chegar num ponto para devolução, que não precisa ser o mesmo onde você retirou a bicicleta, você encosta a bicicleta num ponto vazio e espera ouvir a trava. Certifique-se de que a bike ficou presa e pode ir embora. Se quiser ter certeza, entre no aplicativo ou ligue para a central e confirme a operação.

Achei o serviço prático e muito útil. E se quiser saber quanto tempo está usando a bike é só olha no aplicativo que ele mostra. Eu fiquei 30 minutos depois de me perder para sair do local da bike para ir rumo à estação chamada Shopping Ibirapuera, que fica na Cotovia, do lado do Pão de Açúcar.

Pena que o brasileiro não seja muito respeitoso com o que ele acha que não é dele. Na Liberdade, por exemplo, o ponto foi desativado, porque roubaram as bicicletas e destruíram outras. O mesmo deve ter acontecido na Baixada do Glicério, um dos pontos mais perigosos da região, onde o ponto criado foi desativado em questão de semanas.

Espero que as pessoas parem de ser tão egoístas e irresponsáveis para que serviços como esse sejam disponibilizados sem arrependimento pelas empresas que se prestam a patrociná-los, porque é muito legal.