6 de agosto de 2018

Bienal do Livro de São Paulo 2018

O evento mais lindo e emocionante para os amantes de livros acontece, em São Paulo, entre os dias 03 e 12 de agosto de 2018.

Com um pouco menos de autores do que em edições anteriores, os destaques são os autores internacionais e o espaço da Microsoft, que conta com diversos workshops, palestras, além de demonstrações do que o futuro da educação pode esperar no que depender da empresa.

Neste ano, no lugar do tradicional post pré-evento, vou fazer um durante, já com umas dicas de editoras e de atrações.

Ingresso

Na última edição eu consegui me divertir muito por conta de ter direito à entrada gratuita por ser professora, mas muitas outras categorias são contempladas com a gratuidade, entre eles: os idosos com mais de 60 anos, os menores de 12 anos, os profissionais do setor (é obrigatório fazer o credenciamento).

Neste ano a novidade é a gratuidade para o titular de credencial plena do SESC, que dá direito a uma entrada por dia de evento. Basta levar sua carteirinha válida, acompanhada de documento oficial com foto para poder entrar de graça!

Para os demais, o valor do ingresso é de:
R$20,00 de segunda a quinta; e
R$25,00 de sexta a domingo

Como Chegar

Claro que isso depende muito, mas o melhor meio é utilizando o transporte público, ainda que você resida muito longe.

Se você vai na Bienal só 1 dia, como a maioria das pessoas, procure lotar o carro e chegue antes da abertura dos portões para fazer valer a pena o valor do estacionamento de R$40,00 e evitar o trânsito local, além das filas para estacionar.

Se você vai vários dias, melhor não usar o estacionamento do Anhembi, já que o valor da diária multiplicado por vários dias, vai doer muito no bolso. E quem vai na Bienal quer gastar dinheiro com livros e não com o estacionamento (pensa quantos livros dá para comprar se pegar aquelas promos muito loucas de editoras mega enlouquecedoras???).

A Bienal disponibiliza ônibus que saem da estação Portuguesa-Tietê (todos os dias do evento, com início 1 hora antes da abertura e encerramento 1 hora depois do fechamento) e Barra Funda (somente aos fins de semana, nos mesmos horários), são bem organizados, confortáveis e de graça. É só entrar na fila e aguardar.

Uma dica: nos fins de semana a fila fica gigantesca, então use suas pernas saudáveis para caminhar até o local. Não é tão longe da estação Tietê (segundo meu aplicativo, tem 1,8km), leva menos tempo e cansa menos do que ficar em pé na fila que se forma. Andando calmamente, podendo observar a praça 14 Bis e o aeromodelo que está na rotatória, com direito a selfie na passarela de travessia de pedestres, você não vai gastar mais do que 20 minutos.

O Que Levar

Talvez aqui fique uma das dicas mais importantes para sobreviver na selva de livros.

Meu kit de sobrevivência tem:
1 - carteira pequena com documento, dinheiro, cartões de crédito e débito
2 - mochila grande
3 - bolsinha tiracolo para carregar carteira e o celular (pode ser uma pochete)
4 - álcool gel
5 - garrafa de água
6 - lanchinho: sucos em caixinha, frutas, barrinhas de cereal, bolachinhas
7 - remédios básicos
8 - bala e chiclete

Agora eu explico o porquê dos itens acima.
1 - acho que dispensa explicações
2 - mochila grande com alças bem confortáveis e a menor quantidade de coisas dentro possível para carregar os livros comprados. Se você for como eu, não vai aguentar carregar as sacolas nos braços e pendurar nos pulsos tem o mesmo efeito de um suicídio. Não sou adepta da mala de rodinhas, porque no dia da muvuca é bem complicado conseguir sequer entrar em alguns estandes com esse acessório.
3 - a bolsinha mantém seus pertences mais à mão, o que facilita na hora do pagamento e ainda te dá a segurança de não ter sua carteira ou celular subtraídos da mochila, que está nas costas.
4 - o álcool é um TOC meu, mas depois de enfiar a mão num livro que todo mundo enfiou a mão ou depois de ter pago por sua comida, eu acho prudente dar uma higienizada. E não dá para ir toda hora no banheiro, já que ficam longe, porque tudo é longe dentro do pavilhão do Anhembi.
5 - considerando o preço da água (R$6,00), leve uma garrafa vazia e abasteça nos bebedouros disponíveis no pavilhão. Tem horas que faz uma fila, mas acho que vale a pena.
6 - acho essencial deixar levado lanchinhos, primeiro porque a fila na hora do almoço, que vai das 11h30 às 14h, é insana e o preço de qualquer coisa é caro. Se você levar crianças, o lanchinho será ainda mais necessário, porque criança com fome ou sede fica muito chata (eu fico muito chata com fome, imagina se for criança! rs).
7 - ainda que um evento para um público deste tamanho seja obrigado a ter ambulatório, não dispenso uns remédios emergenciais.
8 - bala e chiclete são itens básicos em toda bolsa/mochila, não?

Além desses itens, convém conferir a previsão do tempo e, se for o caso, levar uma blusa (esses dias, 2), porque lá fica bem gelado à noite, e um guarda-chuvas, porque é São Paulo.

Aplicativo para celular

Tem um app bem útil, com a lista de todas as editoras e a programação. Dá para montar sua lista pessoal de editoras favoritas e ser informado das atrações especiais de cada uma, por data e horário, além da localização do stand que dá destaque para aquelas que você favoritou.











Acredito que com essas dicas básicas, dá para aproveitar muito e se divertir à beça no que eu chamo de a "Disney" dos amantes de livros.

Todas as informações necessárias você encontra em www.bienaldolivrosp.com.br

23 de abril de 2018

Livro: Todos contra todos: o ódio nosso de cada dia de Leandro Karnal

O professor de História da UNICAMP virou uma celebridade num grupo de pessoas que eu classifico como pensadores modernos e, entre tantas atividades que acumula no momento, é autor de algumas obras que se tornaram bestsellers no Brasil.

Nessa publicação ele faz uma provocação dizendo “Só eu e você, caro leitor, cara leitora, não odiamos nem somos violentos, muito menos preconceituosos” e assim segue, em textos cheios de ironia e cutucadas para chamar a atenção do leitor que somos todos cheios de preconceitos e ódio, mas nunca assumimos, pois não conseguimos admitir nossos erros e defeitos.

Como sempre, Karnal escreve de forma direta, objetiva, sem floreios para quem queira ler, não para agradar aos demais, eventualmente, se autocriticando quanto aos temas abordados.

Vale a leitura reflexiva.

16 de abril de 2018

Livro: O Poder do Hábito de Charles Duhigg

Eu comprei esse livro por indicação de uma amiga e não me arrependo.

O livro fala sobre como criar hábitos pode nos ajudar a organizar coisas simples e resolver casos complexos na nossa vida ou numa organização empresarial.

Ele começa relatando o caso de uma moça, que chegou ao fundo do poço: estava obesa, bebia e fumava compulsivamente, afundada em dívidas, isso sem contar o marido que decidiu deixá-la.

Do nada, ela tem um clique e cria um objetivo de vida, porque ela decide que quer viver sem aquela sensação miserável que a estava consumindo e durante a jornada consegue deixar os vícios, organiza sua vida, arruma um emprego estável, volta a estudar e consegue superar suas dívidas a ponto de conseguir comprar uma casa.

Durante as pesquisas desse e outros casos, um grupo de pesquisadores, entre eles neurologistas, psicólogos, geneticistas e até um sociólogo, começam a estudar o que leva uma pessoa a mudar sua rotina e seguir adiante com tais mudanças.

Entre largar o cigarro, fazer consumidores desejarem um produto, mudar paradigmas empresariais para melhoria de ambiente de trabalho e até ajudar uma pessoa com alguma sequela cerebral a seguir sua vida, o autor vai mostrando como funciona nossa mente e como os hábitos criados podem nos beneficiar se bem trabalhados ou como mudar os maus hábitos que existem em nossas vidas.

Um livro de leitura muito agradável e pesquisas muito interessantes, recomendo para qualquer pessoa, que precisa corrigir maus hábitos ou que só quer saber como maximizar seu cotidiano.

2 de abril de 2018

Livro: O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder

Eu comprei esse livro em 1997, quando ele aparecia como destaque em todas as listas de livros, além de estar sempre nas vitrines e ilhas das livrarias.

Eis que eu comecei a ler lá atrás e... nunca tinha terminado, porque eu não conseguia seguir a leitura como num livro de literatura qualquer. Eu precisava entender todo seu conteúdo e como sou, predominantemente, leitora de cama, isso era uma tarefa complicada.

Contei isso a uma amiga leitora e ela me fez uma proposta: vamos ler juntas.

Coitada, ela já leu uma vez e vive com uma fila enorme de livros, mas jurou que ela gostaria muito de reler o livro e essa era uma oportunidade para fazê-lo. Claro que eu aceitei.

Combinamos de ler pelo menos 3 capítulos por semana e sentar para comentar a parte lida. Tem sido uma experiência bem legal, porque cada uma fala o que achou, o que entendeu, e eu costumo ter sempre um comentário sobre a influência daquele filósofo no nosso Direito, que é de onde eu conheço a maioria dos nomes mencionados (por questões de agenda, as discussões ainda não estão na metade do livro, mas eu consegui terminar de ler o dito).

O livro é ótimo, me ganhou desde a primeira vez, o problema era eu e essa minha vontade de absorver o conteúdo dele nos mínimos detalhes (até parece DR rs).

A história conta o dia em que um garota chamada Sofia passa a receber cartas de alguém desconhecido com a proposta de lhe ministrar um curso de filosofia por correspondência. As cartas chegam de forma misteriosa e endereçada a ela que, mesmo sem entender a razão para ter sido escolhida para receber o curso, decide entrar de cabeça no desafio.

Ao longo do curso são apresentados os pré-socráticos, o trio de filósofos gregos mais famosos da História, os pós-socráticos e as teorias mais modernas, até chegar aos anos 90.

A leitura abre mentes e faz refletir sobre muitos aspectos sociais como, por exemplo, a ausência de mulheres entre os pensadores do passado, porque naquela época a mulher não era considerada um ser capaz de pensamentos complexos.

Se você curte uma boa fantasia com muita filosofia, vai amar essa leitura!