30 de maio de 2022

Review: Inalador/Nebulizador a ar comprimido Inala Pop da Omron

O tempo virou em São Paulo e minha garganta logo sentiu os efeitos do tempo seco e, repentinamente, frio.

Eu tinha um inalador portátil de uma marca desconhecida, mas que funcionava o suficiente para usar com soro, mas depois de passar no otorrino, porque eu precisava de mais do que chá de mel com própolis e inalação com soro, descobri que alguns inaladores são fracos demais para nebulizar remédio, que é mais denso.

Em casa deveria ter um inalador ultrassônico, mas ninguém conseguiu descobrir o paradeiro. O jeito foi comprar um novo, mas qual?

Para ser bem sincera, eu comprei esse por 2 razões: a Omron é uma marca confiável, de bons produtos. Eu tenho medidor de pressão, termômetro, tudo deles, então era natural escolher um dessa marca. E outro fator foi o preço. Não é o mais barato do mercado, mas custo x benefício, foi o melhor que eu encontrei.

O aparelho não é grande (menor do que um pote de sorvete), vem com 2 máscaras, 1 adulto e outro infantil, que dá para passar elástico (não acompanha o elástico) e o potinho onde você coloca o soro com o remédio tem linhas para você saber a medida, o que ajuda bastante. Uma coisa boa, não tem aqueles copinhos descartáveis que o ultrassônico usa, então uma despesa a menos. Mas tem o tal do filtro, uma esponjinha, que fica onde tem esse "botão" preto que se vê na imagem. Eu não encontro o tal refil para o filtro que, segundo o fabricante, deve ser trocado a cada 3 meses, mas estou fazendo uma bolinha com esponja de cozinha, nas mesmas medidas e tem funcionado.

Se alguém disser que isso não é barulhento, tem problemas de audição, mas nada que vá te matar, ainda mais considerando a diferença de preço entre o inalador de compressão de ar (esse tipo) e o ultrassônico.

Eu tenho uma necessaire que parece uma lancheirinha, que eu uso para transportar meu inalador. Cabe tudo direitinho, o aparelho, a máscara com o copo, a mangueira e o frasco de 100ml de soro.

A névoa não é fininha como a do ultrassônico, então tenha sempre papel ou toalha, porque começa a escorrer. Eu uso um guardanapo no queixo para não ficar pingando e ficar com as mãos livres para trabalhar enquanto faço minha inalação.

Se você não gostar desse modelo de máscara, com 2 furos laterais, é possível comprar máscaras em casas de equipamentos cirurgicos facilmente. Eu tive que comprar para o outro inalador (pois é... depois eu encontrei um outro inalador em casa, que ninguém nem sabia que existia) e ele tem furinhos pequenos na parte do fundo da máscara e já veio com elástico.

Enfim, eu recomendo pelo custo x benefício.

10 de janeiro de 2022

Filme: Shang-Chi - A lenda dos 10 anéis (Shang-Chi and the legend of the ten rings)

Representatividade resume o filme!

Parece bobagem, mas assistindo a diversas entrevistas dos atores do filme, o que eles falam é a mais pura verdade e ninguém percebe: não há imagem de personagens, muito menos heróis na mídia ocidental que represente os descendentes de asiáticos, sejam eles de qualquer origem.

Pensa, quantos atores famosos você conhece que tenham a nossa aparência? Quando eles existem, quantos são protagonistas de histórias? E quantos tem o direito de fazer papéis comuns, tipo médico, advogado, empresário?

E vou contar uma coisa particular para ilustrar o que alguns que lerem esse post vão chamar de mimimi.

Quando eu era criança, queria muito ser atriz. Meus pais não deixaram, porque disseram que eu ia morrer de fome, já que ninguém dava trabalho para descendentes de oriental na TV ou teatro.

Ok, o Simu Liu encarou os pais (engraçado que ele também é formado em Contabilidade) e, depois de alguns anos trabalhando na área, foi correr atrás da carreira improvável. E que bom que ele o fez!

Não sou chinesa (e, por favor, só pare de falar que somos todos iguais. Isso se chama racismo e é considerado crime no Brasil só pra avisar, ok?!), mas cada vez que um "amarelo" ganha destaque nas artes, a gente se sente representado.

(nossa, que post chato... você só vai falar disso?)

Mas vamos ao que interessa, o filme!

O filme começa como se fosse um desses dramas comuns: um cara que trabalha para sobreviver, mas leva uma vida divertida ao lado de uma amiga muito parceira, até que o passado o encontra dentro de um ônibus (aquela cena do trailer, com o cara de braço de faca).

Eis que ele é levado de volta às suas raízes e reencontra sua família.

Na jornada de descobrir as verdades a respeito de sua falecida mãe e o reencontro com sua família, ele vai entender que é um pouco mais do que um garoto habilidoso em artes marciais.

A fotografia é incrível e tem um quê de "O Tigre e o Dragão", um filme badalado do cinema chinês que fez sucesso no mundo todo, dirigido por Ang Lee.

As cenas de luta são de tirar o folego, como se espera de um bom filme Marvel, com muitos efeitos especiais e lindas coreografias que foram treinadas à exaustão pelos atores e seus dublês.

Aliás, quem tem acesso ao Disney+, consegue ver um documentário sobre o making of desse e de alguns outros filmes que mostram o quão difícil e desafiador é ser um herói Marvel. Os treinos, as gravações e a rotina, ainda mais com a pandemia, exigem um empenho descomunal.

Ainda tem um crossover com Doutor Estranho. Coisa simples, mas que dá a deixa para o futuro e já faz uma amarração de Shang-Chi com o Universo Marvel.

Uma pena que estávamos no meio da pandemia, mas eu adoraria ter assistido no telão, com direito a 3D e muita pipoca. Ainda assim, recomendadíssimo!!!

1 de janeiro de 2022

Feliz 2022!


Feliz ano novo!!!

Que 2022 seja um ano de muita paz e saúde. Aliás, muuuuuuuuuita saúde é o que eu tenho desejado para todas as pessoas do mundo, porque é o que mais precisamos no momento.

Vou tentar voltar a postar com mais constância neste ano. Tem muita coisa que acabou ficando de lado, então eu tenho uns reviews de produtos, livros, filmes e séries vistos no ano passado e não comentados que eu vou colocar... uma hora eu coloco... rs

31 de dezembro de 2021

Restrospectiva: leituras, filmes, entre outros

Quando eu fui procurar a imagem ao lado, eu coloquei no Google "já vai tarde 2021" e descobri que dissemos o mesmo no final de 2020, quando o corona vírus fez todo mundo entrar em pânico, ficar trancado em casa, com medo de colocar o nariz pra fora (literalmente) e esperando que esse pesadelo terminasse em breve.

Em 2020 os meses foram passando e as coisas só pioravam. Números horripilantes de pessoas mortas que só foram vistos antes em tempos de guerra.

Enfim, 2021 trazia a esperança da vacina. Muitos laboratórios e universidades ao redor do mundo corriam contra o tempo com algum nível de colaboração entre todos, para que se pudesse encontrar uma vacina segura.

De repente alguns laboratórios começaram a anunciar suas descobertas e pesquisas. Era hora de fabricar as vacinas em escala global, porque ou se acabava com o vírus em todo lugar ou a gente seguiria na mesma... pois é... ainda não terminou, mas já melhorou.

Seguimos aguardando a declaração de que o pesadelo acabou, que finalmente podemos nos aglomerar em segurança, nos abraçar, beijar... eu ainda tenho medo. Que 2022 possa ser mais tranquilo.

Enquanto o ano encerra, queria fazer a lista de várias coisas bacanas lidas e vistas durante 2021 e que eu acabei não postando, porque a pandemia me fez trabalhar dobrado por causa das diversas mudanças legislativas e procedimentais.

E vamos às listas!

LIVROS

Eu só escrevi sobre um livro, mas minha meta anual de leitura é de 12 livros, para dar uma média de 1 livro por mês. Para mim, esse é o mínimo aceitável. Nessa conta não entram livros técnicos.

Dos que eu li, os que valem a pena a indicação são:

- "Pro dia nascer feliz", da editora MOL, que faz publicações que geram renda para ONGs em diversas áreas, entre elas uma revista que é vendida numa rede de drogarias. A Editora MOL tem várias publicações bem bacanas, e essa tem frases e textos motivacionais para que você tenha dias melhores e mais produtivos. Eu tenho os livros da coleção "Eu Amo" que trazem relatos de ativistas e pessoas conhecidas sobre o tema do livro, por exemplo, bicicletas. Se quiser conhecer todos os produtos, visite a Banca do Bem.

- Ruth Manus: eu li 3 livros dela, que são "40 pequenos desabafos" (tem um post sobre o livro), "Mulheres não são chatas. Mulheres estão cansadas" e "Pega lá uma chave de fenda". Todos são livros curtos, porque trata-se de coletâneas de textos e não um livro de história única. É o tipo perfeito para ler na cama, porque dá para terminar pelo menos 1 texto toda noite, sem aquele problemas de "eu preciso saber o que acontece depois, então vou ler só mais um pouquinho", o que costuma acabar com a noite de sono rs. Em "Mulheres não são chatas", ela conta os problemas de ser mulher na sociedade. Se você é mulher, leia para saber que não está só. Se você é homem leia para saber como a gente sofre. Em "Pega lá uma chave de fenda", o texto mais marcante será o último que fala exatamente do título do livro. São contos do dia a dia.

- Luis Felipe Pondé: eu li 2 livros "Amor para corajosos" e "Contra um mundo melhor". Pondé é conhecido por ser ácido e descrito pelos seus amigos filósofos como o Schopenhauer, notável filósofo negativista (não confundir com negacionista). Em "Amor para corajosos" ele vai falando umas verdades. Eu curti esse livro todo. Os textos são bem humorados do jeito ácido dele e rápidos para ler. Já o "Contra um mundo melhor", eu gostei dos primeiros textos, mas alguns do final eu achei meio chatos. Todos os textos dele tem um ponto de reflexão, trazem narrativas fundamentadas em teorias conhecidas, mas uns textos me pareciam mais inspirados e outros eu pularia (eu não consigo deixar de ler partes de um livro mesmo que eu ache chato... comecei, eu preciso terminar de ler tudo!).

Outros livros que eu li, eu só li, porque, como mencionei, tinha começado, então precisava terminar.

FILMES

E como eu demorei para escrever esse post, nem lembro mais o que eu assisti. Vou tentar melhorar isso no post final do próximo ano.