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15 de maio de 2023

Filme: Raya e o Último Dragão (Raya and the Last Dragon)

Na onda da representatividade, a animação Raya da Disney Pixar, é muito icônico e, seguindo a nova linha de princesas que não precisam de príncipes, um possível clássico.

Os atores que dublam a animação também não poderiam ser mais representativos no movimento asiático em Hollywood, com Daniel Dae Kim, conhecido do grande público pela participação em Lost e Hawaii 5.0, além de muitos outros filmes e séries, e a atriz Awkwafina que, entre muitos trabalhos, também aparece em Shang Chi, no personagem de melhor amiga do herói.

Raya é uma espécie de Game of Thrones, já que fala de uma civilização dividida em clãs e dragões. Se bem que aqui, em tese, os tais dragões estavam extintos e Raya vai em busca do que os haveria exterminado para restabelecer a paz e harmonia entre os clãs.

A história mostra a questão da honra, sempre muito preciosa nas histórias que envolvem a cultura asiática, os laços familiares, as brigas por questões de orgulho e desentendimentos entre gerações e lendas milenares que envolvem animais fantásticos e místicos.

Raya mostra a força dos valores, da amizade e lealdade, numa animação muito bem desenhada, com cenários muito bonitos e personagens encantadores.

Prepare a pipoca e encante-se!

20 de novembro de 2017

Filme: Sing - Quem canta seus males espanta (Sing)

Sing é um filme dos mesmos criadores de Meu Malvado Favorito (Despicable Me) e os fofos Minions, a Illumination, que não levanta bandeira de ser concorrente da Pixar, mas tem trazido animações bem feitas com roteiros bem interessantes.

A história mostra um entusiasta e empresário teatral, o coala Buster, que está até a tampa de dívidas e prestes a perder seu adorado teatro, quando tem uma ideia não tão inovadora, mas que pode salvar o seu negócio.

Ele decide criar um concurso de calouros para atrair o público para o teatro, com os selecionados sendo julgados pelo público que vier assistir ao show, sendo prometido ao primeiro colocado um prêmio de US$100.000.

É aí que começa a confusão e a diversão.

Entre os concorrentes, um macaco, filho do chefe de uma quadrilha, uma porca que tem um monte de filhotes, um porco cheio de auto estima, um grupo no melhor estilo girl band japonesa, uma porca espinho roqueira romântica, um ratinho que se acha o próximo Frank Sinatra e uma elefante com vozeirão e tímida que só ela.

A história é sobre perseguir seus sonhos, acreditar nas possibilidades, trabalhar em grupo e no poder da amizade e união.

No final, você vai se emocionar, porque é um desenho fofo, cheio de referências aos grandes nomes pop da atualidade e muito divertido!

9 de janeiro de 2017

Filme: O Bom Dinossauro (The Good Dinosaur)

O Bom Dinossauro (The Good Dinosaur) é uma lançamento das férias de verão de 2016, mas eu só assisti agora, nas festas de final de ano.

A história parte da hipótese de que o asteróide que explodiu a Terra e aniquilou os dinossauros passou reto e com isso inverte os papeis entre humanos e animais, sendo que os seres pensantes e falantes do filme são os dinossauros e os que não falam e vivem por instinto, os seres humanos.

Não tem jeito, a Disney/Pixar sabe mesmo com fisgar seu coração, com humor e emoção, tudo junto, bem amarrado.

A história mostra a relação de pais e filhos, da questão do bullying, do encorajamento, da influência que a família tem no desenvolvimento de uma criança e com isso nós temos Arlo, o dinossauro verde que, junto com sua família, tem uma boa propriedade, onde cultivam o que necessitam para sua subsistência.

Mas desde pequeno Arlo tem problemas por ser o menor e menos hábil dos filhos. Para tentar melhorar isso, seu pai o leva para um passeio que dá errado. Então, o jovem Arlo se vê perdido e na tentativa de voltar para casa, encontra o humano Spot, com quem acaba tendo uma relação de amizade e cumplicidade, vivendo altas aventuras.

É um filme que vai agradar a família inteira e tem um final de encher os olhos de qualquer um com lágrimas.


19 de dezembro de 2016

Livro: Mar da Tranquilidade (The Sea of Tranquility) de Katja Millay

Sinceramente, esse é um daqueles livros que eu teria passado batido se visse na livraria ou numa lista de indicações, porque o título não me remete a nada e a capa faz parecer um daqueles romances bobinhos.

Para minha sorte tenho uma amiga que adora indicar livros e como ela ia se desfazer desse, me ofereceu dizendo que acreditava ser do meu gosto.

Como ela não errou até então, aceitei o livro (e quem é que recusa livro de graça?) e decidi ler.

Sabe aquele livro que te fisga na primeira página, tem tantas incógnitas que te deixa louco por saber como é que será o desfecho da história?

Para mim, Mar da Tranquilidade foi exatamente assim. Não teve uma parte que eu julgasse desnecessária na história, e o livro me fez parecer louca em público, porque eu ria, franzia a testa de preocupação com os personagens, e por pouco não chorei dentro do ônibus lendo os capítulos finais.

Os personagens principais são adolescentes, no final do colegial (o equivalente ao ensino médio brasileiro), mas não são adolescentes quaisquer.

A Nastya é uma garota que guarda um passado sombrio no seu silêncio absoluto. Ela simplesmente não fala. Ela não é muda, ela escolheu ficar muda.

O Josh é um garoto com quem ninguém mexe. Não por ele ser algum tipo de valentão, somente porque na cidade, o nome dele está associado à morte. Toda a família do garoto está morta.

E tem o Drew, o típico garoto popular, lindo, atleta, xavequeiro e melhor amigo do Josh, uma combinação bem esquisita, mas que dá muita liga na história.

A fim de evitar spoilers, eu não posso entrar em mais detalhes, mas deixo algumas recomendações.

O livro, apesar de ter personagens adolescentes, trata de um tema bem tenso: a depressão e o que a falta de comunicação entre as pessoas pode acarretar na vida de cada indivíduo. Cada um dos personagens nos mostra um problema diferente e, apesar de não apresentar uma solução, nos leva a uma profunda reflexão de como tratamos nossos problemas e os problemas dos outros, sejam eles família ou amigos.

Recomendo muito a leitura para pais de jovens e para pessoas que estejam passando por problemas com a depressão.

"Não está tudo bem, mas eu sei que vai ficar." - Nastya