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31 de agosto de 2020

Filme: As Panteras (Charlie's Angels) 2019

 

Depois de um longo tempo sem fazer outra coisa que não cursos, assistir palestras e treinamentos, decidi tirar uma folga rápida para assistir a um filme.

O escolhido foi As Panteras, versão 2019, dirigido pela Elizabeth Banks que faz uma Bosley nesse filme.

As Panteras sempre mostraram mulheres bonitas que escondem por trás de seus rostos de boneca mulheres poderosas, fortes, destemidas, o que já me faria rasgar um horror de seda para o filme, mas esse filme tem algo de bem especial e ainda mais destacado, não só no sentido de mostrar a força da mulher, do empoderamento feminino, mas a sororidade.

Esse filme começa, sem motivo aparente, no Rio de Janeiro, passa por Hamburgo, Berlim, Londres e Istambul.

Elena (Naomi Scott) é uma engenheira muito talentosa, lidera um projeto de energia limpa revolucionária, mas descobre que seu projeto tem uma falha e tenta impedir que ela seja lançada. Como sempre, pessoas inescrupulosas tentam fazer mau uso da nova tecnologia e Elena busca ajuda para impedir que isso aconteça.

Eis que entram em ação as Angels, Sabina (Kristen Stewart) e Jane (Ella Balinska) ao resgate, numa trama de suspeitas e traições que quase explodem nossas heroínas.

O filme tem bastante ação e uma mensagem para as mulheres que valem a pena assistir.

Girl Power and Sisterhood, baby!!!

10 de junho de 2019

Filme: Aladdin versão live action

Quando fiquei sabendo que a Disney planejava fazer a versão live action do meu desenho favorito, fiquei animada. Aos poucos eles foram anunciando quem eram os atores selecionados para os personagens principais da história e assim ficamos na expectativa.

Estou postando tardiamente, mas eu fui assistir na pré-estreia com ingresso comprado na pré-venda.

Eu preciso admitir que o filme tem partes ótimas, mas eu estaria mentindo se disser que amei tanto quanto amo o desenho. Explico.

O elenco foi muito bem escolhido. Talvez eu buscaria alguém mais alto para ficar mais parecido com o Jafar do desenho, mas Will como gênio, Mena como Aladdin e Naomi como Jasmine ficaram perfeitos.

SPOILER ALERT!!!
Acho bom eu fazer um alerta para eventual spoiler daqui em diante. Leia sob sua conta e risco! Não diga que eu não avisei.

Vamos às discrepâncias: arrumaram uma camareira pra Jasmine... de onde ela apareceu? A atriz fez um bom papel, mas não existia no desenho original. Ficou legal, mas eu queria algo mais fiel... é uma adaptação da Disney para Disney... enfim, aqui não é ponto negativo, só causa estranheza.

E por que não fizeram a cena da Cave of Wonders como no desenho??? Eu queria ver a cena do besouro dourado virando os olhos da caverna e ela surgindo no meio das areias do deserto, enorme, imponente. No lugar, cortaram direto pra caverna falando e o tigre entalhado numa montanha de pedra. Uma pena. Seria uma cena linda demais!

O ator que faz Jafar é meio mirradinho. Até tem cara de mau, mas a altura dele no desenho em relação ao rei baixinho e gordinho era um detalhe importante, do meu ponto de vista, para mostrar a manipulação do feiticeiro sobre o rei. O rei, diga-se de passagem parece mesmo um rei no filme, porque no desenho ele parece um fantochezinho.

Existe uma falha grave de roteiro, na minha opinião. No mercado, quando Aladdin e Jasmine estão fugindo dos guardas, ele deveria dizer "Do you trust me?" para fazer a ligação com a cena em que o Aladdin vai convidá-la, como Prince Ali, para fazer o passeio de tapete mágico, quando ela o identifica pela mesma fala. No lugar disso, ele fala só "Trust Me?" no mercado e na cena do tapete ele fala a frase completa.

Uma coisa bem positiva é a cena da entrada do Prince Ali em Agrabah. Ficou divina. Colorida, animada, acho que esse é um ponto fortíssimo do filme em relação ao desenho.

Agora vamos ao super elogio ao roteiro do filme, grande mudança, mas que ficou maravilhoso!!!

Na verdade são 2 coisas, mas em função da mesma finalidade. Uma é a música Speechless, lindamente e poderosamente cantada pela atriz. Dá até arrepios ouvir a música. Não consigo parar de cantarolar de tão linda. A música quer mostrar uma mulher forte, que não vai se intimidar perante ameaças e que está pronta para o enfrentamento.

A segunda mudança é a força dada a personagem, que não quer ser só a princesinha frágil que casa com o príncipe e vive feliz para sempre. No desenho original ela já não estava a fim de casar com os engomadinhos de outros reinos à força, mas aqui, ela não só rejeita os almofadinhas como quer ser governante, no melhor estilo "mulher pode ser o que ela quiser".

Tirando umas cenas que eu acredito, deveriam ter sido mais fieis ao desenho premiado com 2 Oscar em 1992, por melhor trilha sonora e melhor canção original, essas mudanças ficaram boas, as atuações são ótimas e o filme ficou visualmente muito bonito.

Meu amor à Disney pelo respeito à mulher e à magia.