26 de setembro de 2022

Review: Luva Impermeável Feminina Tutto Vita para Motociclista

Eu procurei por muito tempo uma luva impermeável para andar de moto, mas onde quer que você vá só tem o modelo masculino e se você, cara colega mulher, já provou alguma luva masculina deve ter constatado o mesmo que eu: NÃO SERVE EM MÃO DE MULHER!!!

Mesmo a luva comum, por não encontrar com facilidade, fui testar uma masculina PP e elas ficam enormes, porque homens, mesmo com mãos menores, tem dedos mais compridos. Pelo menos as luvas masculinas sempre são maiores, mesmo no menor tamanho.

Então, encontrei essa da Tutto em um site de uma loja que fica na região da General Osório, aqui em São Paulo, e fui até a loja, porque não queria comprar para devolver, porque isso é mais chato do que me deslocar até a loja e, simplesmente, não comprar.

Cheguei na loja, perguntei da luva e só tinha PP, mas feminino PP seria quase impossível entrar na minha mão. Ainda assim, o vendedor, muito atencioso, foi buscar no estoque (as mercadorias que estão no site, não ficam na loja) as luvas em 2 modelos disponíveis, da mesma marca Tutto, e do mesmo tamanho PP.

Esse modelo Vita, que é mais justinho nem passou no punho. O outro modelo (não lembro o nome) era melhor, mas ainda assim, muito apertado. Entrei no site, onde constava o tamanho P e decidi trocar mensagens, informando que tinha ido na loja da General e não tinha o P. No site havia o P de fato, mas era de uma unidade da loja que fica em outro bairro mais longe.

Como eu tinha testado na loja o PP e se fosse P parecia caber, eu comprei, mas cometi o erro de comprar essa Vita. Enfim, pelo preço, decidi ficar quando chegou (paguei R$99,00 por uma Tutto!).

Ela até entra, mas tá num aperto só. Tenho esperança de que laceie com o tempo para dar menos trabalho para colocar e tirar.

Meu receio era a falta de tato, mas isso não acontece. A sensação é bem parecida com estar de luvas de lã, mas que não escorregam na pegada. O movimento dos dedos fica um pouco mais endurecido, mas no meu caso pode ter a ver com o fato de estar apertadinho.

Ela é forrada, porque além de servir para não molhar, ela foi feita para não passar frio. Considerando que a marca é italiana, o conceito deve ser para dias de neve.

De fato, a luva é bem quente e bem confortável. O forro é super macio, muito agradável em contato com as mãos.

E o teste final: ela é mesmo impermeável!!!

Além de quentinhas, minhas mãos chegaram sequinhas. Não sei se pegar um temporal daqueles bem raivosos de verão vai resolver (e no calor vai ser difícil usar, porque elas são mesmo quentes), mas para uma chuva considerável que eu peguei, funcionou (não era garoa, era chuva mesmo).

Tirando o problema do tamanho (eu uso luva da X11 feminina tamanho M para referência) essa P entra no aperto, mas pelo preço que eu paguei está valendo. Se você estiver disposta a gastar uns 300 dinheiros, que é o preço normal dela e der sorte de encontrar no seu tamanho, o que é uma missão bem complicada, eu digo que funciona ao que se propõe e é bem bonita.

Pena que as outras marcas só fazem tamanhos gigantes e, no geral, somente modelo masculino! E quando eu digo masculino, o problema não é a cor, é o tamanho mesmo, porque como mencionado no começo, as luvas modelos masculinos são mais largas e tem os dedos muito compridos.

Eu tentei comprar a luva impermeável feminina da California Racing, mas o menor tamanho disponível é o M (fui na loja de fábrica) e é gigantesca. Quando pedi um tamanho P o vendedor disse que não fabricam.

X11, Texx, California Racing, por favor, mulheres também andam de moto e precisam de acessórios em seus tamanhos!!!

5 de setembro de 2022

Review: Mochila para patins inline Bag Traxart e Patins Oxelo Fit 100 Decathlon

Depois de levar bronca do cardio, do neuro, do psiqui, da psico e, quando eu retornar em outras especialidades, devo levar bronca deles também, impedida por 2 ortopedistas de correr (problema de junta... tudo e joga fora rs) e com vontade de fazer algo mais movimentado do que só caminhada, acabei por retornar a uma modalidade que eu curtia bastante quando jovenzinha: patins!

Eu tinha um par que precisa de peças, então acabei comprando um par novo, desses para iniciantes mesmo, que são mais em conta.

Já na loja constatei um problema... aquela destreza da infância desapareceu. O problema não era ficar em pé, afinal, equilíbrio não é bem um problema pra mim, mas como faz para parar esse negócio???

Eu tentei algumas vezes, mas só consegui parar mesmo com a ajuda da parede. Como eu faria para andar com isso na rua se eu não consigo parar???

Ok, segunda providência: comprar um kit de proteção com joelheiras, cotoveleiras e munhequeiras. Pelo menos se cair, não me arrebento inteira.

Mas ainda assim, eu descobri que quando a gente fica mais velha a gente fica mais medrosa (ou seria isso maturidade e responsabilidade?), então, Google pra que te quero, diga-me onde tem aulas de patins nessa cidade. Não que seja difícil chutar essa resposta, mas eu queria outras alternativas ao parque do Ibirapuera, onde cada pedacinho de chão é extremamente concorrido, principalmente aos fins de semana.

Achei algumas opções em parques, com destaque para o parque do Ibirapuera, onde vários professores dão aula para grupos ou particular. E achei uma, mais pra zona sul, num tal parque Laguna... quem diria, fica perto de Santo Amaro, ao lado da ponte de mesmo nome, que liga um lado a outro da Marginal Pinheiros, na altura do parque Burle Marx e a nova área nobre que fica perto da avenida Santo Amaro.

Mandei uma mensagem e logo consegui um horário para fazer uma aula particular. A professora, muito simpática, me ensinou a cair (importante, já que é inevitável), a levantar (sim, porque você precisa saber como sai do chão sem ter que tirar os patins), a dar uma roladinha... foi divertido. Ainda vou fazer mais aulas, mas acho que é isso. Vamos aprender algo novo.

Só que eu descobri que é complicado carregar os patins, já que eles não cabem embaixo do banco da minha scooter. Lá vou eu procurar uma mochila para patins: achei!

O problema de comprar na internet é que você tem que se basear por fotos, que muitas vezes são montagens, e comentários de gente que não sabe bem como fazer comentários úteis para outros possíveis compradores. 

Eis que estou aqui para tentar fazer os comentários que possam ajudar você a decidir se vai comprar ou não.

Sinceramente, achei meio caro, mas se o produto for durável, terá valido a pena. 

Eu comprei a mochila para patins inline da Traxart de uma loja que comercializa na plataforma do Submarino. De todos os lugares consultados, era a única que estava com desconto da loja e um cupom do Submarino no momento da compra, tinha frete grátis para minha localidade e chegava em 2 dias, ou seja, antes da minha segunda aula.

Ela é feita toda num tecido tipo tela. 

Eu li num comentário no ML que a pessoa achou o material frágil. Eu não achei que o material pareça frágil, ele só não é duro e tão resistente como seria se a mochila inteira fosse feita de lona.

Um ponto positivo que muita gente aponta é o fato dessa tela tornar a mochila respirável, o que significa que depois de você ter andado com seus patins, ter suado seus pés, vai guardá-los na mochila, mas eles estarão "respirando"... se você tiver chulé e for pegar um transporte público lotado vai matar todo mundo. rs

Brincadeiras a parte, a mochila não me parece frágil, tem as divisões em lona, mas todos os compartimentos são assim, em tela, por isso na foto você consegue ver todo o conteúdo, porque é assim que fica.

Na parte do meio, onde você vai colocar seu capacete, o kit proteção e alguns cacarecos, tem um bolsinho com zíper para guardar celular e chaves, talvez umas balas e sua carteira. Sim, cabe tudo isso.

As alças são ok e tem a tira de peito que ajuda a distribuir melhor o peso da mochila. Eu gosto de ter essa tira nas minhas mochilas, porque ajuda muito.

Um detalhe que eu havia lido e acho que vale comentar: o tamanho dos compartimentos onde você guarda os patins. 

Vai um pé de cada lado, assim, como você vê na foto. Aliás, crédito da imagem para a Traxart, porque eu fui tirar uma foto da minha com os patins dentro e... os meus patins são pretos!!! Não dá pra enxergar os patins na foto rs

Não sei se dá pra reparar que eles estão bem justos. Assim, sem o freio. 

Pois é... uma pessoa comentou que teve que tirar o freio para colocar o patins na mochila. Detalhe, a pessoa é um homem, então eu imagino que não calce 34, como eu. Sendo assim, o dele é bem maior que o meu.

As medidas divulgadas da mochila são de 45 cm, sendo assim, os meus deveriam caber com o freio: sim, couberam! 

Mas, de novo, meus patins são 35 (não tem 34 adulto e por recomendação da vendedora eu preferi pegar o adulto), então eles não tem 45 cm mesmo com os freios. Se você tem pés grandes e faz questão de manter os freios, melhor pensar direito, já que os bolsos onde vão os patins não tem 2 zípers, porque se tivesse, seria possível fechar para o lado do freio e deixar o freio para fora, mas não dá para fazer isso.

Enfim, a mochila vai me atender bem, pelo menos por enquanto.

Daqui algum tempo eu venho atualizar o post caso a mochila tenha se desfeito de ficar carregando toda semana para as aulas.

22 de agosto de 2022

Livro: O Dicionário das Palavras Perdidas de Pip Williams

Foi o título do livro que me fez dar uma olhadinha pro lado e conferir o que estava escrito na sinopse do livro e fiquei, para dizer o mínimo, curiosa.

Vou começar falando da autora. A Pip é nascida em Londres e vive na Austrália, o que explica as referências usadas na história, comparando o fim do século XIX e o começo do século XX em temas políticos e sociais entre os dois países, o que torna esse romance uma aula de História, além de tudo.

A história é incrível.

Para ser bem sincera, começa meio morna, mas eu recomendo que você siga a leitura. Eu comecei como leitura de cama, aquela para pegar no sono. O começo até funcionou, mas depois, eu queria tanto saber o que vinha depois, que no final eu acabei acordada até altas horas para concluir o livro.

Aliás, na versão em português (agora eu preciso ler em inglês) a tradutora colocar observações importantes, já que havia a necessidade de se respeitar a ordem alfabética da publicação do dicionário e traduzir com palavras que significassem a mesma coisa, com a mesma proximidade de letras não foi tarefa fácil, mas magistralmente realizada. Todo meu respeito à tradutora que teve todo esse cuidado para que a história não perdesse sua essência e coerência.

Lá, depois que a história termina também tem o histórico sobre a autora e o que a levou a escrever essa história. Vale a pena ler todas as páginas, inclusive das referências utilizadas pela autora, que fez uma pesquisa de verdade para saber a história da criação do dicionário de Oxford, dos fatos concomitantes da época e juntar a isso um romance emocionante.

Agora que eu comentei tudo isso, acho que vale falar do que se trata o conto. rs

Esse é um romance baseado na história real da criação do primeiro (sim, primeiro) dicionário de Oxford, aquela instituição famosa e super conceituada da Inglaterra.

Conta sobre os personagens reais que compuseram a equipe original da elaboração do dicionário e junto a isso a autora cria uma personagem, a pequena Esme, que vai crescendo naquele ambiente de palavras, num momento em que as mulheres eram educadas, normalmente, para serem donas de casa e mães.

Tirando a Esme, que a autora diz ao final se tratar de uma personagem ficcional, as demais mulheres citadas de fato existiram e fizeram parte da equipe do dicionário, formal ou informalmente. Claro que sem qualquer protagonismo e sem que seus nomes constassem do dicionário em si, mas estão nos documentos e imagens disponíveis em Oxford sobre a história do dicionário real.

A história começa em 1880, conta como são as pessoas, a divisão da sociedade, apresenta mulheres de diferentes classes sociais, diversos temas que envolvem o papel dos homens e das mulheres.

Fala sobre as lutas feministas, incluindo a liberdade sexual, sufrágio universal (que na época não nem se discutia o universal da maneira como pensamos hoje), o direito a educação formal e reconhecimento profissional, constituição de família, a opção pela não maternidade e não casamento, independência, além das questões sobre a primeira Guerra Mundial, que ceifou a vida de milhares de jovens, jovens demais.

Esse livro vale a leitura por muitas razões para muitos públicos e todas as faixas etárias.

Se você gosta de romance, drama, História e palavras, vai curtir a viagem que nos leva Pip.

Boa leitura! 

11 de julho de 2022

Bienal Internacional do Livro de São Paulo - Edição 2022

Depois de 4 anos aguardando, enfim, a Bienal do Livro de São Paulo voltou a acontecer!!!

Um misto de ansiedade, receios e alegrias afloravam conforme a data se aproximava e chegou o dia de ir ao novo local, que havia sido anunciado ao final da última edição, em 2018, para ver como seria estar num lugar que eu chamo de "a Disney dos amantes de livros".

O Expo Center Norte, fica, como sugere o nome, na zona norte da cidade de São Paulo, na ponta oposta de onde eu resido (eu moro nos fundos da zona sul), mas tem o acesso facilitado por ampla opções de transporte e não difere a estação de metrô onde sempre acessamos o ônibus que faz o traslado gratuito entre estação e local da Bienal.

Para quem não conhece a cidade, o Anhembi, onde era feito até então, fica equidistante da estação do metrô Tietê, porém para o lado contrário de onde está o Expo Center Norte (se tiver muita curiosidade, coloque no Google Maps o metrô Tietê e veja que a esquerda do mapa estará o Anhembi e a direita, o Expo).

A Bienal no Expo Center Norte ficou com uma configuração esquisita e muita gente (eu principalmente) ficava perdido e girando o mapa para tentar identificar onde estava e onde queria ir. Eu só fui entender o que causava a confusão no meu 2° dia de visita (eu tenho acesso gratuito por ser professora), pela primeira vez, a praça de alimentação estava bem no meio da Bienal, e não no fundo como de costume.

Além disso, só havia a sinalização de teto com as letras dos corredores na entrada, o que não ajudava depois que você já estava no meio do "labirinto".

Não sei se essa impressão foi geral, mas a Bienal diminuiu de tamanho e várias editoras grandes e habituais não estiveram presentes. As que eu senti mais falta foram a Martin Claret, que publica obras clássicas com ótimas traduções, em versões pocket, simples e luxo, além da editora da Folha, que sempre trazia as suas coleções com preços promocionais entre outras tantas publicações ótimas.

Uma coisa bacana que fizeram são os pontos de informação, espalhados em vários cantos da Bienal, o que ajudava os perdidos a se encontrarem ou descobrirem que uma editora não estava lá.

O uso das máscaras era opcional, mas muita gente estava usando a máscara e haviam lugares com totens de álcool gel para higienização.

Eu fui somente durante a semana e ainda assim estava bem cheio, muito por ser época de férias escolares, mas quem foi no primeiro fim de semana disse que estava impossível de cheio, já que os ingressos são vendidos pela internet e na porta. No fim de semana de encerramento havia um aviso nas redes sociais e no site da Bienal dizendo que não haveria mais venda de ingressos por canal algum por estarem esgotados.

Foi a primeira vez que isso aconteceu e deve ser por causa da muvuca da semana anterior, para não se tornar ponto de disseminação maciça de Covid. rs

Com a muvuca, com o risco de Covid no ar, calor e editoras faltantes, quem gosta desse ambiente não pode reclamar.

A Bienal estava bonita e lotada, o que prova, mais uma vez que o livro de papel não vai acabar, não vai morrer e não está obsoleto.

Era de deixar o coração quentinho ver a quantidade de crianças e jovens atrás de livros, com sacolas cheias, pais incentivando a leitura e gente encarando filas quilométricas nos caixas para levar as obras desejadas, algumas com ótimos descontos, outras porque depois não acha.

Com muito livro ou pouco livro, usando máscara e álcool gel (eu não sei nem quando vou deixar de usar esse combo na rua), confesso que foi muito bom estar de volta à Bienal do Livro.

Até 2024!!!