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27 de fevereiro de 2023

Review: Máscaras de proteção contra vírus

Eu nem acredito que ainda estamos em alerta para a pandemia de Covid-19, em 2023!

Não sei se todos lembram, mas o nome científico atribuído ao vírus que causou e ainda causa muitos problemas ao redor do mundo, que leva o número 19, diz respeito ao ano em que o vírus foi detectado pela primeira vez, ainda que o alerta de estado pandêmico tenha se iniciado em 2020.

O rascunho dessa postagem eu fiz em 2021, mas na confusão que a gente vivia, medidas governamentais que mudavam a toda hora e eu tendo que acompanhar a parte legal (Medidas Provisórias e Decretos diversos eram rotina), o ânimo para escrever no blog foi para o espaço.

Agora, eu quero ver se volto ao post semanal sobre assuntos diversos, como eu fazia antes e já deixei engatado vários rascunhos para tentar manter a regularidade. Não prometo, mas tentarei com todas as forças. rs

Vamos ao assunto da postagem: máscaras de proteção.

Elas viraram acessório facultativo nos últimos tempos, mas assim como eu, muita gente ainda as usa. Muitas cores, formatos e materiais foram testados e usados.

Claro que, além dessas que estão abaixo, eu faço uso das N95 em lugares fechados, transporte público e hospitais, e as máscaras cirúrgicas em consultórios médicos e ambientes movimentados, mas menos fechados.

E vamos aos reviews.

O primeiro modelo que eu comprei foi o tal do "bico de pato", mas hoje não compraria mais, simplesmente porque ele não se adequa ao meu rosto e meu nariz batatinha tipicamente japonês, onde a tal da ponta do bico não tem onde se apoiar. Sendo assim, ela não fica fechadinha, apesar de ser uma gracinha.

Uma amiga que estava fazendo e em estampas super fofinhas. Acho que comprei mais sob esse apelo do que porque gostei delas. E na época, sem a opção de comprar máscaras cirúrgicas por estarem em falta e por não saber costurar, era o que tinha.

Então, eu descobri o tal do site Elo7, uma espécie de Mercado Livre, mas especificamente de artesanato. Artesã(o)s de todo tipo de arte estão lá vendendo suas criações e, na época da pandemia, uma infinidade de pessoas passaram a vender máscaras de tecido. Foi então que eu comprei minhas primeiras máscaras de tecido costuradas no formato de máscaras cirúrgicas. Achei umas que até podiam ter um filtro colocado entre as camadas.

Depois comprei outras de uma amiga que estava fazendo por hobby e é super caprichosa na costura.

Pouco tempo depois eu fui atrás da máscara da Trifil, que foi lançada como feita com tecido tecnológico antiviral. Gostei, não machucava as orelhas e se ajustava bem, além de ter um formato anatômico, que ajudava na questão da respiração.

Não que eu tenha tido problemas com qualquer dos modelos, mas para quem reclamava, essa ajudava, pois não ficava grudado no nariz.

Depois encontrei esse modelo da Lupo (a Trifil também tem igual) que tem em várias cores e é feita com abertura entre as 2 camadas, permitindo que você possa colocar um filtro no meio.

Eu usei muito para ir em locais mais movimentados e em ambientes de saúde, pois me dava uma segurança maior, por permitir a introdução de mais camadas de segurança.

De todos os materiais e modelos, a que eu menos gostei é dessas feitas de neoprene. Elas são muito grandes pra mim e esgarçam com muita facilidade. Além do mais, eu não me sentia mais segura usando elas em relação às de tecido para ser bem sincera. Eu tenho só 1 desse modelo/material e só porque eu ganhei mesmo.

Ainda a tenho guardada, mas para fins de uso em momentos de faxina, já que eu sou alérgica e usar máscara já fazia parte desses momentos da vida adulta mesmo antes da pandemia.

Durante a pandemia, eu ganhei uma desse modelo, que eu nem sei que nome deram. rs

Esse modelo é menor, então ficou perfeito no meu rosto, se ajustando direitinho e me fazendo sentir confortável e segura.

A minha é fofa, porque é da Hello Kitty!

Esse modelo é bem parecido com o recorte do modelo anterior, mas o diferencial é o tecido antibac e é da Havaianas!

Sim, a marca de chinelos também vendeu (ainda vende?) kits de máscaras com tecido tecnológico e estampas bem diferentonas. E, num dado momento, quando todo mundo já tinha se munido de máscaras o bastante, eles estavam vendendo com preço promocional e eu adoro um desconto!

Essa da boca faz sucesso sempre que eu saio com ela, porque as pessoas acham engraçado.

Como eu digo, porque não se divertir com a aparência usando máscaras divertidas pra variar?

A máscara mais cara do mercado e criada para quem pratica atividades físicas aeróbicas era essa da Fiber, que começou com o modelo que não prende na orelha e depois lançou essa, que eu comprei bem ressabiada, pois já tinha daquele outro modelo de outra marca e sabendo que a máscara é mais "pesada" do que as de tecido, me perguntava se não ia machucar as orelhas ou se não ia ficar caindo.

Para minha surpresa, me adaptei melhor a esse modelo de orelha do que a outra e acabei comprando 4 no total.

Eu só fui comprar desse modelo knit depois que passou o auge da pandemia, porque elas eram absurdamente caras e cada partes dela era vendida separadamente. Hoje, eles vendem em kits, como a imagem: a máscara, os filtros e o suporte que faz a máscara ficar no formato certo para manter o tecido longe do seu nariz e boca.

Para quem tem mais nariz, existe ainda um suporte para encaixar no nariz, mas para mim não funciona, então nem comprei.

A outra marca que fabrica desse tipo de máscara é a Máscaras Knit, que é a mesma coisa, mas é de outra fabricante. No começo ela era mais em conta do que a Fiber, mas depois a Fiber começou a fazer promoções e o preço se igualou. A diferença hoje é a grade de cores.

Por fim, a minha favorita e a que eu mais uso até hoje*, o modelo de tecido em 3D. Ela não gruda, é bonita, confortável e encaixa certinho em qualquer formato de rosto (eu acho). A pessoa que costura as minhas ainda coloca o elástico sem amarrar, permitindo que eu ajuste o tamanho do elástico para a minha necessidade.

Nem sei dizer a quantidade de máscaras desse modelo que eu tenho, mas eu tenho muita máscara, porque no começo eu trocava a cada 2 horas religiosamente. Agora eu relaxei um pouco, mas dependendo do quanto eu falar, do ambiente em que estou ou do suor, ainda troco ao longo do dia.

Se protejam e mesmo que a pandemia deixe de ser uma realidade, que tal adotarmos o uso das máscaras quando estivermos resfriados/gripados para evitar espalhar esses vírus para outras pessoas?

* hoje a que eu me refiro é fevereiro/2023, 3 anos do início da pandemia de COVID-19.

5 de setembro de 2022

Review: Mochila para patins inline Bag Traxart e Patins Oxelo Fit 100 Decathlon

Depois de levar bronca do cardio, do neuro, do psiqui, da psico e, quando eu retornar em outras especialidades, devo levar bronca deles também, impedida por 2 ortopedistas de correr (problema de junta... tudo e joga fora rs) e com vontade de fazer algo mais movimentado do que só caminhada, acabei por retornar a uma modalidade que eu curtia bastante quando jovenzinha: patins!

Eu tinha um par que precisa de peças, então acabei comprando um par novo, desses para iniciantes mesmo, que são mais em conta.

Já na loja constatei um problema... aquela destreza da infância desapareceu. O problema não era ficar em pé, afinal, equilíbrio não é bem um problema pra mim, mas como faz para parar esse negócio???

Eu tentei algumas vezes, mas só consegui parar mesmo com a ajuda da parede. Como eu faria para andar com isso na rua se eu não consigo parar???

Ok, segunda providência: comprar um kit de proteção com joelheiras, cotoveleiras e munhequeiras. Pelo menos se cair, não me arrebento inteira.

Mas ainda assim, eu descobri que quando a gente fica mais velha a gente fica mais medrosa (ou seria isso maturidade e responsabilidade?), então, Google pra que te quero, diga-me onde tem aulas de patins nessa cidade. Não que seja difícil chutar essa resposta, mas eu queria outras alternativas ao parque do Ibirapuera, onde cada pedacinho de chão é extremamente concorrido, principalmente aos fins de semana.

Achei algumas opções em parques, com destaque para o parque do Ibirapuera, onde vários professores dão aula para grupos ou particular. E achei uma, mais pra zona sul, num tal parque Laguna... quem diria, fica perto de Santo Amaro, ao lado da ponte de mesmo nome, que liga um lado a outro da Marginal Pinheiros, na altura do parque Burle Marx e a nova área nobre que fica perto da avenida Santo Amaro.

Mandei uma mensagem e logo consegui um horário para fazer uma aula particular. A professora, muito simpática, me ensinou a cair (importante, já que é inevitável), a levantar (sim, porque você precisa saber como sai do chão sem ter que tirar os patins), a dar uma roladinha... foi divertido. Ainda vou fazer mais aulas, mas acho que é isso. Vamos aprender algo novo.

Só que eu descobri que é complicado carregar os patins, já que eles não cabem embaixo do banco da minha scooter. Lá vou eu procurar uma mochila para patins: achei!

O problema de comprar na internet é que você tem que se basear por fotos, que muitas vezes são montagens, e comentários de gente que não sabe bem como fazer comentários úteis para outros possíveis compradores. 

Eis que estou aqui para tentar fazer os comentários que possam ajudar você a decidir se vai comprar ou não.

Sinceramente, achei meio caro, mas se o produto for durável, terá valido a pena. 

Eu comprei a mochila para patins inline da Traxart de uma loja que comercializa na plataforma do Submarino. De todos os lugares consultados, era a única que estava com desconto da loja e um cupom do Submarino no momento da compra, tinha frete grátis para minha localidade e chegava em 2 dias, ou seja, antes da minha segunda aula.

Ela é feita toda num tecido tipo tela. 

Eu li num comentário no ML que a pessoa achou o material frágil. Eu não achei que o material pareça frágil, ele só não é duro e tão resistente como seria se a mochila inteira fosse feita de lona.

Um ponto positivo que muita gente aponta é o fato dessa tela tornar a mochila respirável, o que significa que depois de você ter andado com seus patins, ter suado seus pés, vai guardá-los na mochila, mas eles estarão "respirando"... se você tiver chulé e for pegar um transporte público lotado vai matar todo mundo. rs

Brincadeiras a parte, a mochila não me parece frágil, tem as divisões em lona, mas todos os compartimentos são assim, em tela, por isso na foto você consegue ver todo o conteúdo, porque é assim que fica.

Na parte do meio, onde você vai colocar seu capacete, o kit proteção e alguns cacarecos, tem um bolsinho com zíper para guardar celular e chaves, talvez umas balas e sua carteira. Sim, cabe tudo isso.

As alças são ok e tem a tira de peito que ajuda a distribuir melhor o peso da mochila. Eu gosto de ter essa tira nas minhas mochilas, porque ajuda muito.

Um detalhe que eu havia lido e acho que vale comentar: o tamanho dos compartimentos onde você guarda os patins. 

Vai um pé de cada lado, assim, como você vê na foto. Aliás, crédito da imagem para a Traxart, porque eu fui tirar uma foto da minha com os patins dentro e... os meus patins são pretos!!! Não dá pra enxergar os patins na foto rs

Não sei se dá pra reparar que eles estão bem justos. Assim, sem o freio. 

Pois é... uma pessoa comentou que teve que tirar o freio para colocar o patins na mochila. Detalhe, a pessoa é um homem, então eu imagino que não calce 34, como eu. Sendo assim, o dele é bem maior que o meu.

As medidas divulgadas da mochila são de 45 cm, sendo assim, os meus deveriam caber com o freio: sim, couberam! 

Mas, de novo, meus patins são 35 (não tem 34 adulto e por recomendação da vendedora eu preferi pegar o adulto), então eles não tem 45 cm mesmo com os freios. Se você tem pés grandes e faz questão de manter os freios, melhor pensar direito, já que os bolsos onde vão os patins não tem 2 zípers, porque se tivesse, seria possível fechar para o lado do freio e deixar o freio para fora, mas não dá para fazer isso.

Enfim, a mochila vai me atender bem, pelo menos por enquanto.

Daqui algum tempo eu venho atualizar o post caso a mochila tenha se desfeito de ficar carregando toda semana para as aulas.

13 de maio de 2019

Crônicas de uma motociclista zero quilometro - capítulo 9: antena corta pipa

Tinha uma época em que se falava muito mais sobre a necessidade de se instalar uma dessas antenas para proteger de eventuais linhas de pipa com cerol, mas já faz tempo que não se ouve mais a respeito, até que mais alguém perca o pescoço por aí.

Um grande problema nas ruas de São Paulo são esses moleques que ficam brigando por pipas e para conseguir roubar a pipa alheia, criam a perigosa mistura de cola com vidro triturado, conhecido como cerol, para tornar a linha da pipa uma verdadeira navalha. O problema é que quando a linha atravessa a carne humana, corta tal qual uma navalha e já levou a óbito muitos motociclistas na cidade.

Não que eu circule por áreas de garotos brincando com pipa, até porque nem sei se as crianças ainda sabem brincar disso, mas pelo preço, achei que valia a pena deixar comprado, já que vejo motos com o acessório acoplado.

Compra feita pelo Mercado Livre, o kit vem com a antena e essa chave para instalação. No caso da Neo, tudo precisa ser fixado no espelho, então precisei confirmar se esse modelo dava para prender no espelho, já que existe um outro que você fixa a antena na base do retrovisor.

A instalação é simples e intuitiva, e a antena não afeta a estética da moto.

É o tipo de coisa que custa muito pouco para você não ter.

29 de abril de 2019

Crônicas de uma motociclista zero quilometro - capítulo 7: capa térmica para banco de moto

Resultado de imagem para capa termica para banco de motoNo dia que eu fui ver a Neo pela primeira vez na concessionária, eu tive que esperar por um tempo, porque só havia um vendedor na loja e 2 pessoas na minha frente. Como eu estava interessada em informações e naquele horário, nem que eu quisesse não encontraria outra loja da Yamaha aberta por perto, esperei.
Enquanto aguardava atendimento e procurava um lugar com sombra para deixar minha bike para não ficar com o selim super quente, um rapaz que eu imagino, seja o segurança da loja, ficou conversando comigo.

Quando eu falei do calor e o problema da moto ficar embaixo do sol, ele me falou sobre a existência de uma capa térmica, que ele não curte usar, mas que motoboy costuma usar, porque deixar a moto no sol e precisa sentar logo em seguida.

Com aquela informação, fui procurar a tal capa que eu já havia visto em umas motos que ficam estacionadas na rua de onde eu trabalho, e achava que era o acabamento do banco daquelas motos.

A capa é essa tela com elástico que aparece na foto, normalmente vendida na cor preta, tem 3 faixas de velcro para você prender por baixo do banco para segurar a capa no banco.

Como a gente nunca sabe onde vai ter que parar a moto, achei que seria uma boa ideia comprar a capa e depois de procurar muito, encontrei uma que coubesse no banco da Neo, porque banco de scooter é bem maior do que de moto comum.

O tamanho é XXL para a Neo.

Coloquei e a primeira coisa que aconteceu foi que, ao fechar o banco, as tiras do velcro do meio da capa estouraram. Foi quando eu entendi a crítica que muitos compradores fizeram, ainda que todos recomendassem a compra, por afirmar, a mesma coisa que eu vou afirmar agora: ela não faz falta.

O encaixe não é perfeito, porque ela é feita para se adequar a qualquer banco que tenha as medidas aproximadas, mas não fica feio e fica preso, acredito que mesmo sem o uso das faixas com velcro.

Agora vem a parte negativa: eu achei que faz escorregar. Na moto normal, você monta, então não vai escorregar, mas na scooter, em que você fica sentada/o no banco, parece que a capa te faz deslizar. Na única oportunidade que eu tive de usar a capa até agora, eu fui com ela, deixei com a capa enquanto a moto ficou na rua, mas antes de voltar, eu tirei a capa e sentei no banco que tem acabamento antiderrapante.

Não acho que seja exatamente jogar dinheiro fora, porque, de fato, ajuda a não esquentar o banco e se a minha scooter tivesse ficado embaixo do sol quase o dia todo, eu possivelmente teria voltado com a capa, ainda que escorregando um pouco, mas guiando mais devagar.

Só não ache que ela vai te servir na chuva, A capa é uma tela de fibra sintética, que não esquenta por não ser um tecido inteiriço. Ok, a água não fica retida nela, mas quando você sentar, ela não é rígida, então seu corpo vai tocar a água que estiver sobre o banco, logo abaixo da capa.

22 de abril de 2019

Crônicas de uma motociclista zero quilometro - capítulo 6: kit para chuva

Morando em São Paulo, cidade que já teve o apelido de Terra da Garoa, não poderia deixar de pensar na proteção para os dias de chuva, ainda que no momento eu mal tenha coragem para andar no seco, durante o dia, imagina na chuva!

Mas uma coisa é meu medo momentâneo de andar na chuva e as chances de eu realmente não ser surpreendida por uma chuva nessa cidade em que o tempo muda mais que humor de mulher de TPM (não é lenda urbana, em São Paulo a gente sai de casa de blusa, no meio do dia está de regata, no final do dia pega um dilúvio e vai dormir com as estrelas... quando dá para ver).

Tão logo comecei a providenciar meus acessórios, fui ver um kit chuva com jaqueta, calça e a tal da polaina (para cobrir os pés), e encontrei um que ainda vinha com luvas impermeáveis e a balaclava, também conhecida como touca ninja, no Mercado Livre.

O kit que eu escolhi tem capuz na jaqueta. Quando chegou eu pensei "por que eu comprei com capuz?", mas já descobri que dá para colocar o capuz e o capacete por cima. Se bem que é melhor quando você usa o capacete aberto. No fechado é bem chato colocar o capacete por cima do capuz, mas não é impossível.

Eu estava em busca de um kit rosa, mas eles parecem mais fracos do que os pretos, então fui de preto mesmo. O bacana são os refletivos que têm nas costas da jaqueta e no zíper de ajuste da panturrilha, que ajudam você a ficar menos invisível no trânsito. Eu ainda pretendo usar uma faixa refletiva que eu costumo colocar na minha mochila, quando pedalo à noite.

Um probleminha que eu encontrei foi a polaina. Não existe para o meu tamanho!!!

A jaqueta e a calça são tamanho P masculina, o que fica bom (isso não fica elegante de jeito nenhum) para vestir por cima da roupa, as luvas também são P, porque é o menor tamanho disponível, mas eu nem sei se dá para usar as luvas e girar a manopla, já que meus dedos não encaixam muito bem (já me disseram que não encaixam bem na mão de ninguém) e as polainas são PP (na etiqueta está marcado 36), eu calço 34 e a impressão é que estou com polainas 38!

Como dizem, melhor polaina esquisita do que saco de supermercado, já que a polaina tem solado de borracha, que vai ser menos escorregadio do que saco plástico. Só não me preocupa mais a polaina grandona, porque eu tenho uma scooter, ou seja, meus pés só servem de apoio quando a moto está parada, fora isso, eles ficam apoiados no assoalho da moto.

Como eu ainda não peguei chuva (e por opção não vou pegar tão cedo), não posso comentar sobre a eficiência dessa capa, mas considerando que eu tenho uma bem mais fina para usar quando ando de bike e ela funciona, acredito que molhada eu não fico.

E agora que eu testei o kit comprado, posso dar minha opinião a respeito... muito a contra gosto tive que sair na chuva, mas porque eu estava na rua, começou a chover e eu precisava ir embora... ou ia na chuva ou ia na chuva! rs

A capa veste direitinho e de fato não molha nadinha, ainda que a sensação seja de que você esteja sendo molhado. Ter capuz foi ótimo para mim, já que nesse calor eu tenho usado um capacete aberto e o capuz ajuda a não permitir que entre água pelo pescoço ou queixo.

A polaina é uma desgraça, porque é muito grande. Não saiu do pé, porque é longa e o final do cano tem elástico, mas eu cheguei com a parte do tornozelo no calcanhar. Vou ter que ver se consigo fazer algum ajuste melhor para que eu sinta mais firmeza no uso dessa polaina. A parte boa é que cumpre sua função: pés secos!

Não usei a luva impermeável, porque eu achei melhor usar minha luva habitual. A balaclava vai seguir aguardando o inverno chegar.

Atualização em 20/10/2022: essa capa da imagem é um modelo de PVC. A calça rachou na costura, na parte da frente, o que impediu que eu a seguisse usando. Comprei outra, mas vou falar sobre ela em outro post. Hoje, não recomendaria a compra dessa marca específica que está na foto, porque a durabilidade não compensa.

15 de abril de 2019

Crônicas de uma motociclista zero quilometro - capítulo 5: as roupas

A jaqueta é outro desses itens que você lê e ouve bastante a respeito, quando o papo é segurança ao andar de moto. Não é que ela vá te salvar de ser atropelado por um caminhão, mas se você cair, vai minimizar os ferimentos, podendo ser a diferença entre conseguir levantar e sair andando e ficar todo esfolado (eu coloco esses verbos no masculino, porque no geral quem se machuca é homem fazendo estripulias no trânsito).

Procurei um monte e descobri que tem versão normal, com forro removível, com entrada de ventilação e a tal jaqueta de verão.

Como as buscas no Mercado Livre estavam me deixando com mais dúvidas do que esclarecimentos, decidi procurar uma loja física, no centro de São Paulo. Existe uma região, próximo ao Largo do Arouche, onde estão concentradas lojas de tudo relacionado a moto, incluindo concessionárias de todas as marcas.

Depois de olhar uma loja aqui, outra ali, encontrei uma loja que tinha uma maior variedade de itens femininos e tinha 3 marcas diferentes de jaquetas: a X11, a Texx e outra que eu não lembro o nome. Eu fui atrás da jaqueta da X11 verão com forro impermeável removível. Testei 2 tamanhos diferentes, gostei da ideia do forro removível, mas o comprimento da manga era absurdamente comprido para mim e as proteções do cotovelo ficavam no antebraço por conta disso.

Quando eu vi essa da Texx, primeiro me chamou a atenção a cor rosa (sim, eu gosto de rosa) e ao vestir, a primeira coisa que encantou foi o encaixe das proteções do cotovelo, que ficam no cotovelo e não na mão! rs

O braço um pouco mais curto, ainda não é certinho, mas ficou infinitamente melhor e é mais em conta, porque essa não tem forro.

Uma coisa que a vendedora disse é que às vezes não adianta só ver a marca, tem que ver o caimento. Ela deu o exemplo dela e comentou "o tênis Nike é ótimo, mas não encaixa no meu pé, então não me serve". Achei interessante, porque como vendedora ela deveria querer me empurrar a jaqueta mais cara. Ao invés disso, sugeriu que eu escolhesse aquela que eu me sentisse melhor e que se encaixasse melhor em mim.

Lembro que a terceira marca também ficou boa no corpo, mas as proteções me pareciam mais fracas, além da jaqueta ser inteira preta. O preço era o mesmo da Texx, tinha uns bolsinhos a mais, mas eu já tinha sido fisgada por essa.

Além disso, dentro da jaqueta, quase na barra, tem um zíper que serve para prender na calça de proteção. Eu nem tinha pensado muito a respeito, mas acabei comprando a calça também, que eu provei por cima da minha calça jeans e coube confortavelmente.

Fora as 2 peças, eu comprei uma jaqueta California Racing, para os dias de frio. Ela não tem as proteções em E.V.A., mas vai me proteger daqueles 2 dias de frio intenso que faz aqui na cidade.

Aliás, a decisão de comprar a de verão sem forro foi baseado no fato de que, por aqui, faz mais calor do que frio e, se chover, não é forro impermeável que vai segurar a chuva, necessitando de uma capa de chuva propriamente dita.

Se você for cético/a como eu, saiba que a jaqueta de verão funciona. Claro que quando você para no semáforo (aqui em São Paulo a gente chama de farol) embaixo de sol forte, vai suar, mas em movimento a sensação é bem agradável, porque entra vento de verdade.

Esse modelo, especificamente tem as seguintes características pelas informações coletadas no site da fabricante*:
Modelo: Jaqueta Saga Summer Lady
Material: poliéster 600D com tecido Mesh Summmer® (é a tela por onde entra a ventilação), refletivos (são as partes em cinza na foto) e protetores em E.V.A. (ombros, cotovelos e costas). Ela também tem 2 botões para ajuste da circunferência dos braços, nas mangas. No punho, zíper para você abrir e conseguir colocar suas luvas e ajuste final em velcro, para ficar no comprimento correto.

Se você não for muito comprida nas medidas, vai gostar dessa jaqueta, que é menor e confortável, além de fresquinha e linda.

*esquece o preço sugerido que aparece no site. Seja na internet ou na loja eu comprei, ela sai pela metade.

8 de abril de 2019

Crônicas de uma motociclista zero quilometro - capítulo 4: luvas

Seguindo dicas de pessoas que andam de moto a mais tempo, eu tinha em mente que os itens mínimos de segurança que devem ser providenciados por quem quer andar de moto são: capacete, luvas, jaqueta e calça com proteção, e calçado fechado, preferencialmente os feitos para andar de moto.

Então, eu estive pesquisando luvas. Ia comprar pela internet, mas como eu nunca tinha testado uma luva de moto antes e os quadros de medidas me pareciam muito sem pé nem cabeça, fui a uma loja física, onde pude provar alguns modelos e tamanhos.

A primeira luva que eu testei era uma simples, sem essas partes rígidas na parte de cima da mão.

Eu já tinha visto essa da foto nas pesquisas, mas eu pensava que essa parte rígida da luva pudesse incomodar e descobri que nem se nota que estão lá.

Eu nem ia comprar essa, porque a outra custava R$25,00 a menos, mas pouco depois que eu entrei na loja, um rapaz entrou buscando capa de chuva e luvas, dizendo que a dele, depois de 3 anos, estava ruim e pegou exatamente essa dos "casquinhos", como eu chamo, na versão masculina.

Logo pude concluir que não era papo de vendedor, que esses casquinhos protegem mais, já que o outro comprador pegou essa e ele já anda há mais de 3 anos de moto. Quem sou eu para contrariar o comentário do vendedor e a opinião de um usuário de tantos anos?

A vantagem desses casquinhos é que se você esbarrar num retrovisor, não vai machucar sua mão.

Essa luva da X11 é muito confortável, além de ser rosa. A versão feminina tem os dedos um pouco mais finos e se ajusta bem, dando firmeza para segurar a manopla e não atrapalhando o movimento da mão.

Aliás, se tem uma dica que eu posso dar é para comprar a luva de acordo com seu gênero. Se você é mulher, compre a feminina, porque o desenho da luva é diferente de verdade e o encaixe fica melhor.

1 de abril de 2019

Crônicas de uma motociclista zero quilometro - capítulo 3: capacete novo

Quando eu fui começar minhas aulas de moto, por sugestão do instrutor, eu comprei meu primeiro capacete.

A escolha envolveu muita pesquisa na época, porque eu tinha muitas dúvidas: que tamanho? que modelo? que cor?

Nas pesquisas sempre a mesma informação, o tamanho ideal deve ficar justo, porque solto ele pode escapar na hora que você mais precisar, mas não pode apertar a cabeça (o certinho vai apertar suas bochechas, mas sua testa estará bem acomodada), sendo o modelo fechado, o mais seguro e cores mais claras mais visíveis.

Nas aulas no Parque do Ibirapuera, mesmo em dias mais quentes, como a gente fica de viseira aberta (é proibido andar de viseira aberta e pode dar multa, ainda que a gente sempre veja todo mundo fazendo isso), o calor é suportável, mas fiquei pensando como faria na rua, no calor do verão asfáltico de São Paulo. Ainda que o modelo aberto seja menos seguro, cheguei a conclusão de que é mais seguro andar com viseira abaixada e queixo aberto, do que com viseira aberta, o que exclui a compra do escamoteável ou robocop (aquele que parece fechado, mas a parte do queixo levanta).

Pesquisa de lá, procura de cá e eu encontrei uns modelos que, além de abertos, ainda vem com uma segunda viseira solar, que substitui a contento o uso do óculos de sol. Para mim, que nasci com "síndrome de morcego" (eu inventei esse nome, não é doença, é uma particularidade) e sou sensível à luz solar, saiu na rua, tem que usar óculos de sol, mas quem já usou, sabe que somente modelos específicos são utilizáveis em conjunto com o capacete, sem machucar.

Em busca de custo x benefício e conforto, acabei optando por esse modelo da Pro Tork, modelo New Atomic Vintage, na cor pink (tem outras cores), que tem o número 788 (não sei o que significa) atrás e uma faixa refletiva prata na testa e na nuca. Entre outros modelos vistos, esse é um que tem a viseira principal mais longa, o que cobre todo o rosto.

O visor solar pode ficar guardado quando não necessário e baixado quando você sai ao sol, tudo usando uma travinha lateral, que aparece na foto acima. O legal é que ele não encosta no seu rosto, então não incomoda nada e você só vai lembrar que está com a viseira solar se entrar em um lugar escuro.

Esse modelo especificamente ainda vem com 2 brindes: o lenço de caveira (o lenço é quadrado e grande, na cor preta, de material sintético e maleável) e um saco para guardar e não riscar sua viseira (bom para quem, como eu, carrega o capacete na mochila).

Muito confortável, fica bem preso pela tira de queixo, com regulagem e um forro em couro ecológico na parte de contato.

Recomendo a compra para usar nos dias quentes. O capacete aberto dá uma sensação bem gostosa quando você está em movimento, permitindo que o ar circule dentro do capacete, mas sem permitir que algo entre nos seus olhos ou boca enquanto você está em movimento, que pode ser muito perigoso, razão pela qual é proibido andar com a viseira aberta.


27 de fevereiro de 2017

Comprando um capacete para moto: dúvidas e respostas!

Essa foi a minha aquisição depois de um monte de dúvidas e buscas para descobrir como se comprava um desses.

Desde muitos anos eu queria aprender a andar de moto. Nem sei dizer direito a razão disso, já que sou medrosa demais para pensar em guiar uma moto pelas avenidas loucas da minha cidade, mas eu acho que pode ser útil um dia, assim como costuma ser útil ter carteira de motorista de carro, mesmo que você não dirija todos os dias. Numa emergência, você pode ser o condutor.

Só que na falta de oportunidade, eu deixei essa vontade guardada lá no fundo da memória.

Num belo sábado, eu fui no Parque do Ibirapuera e decidi passar lá na pista de motos para conversar direto com alguma daquelas moto escolas e encontrei um instrutor muito atencioso, que me explicou como funcionava, o que precisava ser feito e que era recomendado que o aluno providenciasse seu próprio capacete, já que estamos no verão e eles até têm para emprestar, mas... acho que já deu para entender, certo?

Como eu odeio pensar em usar o cecê alheio de um dia de sol, fora os piolhos (rs), achei que era melhor comprar um. Mas como se compra isso?

Essa eu esqueci de perguntar para o instrutor, porque achava que fosse algo do tipo universal.

Primeiro item: o tipo

Pensa que capacete é definido só pela cor ou desenhos? Não! São vários tipos e variam de acordo com o local onde você pretende pilotar sua moto.

Os fechados, como o meu, são uma peça única, completamente fechado, o que garantem mais segurança, já que eles não abrem e dificilmente escapam da cabeça.

Os abertos são capacetes cujo a parte do queixo levanta, assegurando maior conforto para colocar e retirar, além de permitir maior respirabilidade mesmo com o capacete na cabeça, quando na posição aberta. Em escala de segurança, são considerados um pouco menos seguros que os fechados.

Os dois anteriores são os adequados para uso em moto, porém existem modelos como o de casco, muito usado por quem curte aquelas motos do estilo Harley Davidson, que dão mais estilo para o motociclista, mas não asseguram nada além de estilo por não protegerem a cabeça inteira.

Segundo item: o tamanho

Você sabe quantos centímetros tem a circunferência da sua cabeça?

Pois bem, é essa a medida que você precisa saber para comprar o tamanho mais adequado. Além disso, você precisa saber que as bochechas (japas têm bochechas grandes) ficam apertadas dentro do capacete, principalmente, o novo. Mas é assim mesmo. Se você movimentar a cabeça e o capacete chacoalhar, ele está grande. Se você estiver sentindo pressão na região da testa ou a parte alta da cabeça (acima da linha dos olhos), está pequeno.

Ok, e qual o tamanho certo, então?

Pegue uma fita métrica (toda mulher tem uma, então procure sua mãe, irmã, namorada, esposa, vizinha...), vá para a frente de um espelho e passe em volta da cabeça, na altura das suas sobrancelhas. O número que der, é o tamanho do seu capacete. Só para referência, a medida do meu deu 55,5 cm, então o meu tamanho é 56, já que o padrão são números redondos e pares. Na dúvida, consulte seu vendedor e, se possível, compre em loja física para testar o capacete antes de levar.

Terceiro item: os modelos

Não bastasse a existência de vários tipos, tamanho e cores, você ainda vai ter que decidir entre muitos modelos. Claro que o valor que você estiver disposto a gastar num capacete vai ajudar a limitar a variedade, ainda assim, são muitas marcas diferentes.

O modelo mais básico, que sai a partir de R$35,00 (sim, existe, é só procurar na internet), é do tipo fechado, com forro fixo, fechamento por trava no pescoço e viseira transparente.

Existem modelos fechados ou abertos com ventilação. A quantidade de aberturas de ventilação variam bastante e quanto mais ventilação, mais caro.

Os modelos feitos com materiais mais nobres chegam a custar até R$3.000,00

O meu é um fechado com parte do forro removível para facilitar a higienização, e 3 aberturas de ventilação: uma na altura da boca e duas na parte de cima da cabeça. Sinceramente, eu não consigo sentir ventilação alguma com a viseira baixada e fiquei imaginando como é sufocante o inteiro fechado sem ventilação embaixo do sol.

Por fim: os detalhes

O meu, eu comprei no Mercado Livre. Quando chegou, tive a impressão de que o capacete nem entraria na minha cabeça, mas entrou. Depois de colocar, eu preciso ajeitar as bochechas dentro do capacete e fica tudo confortável, exceto pelo calor, mas você acostuma. O fecho do meu parece com um mini cinto de segurança e se solta quando eu puxo a trava. Ele veio com uma capa de couro sintético sobre o fecho, para que o contato com a parte de baixo do queixo seja mais suave. A marca escolhida é um EBF. Não sei qual o conceito dela no mercado, mas sei que é uma marca bem popular. Do modelo mais simples até os mais bonitinhos, você vê muitos deles nas ruas.

Um detalhe muito importante: não esqueça de verificar se o capacete comprado tem o selo do Inmetro! Essa é, pelo menos na teoria, sua garantia de que o capacete atende às especificações básicas exigidas por lei.