17 de abril de 2017

Filme: Chico & Rita

Eu queria assistir a algo diferente e acabei escolhendo Chico & Rita, uma animação para o público adulto (por favor, é desenho, mas nem pense em deixar as crianças na sala), com teor político, mostrando uma Cuba pré-revolução e o antigo sonho americano.

Chico é um pianista cubano, que sonha com uma carreira na música e Rita é uma moça bonita que canta em clubes noturnos e, ao que dá a entender no filme, também é um tipo de acompanhante por dinheiro.

A vida dos 2 se cruzam numa noite e, juntando seus talentos, participam de um concurso de rádio que lhes concede um contrato com um hotel para fazer shows.

Numa dessas noites, um produtor americano descobre Rita e acaba a levando para Nova York, para onde Chico também segue separado de seu amor.

Ambos conseguem seguir carreira na música durante suas juventudes, mas diversas reviravoltas acontecem em suas vidas e os mantém separados.

Uma história sobre a vida na antiga Cuba e a relação com os americanos, acompanhado de um drama romântico musical que vale a pena ver e ouvir.

10 de abril de 2017

Livro: Orgulho e Preconceito de Jane Austen

Essa é a capa da edição econômica que eu comprei numa promoção da Saraiva, muito tempo atrás, mas a Martin Claret está relançando seus clássicos em versões capa dura com detalhes dourados que são lindas demais.

Mas como o que importa é o conteúdo, vamos ao que interessa.

É impressionante ler Orgulho e Preconceito (não li as outras histórias do livro), pensar que o texto foi escrito em 1797 e trata de um tema tão atual: o feminismo e o poder de uma mulher com vontade própria.

Se você lembrar que a história foi escrita numa época em que mulheres eram criadas para serem donas de casa e, de preferência, absolutamente submissas e não pensantes, é um choque imaginar que uma mulher daquela época pensou em algo que só viria a acontecer muitos séculos depois, como ter vontade própria, dizer não e impor respeito perante os homens.

A personagem principal, Elisabeth, é uma dessas mulheres que não chamariam a atenção numa sala cheia de beldades, mas que se não era a mulher mais linda do salão, era sem dúvida a com mais personalidade, o que acaba encantando o todo metidinho do Darcy, que foi criado num mundo machista, apesar de ser um cavalheiro tipicamente londrino: educado, mas que achava que lugar de mulher era na cozinha ou coisa parecida, e que não existia mulher inteligente.

Leitura importantíssima para o momento que vivemos, mostrando que as mulheres devem se valorizar e que os homens (claro que não são todos) precisam entender que mulher merece respeito pelo simples fato de ser humana e não só por seu gênero.

Dica, se você for comprar a versão em português, compre as edições da Martin Claret. Eu cheguei a tentar ler de outras 2 outras editoras, mas a tradução da Martin é a mais bonita. A história é a mesma, mas a escolha das palavras faz toda a diferença e dá o tom adequado para o texto da Jane Austen.

3 de abril de 2017

Livro: Diálogos Impossíveis de Luis Fernando Veríssimo

Quem lê um livro de Luis Fernando Veríssimo costuma virar fã por sua linguagem simples e textos bem humorados.

Esse livro é uma coletânea de crônicas, que contam alguns diálogos diferentes e que começa com um texto onde o Drácula e o Batman estão conversando num asilo, passando por outras situações menos fictícias, e outras que até poderiam acontecer na vida real.

É o tipo de livro bom para ler no transporte público, porque são textos curtos e independentes, sendo que a interrupção não fará com que você tenha que voltar 50 páginas, ou pior, para o começo do livro, depois de um tempão sem ler, porque não lembra mais nada. rs

Mas vou alertar que, apesar de curtir muito o autor, alguns textos desta coletânea deixaram a desejar.

Na minha opinião os melhores de todos são "As mentiras que os homens contam" e "Comédias para ler na escola".

27 de março de 2017

Filme: Deadpool

Pensa num filme de heróis que uma criança não deve assistir. Pensa na linguagem mais imprópria possível. Pensa em cenas de nudez e sexo explícitos. Pensa em mortes apresentadas como coisas banais. Pensa num herói que você nem sabe se chama mesmo de herói.

Pensou?

Junta tudo isso e um pouco mais de sarcasmo e humor negro, e você terá Deadpool.

Eu não sou muito de ler quadrinhos de heróis, seja da Marvel ou da DC Comics, mas adoro suas adaptações em séries e filmes, porque não vejo sentido em ler "pow", "bam", "crash", mas adoro ver isso traduzido em imagens de ação.

Nem lembro porquê não fui assistir ao filme nos cinemas, mas quando saiu na TV, decidi dar uma olhada no filme que redimiu Ryan Reynolds como herói, depois do Lanterna Verde (eu não entendo nada, mas eu gostei daquele filme).

A história do Deadpool começa quando Wade Wilson descobre que está com um câncer em estágio terminal e decide se arriscar num tratamento experimental de um laboratório clandestino que acaba transformando-o num ser imortal por acidente.

Com um enorme senso de humor negro e uma sede de vingança pelos caras que tentaram matá-lo depois que o laboratório foi destruído, Deadpool mostra que de herói tem bem pouco, mas que pode ajudar a salvar, à sua moda, o mundo.

Esse filme seria um típico sessão da tarde, não fosse o linguajar inadequado, as cenas de sexo, a nudez, as atitudes do "herói", e a ausência de uma moral em todos os sentidos. Mas é diversão garantida para maiores de 18 (não pelo sexo, mas pelo tom impróprio).

Mal posso esperar pela continuação, prometida para 2018.