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28 de setembro de 2020

Filme: A Família Addams (The Addams Family)

Setembro é o mês que eu faço aniversário e eu nunca fui fã de comemorar essa data. Não tem nada a ver com a idade, até porque eu não tenho encanação com essa coisa de envelhecer.

Acredito que faz parte a passagem dos anos, na cultura japonesa o avançar da idade é visto com orgulho e eu acho que tenho isso incorporado na minha essência, mas festejar (e olha que japonês adora festa) não é a minha praia.

Apesar disso, eu sempre tenho o meu aniversário como um dia para fazer algo por mim e isso significa, em anos normais (leia-se sem a pandemia), ir no salão fazer cabelo e unhas, talvez uma massagem no shopping, ir ao cinema ou teatro, além de uma refeição num restaurante bacana.

Esse ano não deu para fazer nada disso. 

No lugar disso, meu cinema virou um filme no Telecine (dois na verdade) e uma refeição por delivery.

Um dos filmes escolhidos foi "A Família Addams", animação da Universal Studios do ano de 2019.

O elenco de dubladores foi uma das razões para a escolha: Charlize Theron como Mortícia e Chloe Grace Moretz como Wandinha.

O filme como um todo é meio sem graça, mas a temática do filme é muito importante e acho que merece respeito por trazer de uma forma bem ilustrativa a questão do preconceito ao diferente, da aversão ao desconhecido e da tentativa da mídia em criar padrões que muita gente acredita que seja a única forma de vida na Terra.

As cores escolhidas para os cenários e os personagens também foram muito bem pensadas, havendo as cores frias na parte onde vivem os Addams e os tons coloridos, com destaque para o rosa e azul bebê, e personagens brancos estereotipados no vilarejo vizinho.

A história começa com eles em busca de um lugar isolado para viver, sem serem atormentados pelos humanos "normais" (afinal, o que é normal?) e enfim encontrando a morada perfeita. Eis que como em todos os lugares, as cidades vão avançando e uma hora chegam onde não havia nada (Las Vegas que o diga).

Um programa de televisão, que é o responsável pela construção de uma vila toda coloridinha não gosta do que vê no horizonte e tenta a todo custo mudar a aparência dos Addams. Gomes, que quer se enturmar, dá uma chance e aí começa toda a confusão.

Se você tem crianças e quer mostrar que diferente não quer dizer pior ou ruim, esse me parece um bom filme para mostrar para os pequenos, desde que eles não tenham medo de monstros, já que esse não é tão fofinho quanto o Hotel Transilvânia, que também é uma ótima dica para a questão de aceitar as diferenças.

Vale uma pipoca na sessão da tarde no sofá de casa.

22 de julho de 2013

Filme: Espelho, Espelho Meu
Filme: Branca de Neve e o Caçador

Quando eu fui na locadora e peguei uns filmes para o final de semana nem me dei conta que estava pegando 2 filmes baseados na mesma história: Branca de Neve e os Sete Anões.

Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror) tem no elenco a talentosa Julia Roberts no papel de rainha má, Lily Collins como Branca de Neve e Armie Hammer como Príncipe (e que príncipe! rs). Nesta história, que tem um tom voltado para a comédia, é mais colorido e engraçado.

O espelho não é como no conto que eu lembro de ter lido quando criança ou visto na versão Disney, ele reflete a própria rainha e está num tipo de mundo paralelo, onde ela vai para "conversar" com o espelho e pedir favores, sob o alerta de que o uso de magia tem um preço (quem assiste a série Once Upon a Time já ouviu o Rumpelstiltskin dizendo a mesma frase para a rainha má e ele não é o espelho também). O que indica que a rainha não é uma bruxa poderosa como nas outras versões, mas que tem uma boa fonte de poder.

Após a Branca se unir aos anões para salvar o reino, se apaixona consciente pelo príncipe, batalha com ele e só depois eles descobrem um jeito de derrotar a rainha má. Até tem o beijo apaixonado da Branca com o príncipe, mas nada de mocinha frágil e indefesa que precisa ser salva pelo príncipe no cavalo branco.

O clipe que encerra o filme é bem divertido e a música é daquelas que faz vocês se mexer involuntariamente na cadeira, mas não valia mesmo a fila, o estacionamento e o ingresso do cinema. Talvez uma sessão da tarde.

Já o Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman) é um filme com tom sombrio, nada parecido com um conto de fadas. Vale a pena assistir no escuro para ajudar no efeito do filme.

O elenco é formado por 2 atores que estavam em voga na época de lançamento, Kristen Stewart como Branca de Neve (da saga Crepúsculo) e Chris Hemsworth como Caçador (eu não acho ele muito bonito, mas tenho que admitir que o Thor é um tipão). Para completar, a rainha má é a linda Charlize Theron.

Uma coisa interessante são os trabalhos feitos para que os anões parecessem anões. Quando comecei a assistir o filme tive a impressão de conhecer os rostos dos anões em versões tamanho normal e eu não estava enganada. Vale assistir o making of para saber como foram criados os anões para a tela. Um trabalhão que deu efeito.

Além dos efeitos visuais dos anões, os efeitos especiais usados nas cenas da rainha e das batalhas dos exércitos são bem legais.

Essa versão pode agradar até os rapazes, mas ainda trazem algum romantismo que vai deixar as garotas derretidas. No pior das hipóteses vocês pode aproveitar os bonitões que aparecem (o príncipe é gatinho, além do caçador saradão) e os homens tem a bela Kristen e a linda Charlize.

Valeria, pelos efeitos, ter assistido no cinema.